O Brasil inteiro deve se tornar um Tabor

20 de abril de 2016

20 de abril, um dia decisivo!

brasil

Ir. M. Nilza P. da Silva – Esse dia, marca a proclamação solene, pelo Fundador, Pe. José Kentenich, do Tabor, como Ideal Nacional. Há 69 anos, em Londrina/PR, o Fundador, grande pedagogo, em contato com a história do Brasil, a riqueza de nossa cultura e as características originais dos brasileiros, chega a conclusão que o Tabor resume a imagem ideal de tudo o que aspiramos e deve se tornar, por isso, o “objeto da nossa mais alta aspiração intelectual, estética, espiritual, afetiva, ou de ordem prática”, como resume o que significa a palavra ideal no Dicionário Aurelio.

Nós assumimos o Ideal e a Missão Tabor

Em 1984, representantes da Família de Schoenstatt de todo o país, reunidos em Santa Maria/RS, assumem livremente esse ideal e em 1997, definem quais são os elementos essenciais desse ideal e missão: o Tabor bíblico: a experiência da transfiguração de Cristo, na qual ele manifesta sua glória e o Pai o revela como Filho muito amado; o Santuário, Tabor das glórias de Maria: no Santuário, Maria manifesta suas glórias: ser formada à imagem de Cristo e formar Cristo em nós;  o filho Tabor: Maria quer formar a imagem do Filho muito amado do Pai em nós, cuja atitude fundamental é a filialidade heroica; o Tabor nossa missão: somos filhos Tabor e instrumentos de Maria.

Nós assumimos esta missão para que, a partir do Santuário, Maria possa formar Cristo nas pessoas e transformar nossa sociedade, o Brasil e o mundo inteiro, em um Tabor. Como disse o Fundador, “o dia 20 de abril de 1947 foi um grande dia de graças para a história de nossa Família… Precisamos carregar sobre nossos ombros as tarefas de nossa época… Sempre que estava prestes a desmoronar, o mundo procurou grandes personalidades… Precisam acontecer milagres de transformação, precisamos nos transformar em milagres vivos.” (21.4.1947)

Deus nos fala por meio dos acontecimentos atuais

Mais do que nunca, o ideal e a missão Tabor são atuais e necessários. Olhando para a realidade de nosso país, ressoa no coração as palavras do Fundador, aqui em nossa Pátria: “Precisamos criar aqui uma pronunciada cultura de Cristo.” (6.9.1947) Isso significa que precisamos transformar nosso modo de pensar, de viver. Os códigos e padrões que regulam a ação humana individual e coletiva, em nosso país, todos os nossos aspectos da vida: modos de sobrevivência, normas de comportamento, crenças, instituições, valores espirituais, criações materiais, tudo isso, precisa ser impregnado dos valores que Cristo anunciou e viveu.

Ao contemplar nossa Pátria amada, Deus possa encontrar em cada brasileiro a imagem de Jesus. Cada um de nós viva  de modo tão autêntico que se torne transfigurado. Ou seja, de sua vida se irradie a plena alegria e liberdade, que possa dizer com São Paulo: “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim.” (Gal 2, 20) Então, o Pai pode repetir sobre cada um, o que disse no Tabor: “Este é meu Filho muito amado!” (Marcos 9,7).

Um ideal que se realiza a partir do cotidiano

Essa imagem perfeita que Deus tem de nossa nação é possível! Não se trata de uma ideia platônica, mas de uma realidade que se constrói no dia a dia, a partir de pequenas decisões e atitudes. Não estamos dizendo que se trata de algo fácil e seria indigno de aspiração se assim fosse. Nascemos para realizar grandes coisas!

Precisamos levar a sério a nossa auto educação. Praticar no dia a dia as virtudes sociais, as obras de misericórdia, capazes de transformar a sociedade, como disse nosso Pai e Fundador, Pe. José Kentenich, em dezembro de 1914: “Tenho de me educar com todas as minhas forças para compreender e trabalhar para a justiça social. O espírito da justiça social é o espírito do amor, da bondade, da atenção às necessidades dos outros, de uma carinhosa empatia para com as angústias dos outros, de uma ajuda eficiente e discreta aos que dela necessitam. Em suma: o espírito de sacrifício do verdadeiro heroísmo cristão.” O estado ideal que almejo para o Brasil precisa começar a partir do ambiente em que eu estou e atuo: família, trabalho, estudo, clube, grupo… Em todos os lugares em que estou devo me tornar um líder de renovação para o Brasil.

Santuário: escola do líder que o Brasil precisa

A Mãe de Deus escolheu os Santuários como escola do Homem Tabor, o Filho transfigurado. “A partir deste lugar, ela quer educar nosso povo à verdadeira liberdade, para a luta do tempo atual, para a salvação da ordem social cristã!… A Mãe de Deus, como Mãe e Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt, quer iniciar aqui sua marcha de vitória… Depende em grande parte de vós! Povo católico, isso depende de vós, de como vos oferecerdes como instrumentos!” (6.9.1947)

Como continua Pe. Kentenich, “sem o santuário é impensável a história da renovação do Brasil!” porque Maria “quer educar os povos a partir daqui, quer restituí-los a Cristo, abri-los para Deus… A Mãe de Deus quer revelar aqui suas glórias. Sua glória consiste em fazer com que Cristo possa subir novamente ao trono… Somos convocados como instrumentos escolhidos para levar o mundo ao coração de Jesus e o salvar.” (Idem)

Que resposta você dá para o chamado do Fundador? O que deseja fazer concretamente para que o Brasil de torne um Tabor?