O 31 de maio: Proclamação da Missão de Schoenstatt

31 de maio de 2015

Resposta para o nosso tempo.

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Fábio e Elaine Melquiades – O III Marco Histórico de Schoenstatt, o 31 de maio de 1949 nos recorda o ato realizado pelo Pe. José Kentenich no Santuário de Bellavista em Santiago do Chile. Nesta data o Pai e Fundador colocou sobre o altar do Santuário a primeira parte da carta reposta, que foi enviada ao arcebispo de Treves (arquidiocese à qual Schoenstatt pertencia na época), com relação aos questionamentos levantados sobre o Movimento Apostólico de Schoenstatt que estava se expandindo na Alemanha e em outros países.

Naquela época Schoenstatt era um dos Movimentos mais fortes da Igreja Alemã, chamava a atenção de muitos e logo sugiram dúvidas. Os principais pontos indicados pelas autoridades da Igreja foram o excessivo contato com o Santuário, a utilização de termos como Capital de Graças e Aliança de Amor com Maria (contrato bilateral na época) e por fim questionou-se o sistema e a praxe educativa nas comunidades de Schoenstatt como também o papel do Pe. Kentenich na direção destas comunidades.

Percebendo que o entendimento sobre as ideias do Movimento de Schoenstatt estavam equivocadas, o Pe. Kentenich decide iniciar abertamente um debate na Igreja, com o intuito de identificar e vencer o pensar idealista-mecanicista presente na Igreja e sociedade do ocidente. Esta decisão, como ele mesmo previu, levou sua Obra a uma nova e difícil prova. Ele não só ofereceu a si mesmo (como no II marco histórico), mas colocou todo o Movimento de Schoenstatt em risco. Como consequência deste ato, ele foi penalizado com o afastamento de sua Obra, sendo exilado por 14 anos, bem como toda Família de Schoenstatt passou por difíceis provas naquele período.

Mas o 31 de maio não deve ser visto só como um ato corajoso de resposta aos apontamentos levantados pela Igreja alemã da época, pois através dele o Padre Kentenich, como instrumento de Maria, entregou à Igreja e proclamou claramente a missão da Família de Schoenstatt para o tempo atual. Em outras palavras: o 31 de Maio é missão e tarefa de Maria para o nosso tempo, confiada ao Pai Fundador como carisma profético, e que ele proclama e põe sobre os ombros da Família.

Esta missão costuma ser definida com duas expressões que são complementares e que apontam ao mesmo conteúdo: “Uma cruzada do pensar, amar e viver orgânicos” e “O resgate do organismo natural e sobrenatural de vinculações”.

O homem mecanicista destrói o organismo do amor ou das vinculações, ou seja, a rede de vínculos de amor que nos unem às pessoas, aos lugares, às coisas e às ideias. Não é capaz de manter vínculos de amor, destruindo tanto os vínculos sobrenaturais como os vínculos naturais. O Pe. Kentenich apontou o bacilo mecanicista, como um pensamento que separa o natural do sobrenatural, a fé da razão, causa primeira da causa segunda, Cristo de Maria. Este pensamento mecanicista se instaurou na sociedade, inclusive dentro da própria Igreja, nos fazendo sofrer com suas consequências: naturalismo, materialismo, hedonismo, cientificismo, etc.

A resposta de Schoenstatt foi e continua sendo a proposta de cultivar um pensar, amar e viver orgânicos, de se ter atitudes integradoras, de buscar uma vida de santidade coerente com nosso ser, agindo de acordo com a fé prática na divina providência, num íntimo contato filial com a Mãe de Deus e com seu Filho Jesus Cristo.

A realização da missão de Maria está em nossos ombros. Nada sem vós, Nada sem nós.

Para saber mais sobre o tema, recomendamos os seguintes livros:

Pe. José Kentenich: Uma vida pela Igreja; autor: Engelbert Monnerjahn.

Uma missão para o nosso tempo; autor: Pe. Rafael Fernandez de Andraca.

Fonte: uniaodefamilias.com.br