Mais de 650 no Encontro do Terço dos Homens

2 de maio de 2016

3º Encontro do Terço dos Homens da Diocese de Novo Hamburgo/RS.

terço dos homens rsDorcelina Gomes – Onde estão os católicos? Esta era a indagação do Jornal Zero Hora há algumas semanas quando publicou um Caderno Especial de domingo. E a resposta está na ponta da língua dos homens do terço, que, sem titubear, respondem a pergunta: estavam no 3º Encontro Diocesano do Terço dos Homens no domingo, 24 de abril, em Morro Reuter/RS, das 8 às 17 horas. O Bispo da Diocese de Novo Hamburgo/RS, Dom Zeno Hastenteufel, presidiu a missa às 16 horas. Motivados pelo tema da Misericórdia e o lema “Com a Mãe Maria, para alcançar a Misericórdia do Filho, Jesus Cristo”, o evento reuniu mais de 650 participantes, oriundos de grupos paroquiais da Diocese de Novo Hamburgo e de fora do território diocesano. Houve até a participação do Santuário São Judas Tadeu, da cidade de Lages/SC.

A iniciativa conferiu uma paisagem atípica no pequeno município gaúcho. Era um colorido diferente, com camisetas de diversas estampas, mas com um só objetivo: promover um encontro e integrar os “homens do terço”, ampliar a devoção à Maria Santíssima, estudar e debater sobre a Misericórdia.

As atividades tiveram início às 8h30min com uma procissão, que saiu da praça e percorreu as principais ruas. Durante o trajeto, cânticos e oração do terço pela cidade. Muitos carregavam nas mãos o objeto de devoção à Mãe de Deus.

Para refletir sobre a temática central, foi convidado o Diácono Melquisedec Ferreira, da Paróquia São Rafael Arcanjo, do Rio de Janeiro/RJ. O convidado dividiu seu tempo ao longo do dia em três palestras: ‘Misericórdia’, a ‘Misericórdia de Maria’ e ‘Ir ao encontro do outro’.

terço

Carismático e eloquente em suas colocações, a interlocução de Melquisedec chamou a atenção para o fato de que os homens do terço precisam valorizar a sua fé, a sua família, a sua Igreja pela força da oração e do testemunho. O palestrante deixou claro que, acima de tudo, a primeira vocação é a familiar. “O testemunho transforma o cotidiano. Não adianta ser só homem da Igreja, mas se deve viver no dia-a-dia, no trabalho e no convívio social a sua fé”, frisou o coordenador do Terço da Arquidiocese do Rio de Janeiro. Ainda emendou que o homem que reza precisa ser um testemunho de Deus onde estiver. Não deve ficar preso ao movimento, mas estar aberto a toda Igreja.

O Terço dos Homens está acontecendo na Igreja do Brasil, não sendo apenas uma particularidade da Diocese de Novo Hamburgo. Nesse sentido, o diácono Melquisedec lançou um desafio: a presença de 80 mil na Romaria Nacional em Aparecida/SP, em 2017, ano em que se comemora os 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora no Rio Paraíba do Sul. “Não estamos mudando nada, só dando um gosto masculino ao rezar o terço”, enfatizou Melquisedec.

À tarde, também houve adoração ao Santíssimo Sacramento na Paróquia Imaculada Conceição e testemunhos no salão paroquial.

Na Missa, durante sua homilia, Dom Zeno enfatizou que, num momento em que sopram os ventos da secularização e da descristianização, o Terço dos Homens chega como um movimento missionário, que vai em busca dos afastados. “Confio tanto em vocês. Enquanto houver um que não esteja rezando, é papel de vocês é trazê-lo”, acrescentou.

Fotos: Dorcelina Gomes – Mais fotos no Facebook da Diocese (clique)