Chuva de graças na festa da aliança

Ir. M. Nilza P. da Silva

97 anos após, o 18 de outubro de 1914, se multiplica em número, lugares e bênçãos. Um desses lugares e dessas bênçãos se encontra em Atibaia/SP, onde no dia 16, mais de 5 mil peregrinos vieram para festejar a Aliança de Amor.

Fé e muita água na fila de espera

A chuva torrencial na véspera e no dia da festa não impediu que os filhos da Mãe e Rainha, a maioria da dioc. de Bragança Paulista, saissem cedo de casa para vir ao Santuário. As horas de espera na fila, sob a chuva e no frio, são enfrentadas com alegria. "Sou de uma igreja evangélica," diz uma peregrina, enquanto aguarda na fila e na chuva. "Mas, ao menos uma vez por ano eu venho para visitar a Mãe e Rainha!"

Felipe Gutieres e Desirê Modesto, São José dos Campos/SP, já estão quase entrando no Santuário, eles dizem o motivo que os faz permanecer na fila é a fé. "É a fé e também os pedidos de graças que precisamos conseguir, diz Desirê, a cura de uma doença." Felipe conta: "Nós recebemos a Mãe e Rainha em nossa casa, como uma visita muito importante. É como se fosse um parente muito próximo que todos os meses, no dia 7, vai visitar a gente."

Aqui é o "Para mais além..."

É assim, a Mãe de Deus não só estabelece a sua morada no Santuário, desde a primeira aliança de amor, em 18 de outubro de 1914, mas, há 61 anos ela se fez peregrina e leva as graças do 18 de outubro para milhares de famílias. Se o Pe. Kentenich fala em 1914 que "esta capelinha se torne um lugar de graças para a Alemanha e para mais além", a Mãe de Deus cuidou perfeitamente e o Santuário se estende a muito mais de "mais além."

Vidas que cresceram no santuário

Leonardo Rodrigues de Azevedo, 21 anos, e Alessandra Varela, 16 anos, são de Itatiba/SP, e também estão molhados. Mas, eles não são visitantes e sim voluntários. "A gente vem aqui para servir Nossa Senhora, com chuva ou não, então, isso é uma grande gratificação." Assim Leonardo explica porque estão sorrindo mesmo sob a chuva. Conta ainda que durante o ano ele vem muitas vezes fazer esse trabalho de acolhida para os peregrinos. E continua: "Descobri o Santuário quando eu estava na catequese, aos 12 anos. Nós viemos uma vez para cá e desde então eu estou sempre aqui... o Santuário é um lugar muito abençoada, aqui a gente recebe muitas graças. Eu mesmo tenho testemunho de muitas graças." Alessandra também diz que cresceu à sombra do Sabtuário: "Minha mãe é coordenadora da Mãe e Rainha e a vida inteira dela sempre sempre aqui. Então, desde criança eu venho aqui também e por isso estou aqui." Ela conta que conhece a história do santuário e admira muito a vida do servo de Deus, Diác. Pozzobon.

Deus vem ao nosso encontro

A festa da aliança acontece na tenda. Na parte da manhã, é a renovação da aliança e a bênção do Santíssimo, presidida pelo Pe. Vandemir Meister. Pe. Antonio Marcos Depizzoli atende confissões desde cedo. Muitos renovam sua aliança com seus. "Hoje, atendi confissões durante 6 horas", revela ele no final do dia. Assim, podemos agradecer que a Mãe e Rainha realmente conduz seus filhos a Jesus.

Na tarde, o terço de agradecimento pelas graças recebidas há 97 anos e a santa missa, presidida por Dom Sérgio Aparecido Colombo, bispo da diocese de Bragança Paulista. Ele fala que Deus sempre vem ao encontro da pessoa humana, não permanece somente nas alturas, mas está entre nós. "Hoje, Deus age pelo carinho de sua Mãe. Uma Mãe que não quer nada para si, mas quer tudo para seu Filho", diz o bispo. Salienta que, assim como ela, cada um de nós precisa ir sem medo ao encontro de Jesus e ao mesmo tempo levá-lo sem medo ao encontro dos irmãos: "Que o encontro com Maria seja transformador. Ela nos conduz ao encontro de Jesus e vai conosco, como peregrina, como Mãe da Igreja!" Conclui convidando a todos para agradecer pelo Santuário, "por esse espaço tão bonito, onde não somos mercadorias, mas somos irmãos e pertencemos a Deus", conclui.

Então, unidos profundamente a Cristo na eucaristia, todos encerram o dia coroando a sua e nossa Mãe como Rainha. A coroação é acompanhada pela coreografia dos voluntários do Santuário, vindos da cidade de Bom Jesus dos Perdões/SP.

As festividades terminam com vivas e muita chuva, que não cessou durante o dia. Mas, são sinais de graças abundantes para que, em três anos, estejamos celebrando de coração preparado e feliz os 100 anos da Aliança de Amor. Por isso, com alegria cada um retorna para casa com as graças e a alegria de ser missionário: tua aliança, nossa missão!

16 de outubro de 2011