Juventude de Schoenstatt a serviço da Igreja

14 de abril de 2016

Protagonismo e missão no novo século.

lucasKaren Bueno – A Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), tem um jovem de Schoenstatt como representante dos Movimentos Juvenis da Igreja.

Lucas Galhardo pertence à Juventude Masculina de Schoenstatt, em Caieiras/SP, e atualmente representa todos os Movimentos Eclesiais Juvenis frente à Igreja.

A coordenação da Pastoral Juvenil Nacional é composta por dez representantes de grupos jovens católicos. São eles: quatro representantes das pastorais, dois representantes dos movimentos, dois das novas comunidades e dois das congregações religiosas que trabalham com juventude.

Junto com Lucas, representa também os Movimentos a jovem Valesca Montenegro Franca, do Movimento dos Focolares. Ambos permanecem por três anos na Comissão.

Lucas Galhardo conta um pouco mais sobre essa missão:

O que representa esse trabalho que você assume? Qual será sua função?

Representa uma grande responsabilidade! Passo a representar todos os movimentos juvenis da Igreja no Brasil. Encaro como uma grande missão.
A Coordenação da Pastoral Juvenil Nacional tem o objetivo de integrar as diferentes expressões que trabalham com a evangelização dos jovens, sejam elas as pastorais, movimentos, congregações ou novas comunidades, para que cada vez mais a Igreja conte com o protagonismo juvenil.

Como você foi convocado para essa missão?

Não sei ao certo (risos). Pelo o que sei, são indicados três movimentos pelos jovens da comissão. Aí a comissão – formada por três bispos e o padre assessor – definem quem será o representante. Recebi o pedido pelo Pe. Alexandre Awi, que o recebeu por meio do assessor, Pe. Toninho (Pe. Antônio Ramos Prado), e aí me comunicou.

Colaborando com um órgão da CNBB, você não representa apenas o Jumas, mas a Juventude Apostólica e toda a Obra de Schoenstatt, também todos os outros movimentos eclesiais juvenis. Como você encara isso? Qual o sentimento?

Encaro isso como uma grande missão de promover a unidade e a comunhão entre os movimentos. Tentar aproximá-los e integrá-los cada vez mais à toda Igreja, às suas diversas expressões e realidades, para que dessa forma possam contribuir e aprender com todas as riquezas que a Igreja possui e assim podermos caminhar juntos em busca da construção de um mundo cada vez melhor.

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O que levar como contribuição de Schoenstatt a serviço da Igreja?

Primeiro, que todas as diversas expressões têm algo a contribuir. É muito bonito ter a consciência dessa riqueza. Como schoenstattiano, acredito que Schoenstatt pode contribuir de inúmeras formas que são totalmente atuais às realidades e necessidades da Igreja. Vou citar algumas, começando pelos próprios fins de Schoenstatt:
1. O Homem Novo na Nova Comunidade: no sentido da formação de discípulos de Cristo que contribuam para a construção da nova comunidade.
2. Resgate da Missão Salvífica do Ocidente: no sentido de se inflamar com a missão de levar o evangelho a todos e em todo lugar. Em especial hoje a Igreja tem falado muito na dificuldade de evangelização na Amazônia. E não precisa ir longe, pois em muitos lugares, nas nossas próprias cidades, existem realidades que muitas vezes desconhecemos e que são carentes de evangelização.
3. Confederação Apostólica Universal: no sentido de proporcionar a união dos diversos carismas presentes na Igreja, que é um dos principais objetivos da coordenação nacional.

Além disso, quero destacar o espírito de buscarmos ser Santuários Vivos, a metodologia do Capital de Graças, a busca pela santidade na vida diária, a cultura da Aliança, o protagonismo, a unidade… Enfim, são alguns dos conceitos que Schoenstatt pode oferecer. Ah, e também a corrente de vida pós-centenário – Schoenstatt em saída – acredito que é totalmente atual à Igreja, principalmente pelo exemplo do Papa Francisco de uma Igreja que está a serviço de todos, principalmente dos mais necessitados.

Como nós, schoenstattianos, podemos te ajudar?

Quero aproveitar esta pergunta para parabenizar o Movimento pela sua participação, estrutura, organização e todo o trabalho. São esses os principais motivos de Schoenstatt ter sido convidado para compor a coordenação nacional da Comissão para a Juventude. Estar presente em diversas regiões do país; marcar presença nos eventos; se engajar nas dioceses, paróquias, no setor juventude; atender ao chamado da Igreja quando solicitado; se colocar à disposição; tudo são critérios muito importantes para a decisão. Por isso quero parabenizar a todos do Movimento pelo excelente trabalho e dedicação a serviço da Igreja. E é exatamente desta maneira que podem ajudar, participando e se engajando cada vez mais nas realidades da Igreja em cada local. Em especial destaco o projeto Rota 300 que a Igreja do Brasil vive atualmente rumo à celebração dos 300 anos de Aparecida e que tem um foco especial ao protagonismo juvenil.

Você continua como secretario nacional do Jumas?

Não sou mais secretário nacional do Jumas desde junho de 2015. A atual secretaria nacional do ramo é composta por Lucas Siduosky, de Frederico Westphalen/RS, como secretário nacional e Thales Correia, de São Bernardo do Campo/SP, como vice-secretário nacional.

Mais informações sobre a coordenação da Pastoral Juvenil Nacional: