Lírio do Pai, Tabor para o Mundo: uma missão sempre atual

20 de fevereiro de 2016

“Esta é a bandeira que escolhemos”.

capaKaren Bueno – Uma única frase é capaz de impulsionar uma infinidade de mulheres a ser um reflexo de Maria para o mundo. É isso que prova o ideal nacional da Juventude Feminina de Schoenstatt do Brasil: “Lírio do Pai, Tabor para o Mundo”. A frase singela, que compacta a grandeza do heroísmo em suas palavras, completa 20 anos neste sábado, 20 de fevereiro.

Enquanto muitos jovens percorrem caminhos diversos, seguindo a moda, a mídia, os colegas, a massa, a Jufem escolhe ser diferente, tendo como modelo a maior mulher de todas: “Na prática, viver o nosso ideal de ‘Lírio do Pai, Tabor para o Mundo’ é se questionar em todo momento, em todas as situações: O que a Mãe de Deus faria, diria ou falaria nessa situação?”, aponta Suellen Figueiredo, de Olinda/PE.

Uma nova mulher, que é pura, filial e missionária

jufem

Lançando um olhar à frase, encontram-se três elementos que devem ser a marca da jovem de Schoenstatt: a pureza, a filialidade e a missão.

A primeira parte do lema, “Lírio do Pai”, remete à pureza e à filialidade. O lírio é uma flor toda branca, delicada e sua sensibilidade é tanta que ao ser tocado fica a marca; é por isso que ele representa a pureza, representa Maria. A Mãe e Rainha é o grande lírio do jardim de Deus e todas as jovens querem ser seu reflexo, um pequeno lírio, puro em corpo e alma, para a humanidade. Essas “flores do paraíso”, como chamava o Fundador, têm uma identidade nobre, elas pertencem ao Pai. A filialidade, a consciência de ser uma filha muito amada por Deus é o segundo elemento do ideal.

A segunda parte do lema remete à missão. Ser “Tabor para mundo” indica que o presente de ser uma filha predileta do Pai não pode ficar fechado em si mesmo, mas deve ser partilhado com o mundo. Tudo o que as jovens vivenciam no Santuário, pela Aliança de Amor, elas levam para seu dia a dia, como testemunhas do amor e da misericórdia do Pai. O Monte Tabor é o local da Transfiguração de Jesus, é onde suas vestes resplandecem no contato íntimo com o Pai, um lugar onde é bom estar. Assim, a Jufem quer ser um sinal desse resplandecer, da relação pessoal com o Pai de amor.

Um ideal que sempre se renova

Apesar de ter 20 anos, o ideal é sempre abraçado com ousadia por novas jovens que integram a Juventude Feminina. Ana Laura Santini, de Santa Maria/RS, explica que a frase vai além de gerações, é sempre atual: “A cada período as ‘vozes do tempo’, como dizia nosso Pai e Fundador, nos pedem atitudes diferentes frente a esse ideal. Por exemplo, quando o descobriram, a Jufem Brasil estava na busca da unidade no país. Hoje, depois de 20 anos, a unidade já foi estabelecida, porém percebemos que o Pai nos chama a ser um reflexo da ternura de Maria, então o Tabor – que é um traço que o nosso Pai viu tão nítido no povo brasileiro – deve ser vivido com mais vigor”.

Caroline Scariot, de Frederico Westphalen/RS, mostra que o ideal se renova no dia a dia: “Ser ‘Lírio do Pai, Tabor para o mundo’ é mais do que uma missão, é um compromisso diário. Na Jufem temos o desafio de nadar contra as propostas do mundo atual que vão contra vontade do Pai e esse ideal nacional é o que me motiva, particularmente, a ser um lírio predileto do Pai e ter em nosso ser a graça de buscar todos os dias a ousadia de se assemelhar a Mãe. Ser Tabor para o mundo é levar o que aprendemos na Jufem para as pessoas fora desse mundo mágico que é Schoenstatt”.

A missão não é simples nem rápida, requer uma personalidade ousada, coerente e fiel. Mesmo assim, de acordo com as jovens, vale muito a pena deixar-se educar por Maria como uma nova mulher. “Que nosso testemunho seja um incentivo para que cada vez mais jovens percebam que a única bandeira que devemos jurar deve ser a de Cristo, por meio de Maria”, afirma Ana Laura.