Maria modelo da Igreja servidora

18 de fevereiro de 2015

“Eu vim para servir”

Romaria da JuventudePe. Nicolás Schwizer – Maria quer recordar que o amor é o mais profundo e significativo sentimento do cristão e que o amor se expressa no serviço. Ela nos mostra, com seu exemplo, que a Igreja é e quer ser servidora dos homens.

É fácil falar de amor e de caridade, mas torna-se difícil vivê-los, porque amar significa servir, e servir exige renunciar a si mesmo. Se não fosse assim, estaríamos no paraíso, já que todos os homens e todos os cristãos estão de acordo em cantar as belezas do amor.

Entretanto, continuam havendo guerras, injustiças sociais, perseguições políticas no mundo. É porque amar custa, porque servir custa. É porque o pecado original nos inclina a buscar sempre o próprio interesse, a querer dominar e estar no centro.

Mas, o que é servir? Jesus mesmo explica: servir é dar sua vida pelos outros, é entregar-se aos demais. Servir é dar-se a si mesmo, entregando ao outro nossa preocupação e nosso tempo, nosso amor.

Serve a mulher que passa, tarde da noite, a camisa que seu marido necessita; ou que fica a noite junto ao filho enfermo. Serve quem apaga a televisão durante a telenovela para receber o vizinho e escutar seus problemas. Serve quem renuncia a umas horas de descanso para ir passear com os filhos, para participar de uma reunião no trabalho.

Igreja servidora

A Igreja do Concílio se proclamou uma Igreja servidora do mundo e dos homens. Por isso escolheu como modelo a atitude de Maria.
Nós muitas vezes cremos que estamos servindo a Deus quando rezamos uma oração ou cumprimos uma promessa. Olhemos para Maria: Ela lhe entrega toda a vida, para cumprir a tarefa que Deus lhe encomenda pelo anjo.

Maria sabe, pelo anjo, que seu filho será o Rei do universo e que o filho de sua prima será apenas seu precursor. Mas é Ela que corre até onde vivia Isabel; Maria não busca pretextos por estar grávida.

Quando o anjo lhe anuncia que Ela será Mãe de Deus, então Maria compreende que esta vocação lhe exige converter-se na primeira servidora de Deus e dos homens.

Sacrifício e serviço

Para poder construir um mundo novo, desejado por todos, é necessário muito espírito de sacrifício e de serviço. A Igreja e o país são responsabilidade de todos e só irão adiante com a entrega generosa de todos.

Mas esse serviço que nos é pedido tem que ser dado no espírito de Cristo e de Maria. Deve ser um serviço que busque realmente a entrega aos demais, e não a ambição, não o domínio absoluto de minha empresa ou de meu partido, por exemplo.

Não queremos substituir uma classe dominante por outra, que traz novas formas de opressão.

Sem esse espírito, nem a Igreja nem o país serão renovados, mesmo que diminuam as diferenças sociais. Uma justiça que não vai acompanhada do amor serviçal, é inumana, é uma justiça sem alma.

Peçamos a Maria que nos ajude a construir uma Igreja conforme sua imagem, uma Igreja servidora dos homens, que seja, realmente, alma de um país melhor.

Perguntas para a reflexão

1. Considero-me uma pessoa de serviço aos demais?
2. O que mais posso fazer pela Igreja?
3. Meu serviço está impregnado de Cristo e de Maria?

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