Mais 100 anos à vista

18 de janeiro de 2015

Qual sua expectativa para o novo século de Schoenstatt?

capa4Karen Bueno – No primeiro ano pós-centenário, com o espírito renovado para construir o novo século, o sentimento é de expectativa:

“Não podemos parar. O amor que nos moveu até aqui deverá ser dobrado, somos os ‘re-fundadores’ de Schoenstatt! Pessoalmente espero que cada vez mais possamos ser uma família, que saibamos acolher os desafios que surgem em nosso tempo, participando dos debates políticos e comunitários, assim seremos verdadeiramente homens novos que procuram construir a nova sociedade, espero ainda que as atividades missionárias familiares e juvenis cresçam em nossos regionais e, mais que tudo, espero que nesse novo século a Campanha da Mãe Peregrina seja ainda mais forte e tenha reconhecida sua importância como grande fonte de graças e evangelização das famílias”.
Bárbara Garcia
Juventude Feminina de Schoenstatt, Londrina/PR

“O que esperamos agora é que com o nosso testemunho, possamos edificar um mundo novo, onde a caridade e o amor de nossa Família em Aliança possam, realmente, nos fazer pescadores de almas, para levarmos e sermos Cristo no mundo e assim mostrar o Amor de Deus, através da nossa Mãe e Rainha”
Regina Maria Baston Nascimento,
Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt, Barretos/SP.

“Minha expectativa para o próximo século de Schoenstatt é que o nosso Movimento Apostólico alcance a realização da vontade divina. Que as pessoas deixem de ser homens-massa, e se tornem autênticos seguidores de Cristo Nosso Senhor, como foi a Mãe e Rainha. Que a cultura da Aliança alcance o maior número de filhos de Deus”.
Lucia Mestre
União de Mães de Schoenstatt, Londrina/PR.

“Minhas expectativas para este novo século é que possam surgir mais santos da vida diária, confirmando assim a santidade de nosso Pai Fundador e seus herdeiros. Espero também que essa renovação de Schoenstatt possa ocorrer através de ombros juvenis, assim como os primeiros Congregados assumiram a missão do Pai, que a juventude tome a frente o zelo apostólico”
Otávio Pontes
Juventude Masculina de Schoenstatt, Poços de Caldas/MG

Contigo Pai, Família em Aliança: santidade e missão

A expectativa e o empenho para a construção do próximo século têm como norte o lema do ano. Os novos congregados da Mãe Três Vezes Admirável, vinculados ao Pai Fundador, fiel aos seus preceitos, buscam ser santos e missionários pela Aliança de Amor.

Santidade

Aos jovens o Pe. Kentenich propõem um programa de santificação na vida diária. Para ele, ser santo é fazer o ordinário de maneira extraordinariamente bem feita, ou seja, fazer as coisas simples do dia-a-dia da melhor forma que puder, com amor, oferecendo ao Capital de Graças. “Não simplesmente o grande e o maior, porém, o máximo há de ser a meta de nossa mais elevada aspiração” (Documento de Fundação).

Em 2015, a proposta de ser santo se repete, dessa vez vinda do Santo Padre. “O primeiro favor que vos peço, como ajuda, é a santidade”, diz o Papa Francisco à Família de Schoenstatt reunida com ele para a audiência, no dia 25 de outubro de 2014.

O empenho pela autoeducação, colocando-se nas mãos de Maria como grande Educadora, é o caminho mais prático e objetivo proposto pelo Fundador de Schoenstatt para tornar-se santo – fazendo isso tanto pela santificação pessoal como pela santificação do mundo.

Algo semelhante propõe o Papa Francisco. Ele anima os cristãos na busca pela santidade na vida diária: “Quando o Senhor nos convida a nos tornar santos, não nos chama a algo de pesado, de triste… Tudo outra coisa! É um convite a partilhar a sua alegria, a viver e a oferecer com alegria cada momento da nossa vida fazendo-o se tornar ao mesmo tempo um dom de amor para as pessoas que estão próximas a nós. Se compreendemos isso, tudo muda e adquire um significado novo, um significado belo, um significado, a começar pelas pequenas coisas de cada dia”[1].

Todos são chamados a ser santos, a testemunhar com alegria esse convite, como diz o Papa: “Tantas vezes somos tentados a pensar que a santidade seja reservada somente àqueles que têm a possibilidade de destacar-se dos assuntos ordinários, por dedicar-se exclusivamente à oração. Mas não é assim! Alguns pensam que a santidade é fechar os olhos e fazer cara de imagem. Não! Não é isto a santidade! A santidade é algo maior, mais profundo que Deus nos dá. Antes, é justamente vivendo com amor e oferecendo o próprio testemunho cristão nas ocupações de cada dia que somos chamados a nos tornar santos”[2].

Missão

Santidade pede ação, pede que cada pessoa seja missionária no seu estado de vida. “Santidade e missionariedade da Igreja são duas faces da mesma medalha”, pois “só na medida em que é santa, isto é, cheia do amor divino, é que a Igreja pode cumprir a sua missão”[3], afirmou Bento XVI.

Schoenstatt é um Movimento Apostólico de renovação, essencialmente missionário. Busca formar personalidades autênticas que testemunhem as maravilhas de Deus. Desde as origens se coloca em saída, como é visto nas duas guerras mundiais que atravessou, formando santos missionários nos campos de batalha. Nas guerras atuais, também toma posição nas “trincheiras” de batalha, por meio de diversas ações concretas. Clique e conheça algumas dessas iniciativas missionárias da Obra.

Assim afirma o Papa Francisco: “Somos comunidade de crentes e, na comunidade, experimentamos a beleza de partilhar a experiência de um amor que precede a nós todos, mas, ao mesmo tempo, pede para sermos, uns para os outros, ‘canais’ da graça, apesar das nossas limitações e pecados. Ninguém se salva sozinho. A dimensão comunitária não é uma espécie de moldura, mas parte integrante da vida cristã, do testemunho e da evangelização”[4].

Os primeiros congregados foram fiéis à missão de Schoenstatt, formando uma cultura de Aliança. Hoje cada um é convidado a tomar parte desta tarefa, concretizando essa cultura em cada lugar por onde passa. Como diz Pe. Kentenich, “quem tem uma missão há de cumpri-la, ainda que exija um salto mortal após o outro”.

Quais serão os “saltos mortais” a partir de hoje, a partir desse primeiro dia 18 de 2015?

Referências

[1] PAPA FRANCISCO. Audiência Geral – 19/11/2014. Disponível em:<http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/audiences/2014/documents/papa-francesco_20141119_udienza-generale.html>. Acesso em: 16 jan. 2015.

[2] PAPA FRANCISCO. Audiência Geral – 19/11/2014. Disponível em:<http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/audiences/2014/documents/papa-francesco_20141119_udienza-generale.html>. Acesso em: 16 jan. 2015.

[3] PAPA BENTO XVI. Homilia – 15/06/2008. Disponível em:<http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/homilies/2008/documents/hf_ben-xvi_hom_20080615_brindisi_po.html>. Acesso em: 16 jan. 2015.

[4] PAPA FRANCISCO. Audiência Geral – 15/01/2014. Disponível em:<http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/audiences/2014/documents/papa-francesco_20140115_udienza-generale.html>. Acesso em: 16 jan. 2015.