Maria e a renovação da Igreja

6 de fevereiro de 2015

Descubramos nela a imagem da Igreja do futuro.

mae-e-rainhaPe. Nicolás Schwizer – Hoje em dia, existem opiniões opostas sobre a importância atual da Santíssima Virgem. Alguns creem que, para ser um cristão moderno, é preciso deixar de lado essas antigas devoções de nossos avós. Segundo eles, a Mãe de Deus, os Santos e outras coisas mais já passaram de moda.

O que acontece então com o antigo? Para ser um cristão moderno, é preciso abandonar realmente todos esses costumes religiosos de antes? O que nos interessa, concretamente, é saber se a Mãe de Deus e a devoção a Ela têm importância para a Igreja renovada e para o mundo de amanhã.

Todos nós sabemos que a Igreja está num processo de rápidas mudanças. E deve ser assim: se o mundo muda, a Igreja deve ir se adaptando a sua nova mentalidade. Assim pode entregar-lhe a mesma mensagem de sempre com uma roupagem nova, com palavras e formas que o homem de hoje entenda. É muito importante, distinguir estes dois aspectos: a mensagem, que é o espírito, e a roupagem, que são as formas como este espírito se expressa.

A renovação da Igreja não consiste, em primeiro lugar, em mudar suas formas exteriores. Isto poderia ser sinal ou estímulo para uma renovação. Mas a verdadeira renovação se produz apenas quando há um crescimento interior, no espírito. Sem isso, as formas novas não são mais que formas ocas. Pensemos no caso de uma família: não podemos dizer que a família se renovou simplesmente porque pintaram a casa de uma cor mais da moda. A renovação se produz apenas se a família cresce em seu espírito, em seu espírito de respeito e de compreensão, de amor e unidade.

A mesma coisa acontece com a Igreja, pois ela também é uma grande família. Sua renovação se mede, principalmente, pelas novas forças do espírito que a animam. E poderia uma família renovar-se verdadeiramente em seu espírito, sem crescer no amor a sua Mãe? Parece-me impossível. Por isso, toda autêntica renovação da Igreja deve ir acompanhada de um aumento do amor à Santíssima Virgem. Quem não compreende isto, fica na superfície das mudanças.

Certo, as formas em que expressamos, hoje em dia, nosso carinho a Maria, podem ser diferentes das de ontem. Mas se nosso amor a Ela não cresce, então não podemos falar de renovação da Igreja. Não há vida nova, aonde não há amor novo.

O Concilio Vaticano II, que começou este processo de renovação, colocou mais que nunca a Maria no centro da vida cristã. Mas não só nos pediu crescer no amor a Ela. Além disso, a apresentou como o modelo perfeito dessa Igreja renovada que Deus quer para os novos tempos. Na Mãe de Deus resplandece justamente todo esse espírito novo que a Igreja necessita para enfrentar os problemas do mundo de hoje e para construir o mundo de amanhã.

Assim o Concilio nos mostra Maria como o Grande Sinal, que nos indica o único caminho de renovação verdadeira, e que nos dá forças para vencer todos seus obstáculos e perigos. Então, para a Igreja pós-conciliar, renovar-se e modernizar-se significa esforçar-se para assemelhar-se a Maria. Assim a Igreja de hoje se converte, com Ela e como Ela, em Grande Sinal de salvação para nosso tempo.

Olhemos, por isso, para esse Grande Sinal no céu, para nos deixar penetrar por sua luz! Descubramos, Nela, a imagem da Igreja do futuro, dessa Igreja mariana que deseja o Espírito Santo! Descubramos, na luz da Santíssima Virgem, também a imagem do homem novo, que em Maria se fez perfeita realidade. Construamos, renovados no espírito da Mãe de Deus, a Igreja e nossa sociedade!

Perguntas para a reflexão:

  1. O que Maria representa para mim?
  2. Quais características de Maria eu poderia imitar?
  3. Que opinião tenho sobre a Igreja de hoje?

Se deseja se escrever, comentar o texto ou dar seu testemunho, escreva para: pn.reflexiones@gmail.com

 

  • Frei Oswaldo Maria

    Maria é o sentido “compaixão”que todos devemos ter,um bom Padre -Reverendo deve tentar adquirir na graça do espírito a compaixão de MARIA,DEVEMOS SER COMO ELA,MÃE E DIZER SIM A VIDA AO AMOR,logo,nos auto renovaremos.

  • Dna Cida

    É isso aí, Pe Nicolás…ótima reflexão para todos nós… principalmente àqueles que abraçam algum Movimento, Pastoral, Grupos…termos sempre a nossa frente “ELA”, a Estrela da nova Evangelização…pois queremos servir com Nobreza e alegria , a nossa “RAINHA”!!! Obrigada por palavras tão sábias…sua bênção Padre.