2 de fevereiro: Dia da Vida Consagrada

2 de fevereiro de 2015

“Evangelho, profecia, esperança”.

logoNesta segunda-feira, 2 de fevereiro, a Igreja celebra a a festa da Apresentação de Jesus no templo e também o Dia da Vida Consagrada. Tal data ganha um significado marcante neste ano, já que o Papa Francisco proclamou o ano presente como Ano da Vida Consagrada. Ir. M. Margarete Gonçalves, do Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt, é coordenadora do Conselho dos Institutos Seculares do regional Sul 1 da CNBB. Ela explica quem são os consagrados, qual sua importância na Igreja e seu papel no Movimento Apostólico de Schoenstatt:

Um sinal de Deus

O ano dedicado à Vida Consagrada se estenderá de 30 de novembro de 2014 a 2 de fevereiro de 2016. Este ano foi pensado no contexto dos 50 anos do encerramento do Concílio Vaticano II e 50 anos da publicação do Decreto conciliar Perfectae Caritatis, sobre a renovação da vida consagrada.

Quando falamos da vida consagrada incluímos todos os religiosos e aquelas pessoas que sem mesmo pertencer a uma comunidade religiosa, consagram sua vida a serviço do Reino de Deus.

Segundo o Código de Direito Canônico, a vida consagrada é uma forma de viver, seguindo mais de perto a Jesus Cristo, consagrando-se totalmente a Deus, para ajudar na construção da Igreja e da salvação do mundo e assim alcançar a perfeição da caridade no serviço do Reino de Deus. Os consagrados assumem livremente essa forma de vida nos Institutos de vida consagrada, por meio dos votos ou de outros vínculos sagrados, conforme as leis do instituto[1].

O Papa Francisco, em sua mensagem do Ângelus no Dia da Vida Consagrada – 2 de fevereiro de 2014 – nos fala: “Esta consagração é vivida, de modo particular, pelos religiosos, monges e leigos consagrados, que …pertencem a Deus de modo pleno e exclusivo…. As pessoas consagradas são sinal de Deus nos diversos ambientes de vida, são fermento para o crescimento de uma sociedade mais justa e fraterna, são profecia de partilha com os pequeninos e os pobres”.

O Papa continua: “A vida consagrada é um dom de Deus, um dom de Deus à Igreja, […] Cada pessoa consagrada é um dom para o Povo de Deus a caminho. Há tanta necessidade destas presenças, que fortalecem e renovam o compromisso da difusão do Evangelho, da educação cristã, da caridade para com os mais necessitados, da oração contemplativa, do compromisso da formação humana, da formação espiritual dos jovens, das famílias, do compromisso pela justiça e paz na família humana”[2].

Consagrados em Schoenstatt

Na Obra de Schoenstatt, Pe. José Kentenich fundou seis Institutos Seculares. Com a fundação do Instituto das Irmãs de Maria de Schoenstatt, ele queria criar um novo tipo de comunidade adequada às exigências do tempo, que se distinguisse pela secularidade no ritmo de vida, de trabalho e no seu modo de ser; pessoas capazes de estar no meio do mundo secularizado, pertencendo inteiramente a Deus, como personalidades que dominam a vida, com liberdade interior. Isto significa: viver no mundo, sem ser deste mundo.

Desde o início ele pretendia criar algo novo, diferente do que existia em sua época. Esta novidade encontrou expressão concreta, na ênfase dada à liberdade e à magnanimidade do amor maior.

Ele aponta Maria, a Imaculada, o modelo a seguir porque, em sua humanidade íntegra, o céu e a terra estão unidos de forma perfeita, como Deus o almejou para o ser humano. Na Aliança de Amor com Maria, vivemos a Aliança Batismal e asseguramos a fidelidade à nossa vocação e missão.

Sabemos da grande importância da presença da Vida Consagrada na Igreja e no mundo, pois eles dão “testemunho do amor e da misericórdia de Deus. Os consagrados, os religiosos, as religiosas são testemunhas da bondade e misericórdia de Deus”[3].

É necessário, por isso, reconhecer a grandeza e a vivência de total doação da vida consagrada, procurando valorizar os diversos carismas e caminhos espirituais na Igreja.

Com alegria e gratidão acolhemos este ano dedicado à vida consagrada e queremos vivenciá-lo com a Igreja e com todos os consagrados como um tempo de renovação e de graças. É nosso desejo testemunhar a vida consagrada pela vida de oração e pelo empenho na Cultura da Aliança, a fim de que muitas pessoas sintam a alegria da nossa vocação e tenham a ousadia de pronunciar seu sim à vocação para a qual Deus os chamou.

Referências

[1] Cf. CDC, n. 573

[2] O Papa Francisco – Mensagem do Angelus 02 de fevereiro de 2014.

[3] Ibid.