Juventude: feminina e missionária

12 de junho de 2015

Primeiras missões da Juventude Feminina de Schoenstatt.

jufemJaqueline Montoya Mariano – Entre os dias 4 e 7 de junho, durante o feriado de Corpus Christi, 40 jovens da Juventude Feminina de Schoenstatt (Jufem), realizaram missões na cidade de Tomazina/PR. Pela primeira vez a Jufem Brasil realizou missões exclusivamente suas. Em outras oportunidades as jovens missionaram juntamente com outros ramos da Família de Schoenstatt.

A Jufem, que comemora 75 anos de existência no Brasil este ano, percebeu que dentre as muitas atividades que já desenvolve, as missões exclusivamente com meninas era o que faltava como resposta para o novo século que Schoenstatt inicia em 2015, além de um presente para Igreja como gratidão pelo ano jubilar.

“Como toda missão o objetivo principal é levar Jesus e a Mãe para as pessoas, reavivar a fé da cidade e mostrar o rosto jovem da Igreja. A missão foi organizada pelo regional Paraná e programamos atividades divididas entre crianças, jovens e adultos, além das visitas às casas”, explica Tatiana Adam, reitora da Missão.

A cidade de Tomazina foi escolhida por já contar com uma integrante da Jufem, Gabriele Wolff, o que facilitou a organização. Além de Gabriele, as jovens também receberam o apoio total do pároco Luciano Enes: “Receber as missões em Tomazina foi motivo de muita alegria. Saber que há jovens dispostas a evangelizar anima nossa Igreja”, comentou o padre.

“Somos o presente e o futuro da Igreja”

O pouco tempo foi muito bem aproveitado pelas jovens. No primeiro dia participaram juntamente com a comunidade da procissão e Solenidade de Corpus Christi, partindo em seguida para a zona rural do município, onde missionaram em cinco comunidades.

Esther Rockenbach, de Londrina/PR, participou das missões pela primeira vez e conta o que sentiu: “Foi uma experiência maravilhosa e muito intensa, ficávamos basicamente o tempo todo em oração, pois quando não estávamos rezando nas casas das pessoas que visitávamos estávamos na missa ou juntas em vivência no alojamento. Visitar as casas das famílias de Tomazina e conhecer um pouco da vida das pessoas foi muito marcante, porque em cada casa era possível sentir a fé que a pessoa tinha. O anseio que elas tinham de conhecer a Mãe Três Vezes Admirável e a felicidade que mostravam ao receber as missionárias em suas casas”.

Mesmo quem já tinha experiência de sobra pode aproveitar muito dessa oportunidade inédita, como Bruna Vilas Boas, de Botucatu/SP, que já estava em sua 6ª Missão: “Foram momentos únicos, com conteúdos para a vida inteira. A Mãe de Deus mostrou mais uma vez a força da Jufem, força que nós mulheres temos, que nós somos o presente e o futuro da Igreja também”.

Mulheres forjadoras da história

missoes

No segundo dia foi a vez de visitar as áreas do centro e arredores, convidando a comunidade para participar das atividades preparadas especialmente para crianças, jovens e adultos. A temática principal foram os Sacramentos. Após cada atividade as jovens seguiam para reza do terço e santa missa com a comunidade.

Já no sábado, além das visitas às casas uma atividade especial deixou a marca da feminilidade dessas missões: foi realizada a “Tarde da Mulher”. Ana Cláudia Rabelo, de Ibiporã/PR, comenta a importância desse momento: “O mais marcante nessas missões foi o destaque para o papel da mulher na sociedade atual, trabalhado na ‘Tarde da Mulher’. É um tema clichê, mas tratado de uma forma verdadeira, colocando exemplos de mulheres reais que superaram os preconceitos e as injustiças graças a sua fé em Deus e devoção à Maria”, resume.

No domingo as jovens celebraram com a comunidade a última missa, seguida por um grande almoço preparado por voluntários. “Nossa comunidade se preparou com muito entusiasmo para receber as missões, pois estávamos ansiosos para saber quem era a Jufem. Admirou-me a responsabilidade, disciplina e espírito de companheirismo. Para nós parecia que vocês se conheciam há anos, é incrível, pois algumas eram a primeira vez que estavam se encontrando”, comentou o Pe. Luciano.

Os dias em Tomazina deixaram marcas profundas, tanto para a comunidade quanto para as jovens. Gabriele Wolff, moradora de Tomazina e uma das organizadoras das missões relata essa experiência. “Olhar para o lado e ver cada moletom, cada camiseta, cada gesto schoenstattiano me trazia o melhor sentimento: estou em casa! A recepção das pessoas me surpreendeu muito positivamente, achei tudo maravilhoso no sentido da acolhida. Só escuto elogios de todas as partes sobre as meninas, que foram simples, bondosas e amorosas, estou radiante de orgulho”.

Schoenstatt é missão

Sobre os frutos colhidos nestes dias, Pe. Luciano relembra: “Primeiramente acredito que foi possibilitar à paróquia a visita de jovens, pois estamos numa cidade que a maioria dos jovens deixa nossa cidade para trabalhar em grandes centros. Outros frutos foram o testemunho das meninas e sua evangelização. Pessoas que estavam desmotivadas voltaram a participar”.

Para quem foi ficou a saudade, mas a sensação de dever cumprido. “Levo o amor da Mãe em uma simplicidade gigante. Pessoas que me ensinaram a valorizar o que temos ao máximo, tanto material quanto pessoal. Tomazina deixou marcas no meu coração que jamais irei esquecer, momentos de grande gratidão e amor”, garante Bruna.

E o espírito missionário não se apaga, como relembra Esther: “Schoenstatt não faz missão, Schoenstatt é missão e pude ver isso muito concretamente nos dias em que estive em Tomazina, porque fui para missionar, mas sai de lá missionada. E é com esse pensamento que devemos todas voltar ao dia a dia após as missões, levando Schoenstatt à todas as pessoas que encontramos, na faculdade, no trabalho, em casa, enfim, sendo uma pequena Maria em nosso cotidiano”.