Liga das Mães se lança ao novo século

16 de março de 2015

Encontro de dirigentes.

maesKaren Bueno / Ir. M. Nilza P. da Silva – A casa Schoenstatt Tabor em Atibaia/SP acolhe vários corações empenhados pela missão neste final de semana, dias 13, 14 e 15 de março. São as dirigentes da Liga das Mães de Schoenstatt dos regionais Sudeste e Paraná que se reúnem para o encontro anual. Ao todo, participam 190 mães, de cinco estados brasileiros.

“É um encontro específico para dirigentes, e seu objetivo próprio é a formação das mães para conduzirem, depois, a Liga no seu local”, explica a assessora do regional Sudeste, Ir. Mariane Galina. Essas mães são responsáveis por outras 3.500, aproximadamente, que participam da Liga nesses dois regionais.

“É um encontro muito importante porque nos fortalece e também mostra os aspectos principais hoje para se trabalhar com a mulher, com a esposa, com a mãe. Ele nos prepara para conduzir nossos grupos da Liga nos locais onde estamos”, diz Maria de Lurdes Odebrecht Massaro, de Guarapuava/PR.

No encontro há a oportunidade, ainda, de tirar dúvidas com as assessoras e adquirir o material de estudos para o ano. As dirigentes se aprofundam nas correntes de vida, se renovam para a missão: “A tarefa da dirigente é ser um pouco ‘mãe’ para as nossas mães, eu penso que elas precisam muito, tem que se sentir abrigadas no nosso coração. Também somos formadoras, então precisamos de formação para ajudá-las, são duas funções um pouco diferentes, mas que se complementam”.

Qual a missão das Mães para o novo século?

São cem anos de uma linda história de Aliança na Obra de Schoenstatt. Todos os ramos e comunidades do Movimento se empenham para construir o novo século de maneira tão heroica como os primeiros que entregaram a vida pela fundação do Pe. Kentenich. Esse mesmo empenho se vê na Liga das Mães, então, qual é a missão das Mães para esse novo centenário?

Para Nivania Toledo de Carvalho e Silva, de Bebedouro/SP, as mães precisam “resgatar os valores, as coisas concretas que estão se perdendo”. Ela afirma: “Vemos hoje um mundo muito superficial e abstrato, um mundo irreal. A autoeducação, que aprendemos em Schoenstatt, nos faz melhores, mais sábias, essa é a principal contribuição da Liga”.

Maria Angélica Rigoto Ferreira, de Niterói/RJ, comenta: “Neste novo século, a missão é a mesma, o mundo é que é diferente. Nós devemos ser o coração da Obra, continuar cultivando o ser feminino e tornar-nos diferentes na medida do possível, às vezes remando contra a corrente”.

Ir. Mariane explica o que o Pai Fundador sonhou para a Liga das Mães: “Foi o Pai que deu o ideal e a missão das Mães, ele disse que elas devem ser o coração sacrifical da Obra. E as mães são muito conscientes disso, vivem e dão a vida por esse ideal e por esse legado que o Pai deixou”.

Evangelizar na era digital

Um dos acentos do encontro é o papel da mãe na era digital. “É uma grande missão e um grande desafio, é preciso entender o mundo de hoje e ao mesmo tempo ser testemunha para poder missionar, evangelizar”, ressalta Ir. Mariane Galina.

“O maior desafio são as influencias que as famílias recebem de todos os lados. O mundo tem muitas novidades, do ponto de vista da informação, sobretudo. Os nossos filhos vão muito cedo para a escola e muitas vezes somos surpreendidas com coisas que eles não aprenderam em casa, então precisamos estar prontas para essas novidades que estão surgindo”, diz Maria Angélica.

Evangelizar na era digital requer testemunho, segundo a assessora. “Se nós olharmos as mães que temos hoje na Liga, eu acredito que elas tenham um grande testemunho de vida e por isso o número de integrantes é tão grande. As influências que o mundo oferece ao seu redor são o maior desafio, aí elas encontram dificuldades, mas não impedimento para a missão”.

Frutos do encontro internacional

Pela primeira vez a Liga das Mães realizou um congresso internacional, que foi em Schoenstatt em 2014, por ocasião do centenário da Aliança de Amor. Mais de 60 mães brasileiras participaram, o que marca a caminhada do ramo no país.

“Nós apresentamos aqui as mães que foram frutos desse jubileu. Em Uberlândia/MG, uma senhora que foi para Schoenstatt ficou sabendo do ramo e nos procurou para começar um grupo na cidade”, diz Ir. Mariane. A assessora destaca como algo extraordinário o presente internacional pelo jubileu: a restauração da custódia – símbolo do ramo – para o Santuário Original.

Como próximo passo da caminhada das Mães, fica definida a conquista física e espiritual do tabernáculo para a capela do ramo. Mais um ano para cultivar a unidade e o amor a Jesus como coração sacrifical da Obra de Schoenstatt.