O Símbolo do Pai visita o Tabor da Liberdade, em Confins/MG, e a Família de Schoenstatt compartilha um pouco das alegrias e bênçãos vivenciadas de 9 a 16 de novembro. A visita do Símbolo do Pai foi marcada também pela alegria da natureza. Logo na saída de Atibaia, uma chuva de pétalas brancas e amarelas caem das árvores sobre o símbolo, solenizando este momento em que mais uma Família de Schoenstatt recebe este presente. Mas, nós ainda não imaginávamos quantas seriam as vivências que marcariam os passos do Pai no Santuário Tabor da Liberdade. Já na preparação, um sentimento misterioso foi tomando conta de todos os corações que se deixaram contagiar por esta visita. O segredo deste mistério nós descobrimos na missa de envio do Símbolo para o Rio de Janeiro, com a Família de Schoenstatt e todas as pessoas, que ao longo destes dias vivenciaram a presença do Pai em nosso meio. A chegada em Confins Logo na entrada da Cidade, estava uma caminhonete adornada com uma grande coroa que iria abrigar o Símbolo do Pai e balões das cores do Movimento. Cerca de 600 pessoas aguardavam, num clima de grande alegria. O Padre Lourival Felipe Soares, Reitor do Santuário e Pároco da Cidade Confins, recebeu o Símbolo com um beijo colocando-o sob a coroa, onde todos puderam contemplá-lo durante a carreata que se formou até a praça central da cidade. A despedida Após permanecer uma semana em Confins, o Símbolo é enviado para o Rio de Janeiro,. Pe. Alexandre Awi, diretor nacional do Movimento de Schoenstatt no Brasil, na homilia da missa de despedida do Símbolo do Pai, concretizou em três palavras todo o cerne das vivências pessoais e comunitárias, caracterizando na pessoa do Pai e Fundador como o ser Pai, a exemplo da paternidade de Deus Pai, da qual todos que são revestidos de alguma autoridade participam. Nas três letras que compõe a palavra PAI, ele resume o clima que se formou durante estes dias: O P ele aplicou na palavra “paciência” mostrando como nosso Pai e Fundador viveu desta virtude, nos difíceis anos de Dachau e exílio, esperando pacientemente o momento que se manifestasse a vontade de Deus. Neste sentido concluiu que a paternidade se torna fecunda na paciência. Na letra A ele falou de uma “alegria natural e sobrenatural” que se irradiava de nosso Pai e Fundador, capaz de contagiar todos que estavam ao seu redor e foi isto que sentimos palpavelmente em cada pessoa que esteve em contato com o Símbolo do Pai. E para finalizar ele usou a letra I mostrando mais uma virtude tão característica de nosso Pai e Fundador: a “interioridade”. Falou-nos que todos os gestos de nosso Pai era um convite a mergulhar no mundo sobrenatural. Este mergulhar foi surgindo espontaneamente em cada pessoa que contemplava este Símbolo. Assim que se formou uma atmosfera de oração – de Tabor. Este “clima do PAI” (paciência, alegria e interioridade) se evidenciou em algumas palavras e situações bem concretas: O Olhar já foi embora? - O Menino, de uns oito anos, ao se encontrar com o Padre numa celebração perguntou: Padre o “olhar já foi embora?”. O Padre explicou que ele iria embora, mas que ficaria para sempre conosco. Sob o olhar do Pai chega Emanuele - Na noite da chegada do Símbolo do Pai, o Padre anunciou que uma senhora muito conhecida da comunidade havia dado à luz. No sábado, quando o Símbolo do Pai passou o dia sob a guarda da Liga de Famílias, entra esta mãe, vindo direto do hospital, com sua recém-nascida Emanuele Carvalho Gonçalves. Como Emanuel é Deus conosco, neste momento interpretamos que Deus estava ali abençoando cada família. Um gesto bonito é que estes pais vieram apresentar sua filha, para coroar este momento, onde estávamos exatamente refletindo sobre a paternidade. Carregar a cruz com o outro - Outro momento marcante: uma jovem mãe entrou no Santuário com seu filho de 1 ano e 7 meses e contou-nos que seus casamento, de apenas 3 anos, foi marcado desde o inicio, com a cruz da enfermidade de seu marido, que sofre de um câncer raro. Juntos, rezamos a novena do Pai em suas intenções e nos comprometemos em acompanhá-los com esta oração. Esta vivência marcou a vida de um outro casal que também está sofrendo. Eles viram o amor que o Pai tem por eles e compreenderam que um sofrimento pode ser amenizado quando se descobre o valor redentor que ele possui. Aprender a olhar o outro através do olhar do Pai Na missa de envio do símbolo (15/11), Pe. Lourival Felipe Soares, nas palavras finais disse aos presentes: “Temos que aprender a olhar os outros através do olhar do Pai e, isto pode nos custar, então será nossa contribuição consciente ao Capital de Graças”. Ele disse isto, mostrando a importância de ver o outro com os olhos de misericórdia do Pai, assim como nos dizia o Evangelho do dia. Um retiro anual com o Símbolo do Pai A franciscana Irmã Margarida escolheu o Santuário Tabor da Liberdade para seu retiro anual. Ela relata que foi um retiro abençoado, pois teve a oportunidade de vivenciar todos os Ramos da Família de Schoenstatt na hora de guarda do Símbolo do Pai. Ela disse-nos: Era impressionante a força deste Símbolo sobre as pessoas. Ele realmente nos fala de Deus. Bastava dizer: Pai me vê... Bastava dizer: O Pai me vê ... que toda a Comunidade empolgada respondia: O Pai me ama, o Pai precisa de mim. Este lema gerou vida para a Cidade de Confins a ponto de fazer o Padre Lourival concluir: Confins nunca mais será a mesma depois que este Símbolo passou por aqui. Este lema tráz um sentido pessoal para cada um. Para o nosso Paulinho Carvalho bastava dizer: O Pai me vê e ele respondia na sua linguagem: “O Pai me potege!” Para o Pai nenhum sacrifício é pesado demais Dois casais da liga de Famílias depois de terem passado um dia de guarda com o Pai, não mediram esforços e quiseram fazer também uma vigília noturna durante toda a noite. A visita do Símbolo do Pai é o início das festividades de 2014 Com estas palavras o Padre Lourival envia o Símbolo do Pai para o Santuário Tabor da Redenção da Família. Vivenciando este momento se inclui na Família de Schoenstatt e assume conosco o empenho pela beatificação de nosso Pai. Assim ele disse: “O lugar de um homem que passou pelo Campo de Concentração e um exílio sem falar nada, só pode ser nos altares”. |