Mãe Peregrina: sinal da Igreja que vai ao encontro

30 de junho de 2015

Dom Pedro Stringhini fala sobre Schoenstatt e a Campanha.

dom-pedro-2Karen Bueno – Todos os anos o Santuário de Atibaia/SP recebe a visita de Dom Pedro Luiz Stringhini para acompanhar seu povo – atualmente da Diocese de Mogi das Cruzes/SP – durante o dia de peregrinação. Já é rotina: o bispo chega cedo, toma café, cumprimenta todos, interage com as pessoas para, assim, começar a programação.

Desde a manhã até o final do dia, Dom Pedro participa e conduz a romaria, traduzindo na prática as palavras do Papa Francisco: “pastor com cheiro de ovelha”. Pelas palavras e gestos, é perceptível a confiança e clareza que ele traz sobre o Movimento Apostólico de Schoenstatt, em especial sobre a Campanha da Mãe Peregrina. “Há 14 anos fui ordenado Bispo e há 14 anos visito Santuário anualmente”, diz para o povo reunido neste domingo no Santuário. Por todas as diocese que Dom Stringhini passa, a Obra do Pe. José Kentenich cresce e ganha vida.

O segredo dessa confiança está na compreensão de como a Mãe Três Vezes Admirável abre as portas de tantos lares levando Jesus para as famílias, especialmente àquelas que estão afastadas da Igreja. Acompanhe a entrevista com o bispo diocesano de Mogi das Cruzes, falando sobre a missionariedade de Schoenstatt:

Qual foi seu primeiro contato com o Movimento Apostólico de Schoenstatt?

Desde que me tornei padre sempre conheci, mas acompanhei mais de perto depois, já como bispo diocesano. Primeiro como bispo auxiliar em São Paulo/SP, durante os oito anos que fiquei à frente da Região Episcopal Belém, depois três anos na Diocese de Franca/SP e agora três anos na Diocese de Mogi das Cruzes/SP.

Que aspecto da nossa espiritualidade, da nossa pedagogia, o senhor destacaria?

Em primeiro, a devoção a Nossa Senhora. Maria visita as casas e, portanto, abençoa e reúne as famílias. A Mãe vai ao encontro de tantas pessoas afastadas, ou seja, é a Igreja indo ao encontro dessas pessoas por meio de Nossa Senhora. Às vezes, a comunidade sozinha não consegue chegar àqueles que estão distantes da Igreja, mas com a intercessão, com a presença, com o auxílio da Mãe Peregrina, consegue atingir muita gente. Assim, trata-se de um Movimento mariano, um Movimento de espiritualidade que leva o Cristo, um Movimento missionário.

Em que a Campanha da Mãe Peregrina contribui com a vida na sua Diocese?

Ela contribui no encontro entre as pessoas, especialmente na recuperação daquelas que estão mais afastadas da Igreja e que são acolhidas por sua visita. A Campanha serve tanto para atrair os que estão afastados, como para alimentar a espiritualidade dos que já estão inseridos na comunidade, tornando-os missionários.

Cada diocese, por meio de seus missionários e coordenadores, dá sua pequena contribuição para que o Movimento cresça no mundo inteiro. De nossa parte, queremos caminhar juntos, queremos contribuir. A Diocese de Mogi das Cruzes gostaria, uma vez que esse Movimento contribui tanto para a vida na Igreja, de colaborar para que Schoenstatt como um todo, que é mundial, cresça e possa cumprir sua missão.

O que o senhor, como pastor desse rebanho, espera de nossa parte como Família de Schoenstatt?

Espero que continuem nos acolhendo como fazem sempre no dia-a-dia, mas especialmente nessa grande peregrinação que acontece a cada ano. Para nós, esse momento é uma grande bênção, um grande testemunho de todo o Movimento, tanto da parte das Irmãs de Maria como dos leigos e consagrados.