Nós te saudamos: Ave Maria!

22 de abril de 2015

O dia da Aliança no Rio de Janeiro/RJ.

rio-de-janeiroIr. M. Nelly Mendes – O dia 18 de abril é um dia especial no Santuário do Rio de Janeiro/RJ, pois próximo à data em que a MTA foi entronizada no Santuário Original – há cem anos – também no Santuário Tabor Redenção da Família, outro quadro é entronizado: a Mãe de Deus é, a partir de agora, saudada com as palavras ‘Ave Maria’.

Na carta datada de 12 de maio de 1915, Pe. Kentenich escreve a um congregado nos campos de batalha sobre o quadro da Ave Maria que foi colocado no Santuário Original: “O grande arco do coro mostra um precioso bordado de pérolas: Ave Maria! O Irmão Franz (Pallottino) trabalhou nele durante um ano e meio, em seu tempo de folga”. Neste dia de festa, o Santuário do Rio fica um pouco mais parecido com o lar Original.

Muitas pessoas rezaram a ‘Ave Maria’ para conquistar esse quadro para o Santuário do Rio de Janeiro/RJ – foram distribuídos vários papeis para marcar o Capital de Graças.

Cada ‘Ave Maria’ é uma pérola

A programação inicia com a acolhida dos peregrinos, vindos, pela manhã, da Arquidiocese de Niterói/RJ, que ao todo somam cerca de 1.200 pessoas.

Na sequência há a meditação do Terço, e nesta oração todos contemplam a beleza e riqueza do quadro Ave Maria. Muitos descobrem que ele é inteiramente bordado de pedrinhas – cerca de 20.000 missangas – o que reflete a frase de São Bernardo: “Cada Ave Maria do terço é uma pérola para Maria!”.

Nos mistérios meditados, cada um contempla um dos adornos do quadro ‘Ave Maria’, e uma réplica sua é formada pouco a pouco:

– a palavra Ave Maria,
– a data 16 de março de 1997 – recordando a celebração dos 50 anos da chegada do Pai e Funda-dor ao Brasil e o dia do lançamento da Pedra Fundamental do Santuário do Rio;
– a data 18 de outubro de 1998 – dia da fundação de Schoenstatt e a bênção Santuário Tabor Re-denção da Família/RJ;
– a inscrição “JK-29.392” – Sigla de ‘José Kentenich’ e o número de identificação do Pai e Fundador como prisioneiro no Campo de Concentração de Dachau (cada prisioneiro tinha um número);
– o Símbolo do Pai.

O intuito desta vivência é levar as pessoas a compreenderem o conteúdo do quadro e seu rico simbolismo.

Após a reza do terço, às 11 horas, é celebrada a primeira Santa Missa do dia. Pe. Douglas Alves Fontes, reitor do Seminário São José de Niterói/RJ, preside a Eucaristia e Frei Sérgio Pagan, franciscano, concelebra.

Na homilia, Pe. Douglas cita o Salmo 32 – ‘Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma for-ma que em vós nós esperamos’. Ele afirma: “A maior graça é Jesus e esta graça vem por Maria. Os discípulos começaram a sua peregrinação no meio da noite, inseguros e com medo e quando veem Jesus se assustam. Jesus diz: ‘Sou eu! Não tenhais medo’. Esta cena do Evangelho é uma imagem da nossa vida; por muitas vezes estamos no mar agitado e escuro. Precisamos de fé para reconhecer que é o Senhor que está acima de todos os nossos problemas, enfermidades e Ele per-manece firme caminhando sobre as águas. O Senhor olha nos nossos olhos e diz: ‘Sou eu!’”.

Pe. Douglas continua: “Nesses momentos, cabe a nós a serenidade de Maria, até o fim da vida. Que a nossa devoção à Virgem Maria não seja somente nossa, mas que a levemos de casa em casa, ela leva a Palavra, e isso depende muito do nosso testemunho. Sabemos que esse é o maior apostolado – o nosso testemunho –, que a Virgem Maria nos ajude e que ‘sobre nós venha, Se-nhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos’”.

No final da Santa Missa, acontece a entronização do quadro ‘Ave Maria’ no Santuário, coroando a solenidade.

Mais uma romaria

No período da tarde é a vez dos peregrinos da Arquidiocese do Rio de Janeiro/RJ peregrinarem à casa da Mãe e Rainha. Novamente cerca de 1.200 pessoas se reúnem no Santuário.

A programação se repete, para que todos possam aproveitar o dia solene da Aliança de Amor.
Às 15 horas é celebrada a segunda Santa Missa do dia, por Pe. André Villar, pároco da Comunidade Imaculada Conceição, no bairro do Recreio no Rio de Janeiro/RJ.

O sacerdote inicia a homilia dizendo que todos são acolhidos pela própria Mãe de Deus, e continua: “Jesus vem ao nosso encontro, ele nos dá a sua paz e mostra as suas marcas – a acolhida do Senhor se dá na abertura de suas mãos, de seus pés e de seu lado aberto. O que podemos levar disso? É a missão. O Senhor confia o seu tesouro, que deve chegar a muitos, e devemos ser teste-munhas de todas as experiências que fazemos. Os Apóstolos eram as testemunhas de tudo isso. Se nós não formos testemunhas fiéis ao Senhor, talvez não cheguemos a celebração do segundo cen-tenário de Schoenstatt. Por isso devemos deixar-nos acolher pelo Senhor, alegrar-nos com a sua vitória e ser para os outros o testemunho vivo do ressuscitado”.

Falando sobre a conquista da Família de Schoenstatt, ele afirma: “No quadro ‘Ave Maria’ contemplamos a diversidade de pequenas miçangas coloridas, a riqueza do quadro, elas são expressão do colorido desta assembleia e a força que tem quando se reúne e testemunha o Senhor. Desejo que a Família de Schenstatt seja um precioso testemunho de Jesus e que este testemunho chegue a muitos corações”.
Após a celebração da Santa Missa, o quadro foi levado ao Santuário em procissão e entronizado solenemente, ao som do canto Ave Maria.

Bastidores

A acolhida dos peregrinos, a oração do terço e a Santa Missa contaram com a colaboração dos diversos ramos do Movimento de Schoenstatt, também com a colaboração do Terço dos Homens Mãe Rainha e da Campanha da Mãe Peregrina.

A Família de Schoenstatt do Rio de Janeiro está bastante motivada para alcançar a beatificação do Pai e Fundador, por isso apresenta como programa alternativo um filme sobre a vida do Pe. Kentenich e são colhidas assinaturas pedindo sua beatificação e a distribuição de folhetos, além de rezar a oração de canonização.

Felizes por mais essa conquista, os cariocas proclamam: “Mãe e Rainha de Schoenstatt, com alegria e gratidão nós te saudamos: Ave Maria!”