Jaraguá celebra os cem anos da Mãe no Santuário

16 de abril de 2015

Como há cem anos, a Juventude se prepara para receber a Mãe.

jaraguaDavid Vilarinho de Oliveira – A Juventude Masculina de Schoenstatt (Jumas) do Jaraguá, em São Paulo/SP, realiza uma vivência em homenagem aos cem anos da entronização do quadro da Mãe e Rainha no Santuário Original, em abril de 1915.

No dia 11, toda a Família de Schoenstatt do Santuário Sião é convidada para uma Santa Missa e, logo em seguida, uma vivência para homenagear a Mãe Três Vezes Admirável. A Juventude se faz presente e participativa na Missa, presidida pelo Pe. Alécio Ferreira Silva, e há procissão com as bandeiras dos ramos e com os quadros da Capela da casa do Jumas, e do Santuário-Lar da casa da Juventude Feminina.

Na vivência, os jovens contam toda a história do quadro em etapas. Cada pessoa recebe um papel branco, recortado no formato do Santuário, que representa sua própria vida sem Maria. Em cada etapa da história é entregue um símbolo para colar no papel – esses símbolos são o quadro, a moldura, a coroa.

Um pouco de história

A história narra que em 1914 não havia uma imagem ou quadro de Nossa Senhora na Capelinha do Vale de Schoenstatt. E, seis meses após a Aliança de Amor, o Pe. Kentenich e os seminaristas sentem a necessidade de ter uma representação de Maria no Santuário, então pedem à Divina Providência que lhes indique qual imagem utilizar. Pe. Kentenich comenta, então, desse anseio com um professor do seminário, e este lhes presenteia um quadro de Nossa Senhora, cujo título era Refúgio dos Pecadores.

Fazendo um paralelo com a Congregação Mariana de Ingolstadt, na Alemanha, cuja padroeira era a Mãe Três Vezes Admirável, os jovens congregados decidem invocar a nova imagem de Maria com o mesmo nome. Eles suplicam a Ela que, da mesma forma como a Congregação de Ingolstadt conseguiu assegurar a genuinidade da fé católica, também em Schoenstatt nasça um movimento de renovação para todo o mundo.

No mês de abril de 1919, surge das mãos hábeis dos jovens congregados uma moldura luminosa, feita de madeira, que deveria ser colocada em torno da imagem da MTA no Santuário. Refletindo sobre qual palavra poderia expressar as experiências desses jovens com a Mãe de Deus e as experiências que a Congregação experimentou nos primeiros cinco anos, chegou-se a esta frase: “SERVUS MARIAE NUNQUAM PERIBIT!” (O servo de Maria nunca perecerá!).

A história continua, explicando como as outras partes do nome da Mãe Três Vezes Admirável – Rainha, Vencedora e ‘de Schoenstatt’ – foram conquistadas.

A noite de celebração e vivência, toda voltada para Maria, encerra-se diante de Jesus, com uma adoração Eucarística. Assim se revela a grande missão da Mãe de Deus, de conduzir seus filhos a Jesus, missão essa expressa de maneira particular na imagem da Mãe Três Vezes Admirável, que leva o menino nos braços e o apresenta à humanidade, indicando o caminho da salvação.