No Santuário, com Maria à Trindade

23 de maio de 2016

Romaria da Diocese de São José dos Campos ao Santuário.

porta santaKaren Bueno – Na festa da Santíssima Trindade, o Santuário Tabor da Permanente Presença do Pai, em Atibaia/SP, recebe uma multidão para celebrar a solenidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Cerca de 5.800 pessoas – a maioria da Diocese de São José dos Campos/SP – visitam a Rainha de Maio e lhe ofertam todo seu amor e gratidão pelo cuidado e ternura que ela oferece a cada um.

Olhar o número de pessoas impressiona. Marcio Santos de Lima chega com o ministério de música Renascer em Cristo, de Francisco Morato/SP, para animar a romaria. Ele comenta: “É uma experiência única. Quando eu entrei e vi a quantidade de ônibus, fiquei meio assustado; ver o número de pessoas me assustou mais ainda, mas entregamos na mão de Deus e fomos levando”. Willian Rodrigues acrescenta: “É um prazer imenso participar da Festa da Trindade no Santuário”.

De volta à casa do Pai

Misericórdia é a palavra que norteia as atividades do dia. A programação começa com uma romaria desde a entrada do Santuário até a Tenda dos Peregrinos. A caminhada pede uma mudança de vida, deixando de lado as debilidades pessoais e tornando-se um homem novo, tudo isso porque o Pai misericordioso ama profundamente a todos. Na Tenda acontece a catequese sobre a misericórdia, no formato de uma vivência.

Aos poucos os peregrinos recordam sua própria história de vida e a história de amor com Deus. Na Parábola do Filho Pródigo (Lc 15, 11-32) veem a imensa misericórdia do Pai, que faz festa ao receber o filho de volta em sua casa. Os presentes dessa Parábola – roupa nova, anel e sandália – representam a mudança de vida que cada um quer conquistar.

Num clima de festa e de gratidão pela misericórdia, começa a adoração eucarística presidida pelo Diácono Marcio Rodrigues, da Diocese de São Miguel Paulista. Ele compartilha: “Agradecemos à Mãe por tudo que ela realiza em nossa vida, de modo particular no Ano Santo da Misericórdia. Que o povo que hoje está no Santuário possa se sentir acolhido, renovado e que possam verdadeiramente fazer uma experiência profunda com Deus e sair convertidos; que a indulgência plenária seja um novo passo na vida de todos”.

Comunidade de amor

Durante todo o dia há fila para visitar a Mãe, e não é pequena! A passagem pela Porta Santa é um convite à conversão e um momento emocionante, que se realiza aos poucos. O Santuário é pequeno, mas de um em um vai acolhendo a todos, abraçando e formando uma família, à imagem da Trindade.

Depois do almoço inicia a oração do Terço. A cada Ave Maria uma pessoa deposita um copo de água num jarro, lembrando que a misericórdia lava a alma e dá um espírito renovado – essa água será abençoada e aspergida em todos no final da Missa. O ponto alto da vivência é a coroação da Mãe de Deus, em sua grande imagem que fica na Tenda, encerrando o terço com a oração “Salve Rainha, Mãe de Misericórdia…”.

A Santa Missa inicia em seguida, presidida pelo Frei Rinaldo Stecanela, Padre Religioso da Ordem dos Servos de Maria. Toda a celebração pede a cura interior e física dos peregrinos, que são transformados pelo atuar da Santíssima Trindade. Na homilia ele diz que o amor do Pai e do Filho – tão grande e profundo – é o Espírito que chega para inundar e curar os corações.

Enviados para fazer a diferença

No mês de maio todos podem ainda coroar a Mãe de Deus como Rainha de suas famílias e de suas vidas, num pequeno cartão que recebem. Frei Rinaldo comenta: “Estar no Santuário nesse domingo, celebrar essa grande festa da Trindade e ver todas as caravanas, essa alegria e devoção mariana, as filas e filas para entrar na Porta Santa da Misericórdia nos enche de orgulho. Semana passada, em Pentecostes, lembramos o nascimento da Igreja; hoje, na Trindade, é a celebração da família, da comunidade, então celebrar tudo isso nesse lugar abençoado, no coração e no manto de Nossa Senhora, para nós é motivo de grande alegria e muita festa”.

Chega então a hora de ajeitar as coisas e partir. A chuva, que se segurou o dia todo, enfim cai como que se despedindo dos peregrinos. Maria Emília Sampaio comenta: “Aqui é bom estar, a gente ‘arma as tendas’, fica com Jesus e a Mãe, mas depois temos que descer ao vale e levar para a sociedade essa força que conquistamos. Então o que a gente recebe não é para ficar somente ali, é para descermos ao mundo e sermos novas pessoas, tentando fazer um mundo diferente a partir da nossa mudança”.