Na caminhada para 2014, nosso olhar
se dirige aos irmãos que
viveram heroicamente sua aliança de amor. Conhecemos a biografia
de alguns deles e seus exemplos de vida reacende nosso
entusiasmo em dar
tudo pela missão de nossa Mãe e Rainha de Schoenstatt,
em seu santuário.
Nesta matéria, conversamos com o irmão de Francisco Ziober (foto ao
lado), que desde o início deixa claro: quem deve aparecer é meu irmão.
Osvaldo
Ziober reside em São Paulo, é casado com Maria Teresa
de Oliveira Ziober, tem dois
filhos,
uma
filha, quatro
netas
e um neto: "Sou irmão do Francisco Ziober, que é o
filho mais velho dos nossos
pais José e Ana. Sou o segundo filho, nascido em 1941 em Londrina. Irene,
nossa irmã caçula, também nasceu em Londrina em 1945 e ainda
mora lá."
Osvaldo pertenceu ao movimento de Schoenstatt
e acompanhou Francisco Ziober em seus últimos dias de vida, quando a Mãe e
Rainha aceitou seu sacrifício de vida, como dádiva jubilar pelo jubileu
de ouro - 50 anos da Aliança de Amor. Portanto, ao comemorar os 100
anos da Aliança, celebramos também 50 anos do sacrifício de vida do
herói Ziober, "O homem que soube amar" e "Comprovado no amor", como
descrevem os títulos de sua biografia.
Osvaldo narra como vivenciou a partida
de seu irmão para o
céu: "Quando
retornamos a Londrina (Francisco faleceu em São Paulo), naquele
Setembro de 1964, tive consciência
da responsabilidade de ter sido testemunha e de ter participado de acontecimentos
que poderiam ser importantes para o futuro." Percebendo a graça da
vida de seu irmão, Osvaldo
conversa
com
a
família
e entrega o diário de Francisco para as Irmãs de Maria, a fim de
que a vida de Francisco Ziober se torne o que Deus quer: uma luz que indica o
caminho para muitos. Deixemos que Osvaldo nos descreva seu irmão:
"Creio que a vida do Francisco pode ser vista em duas fases separadas
por um momento único.
Este momento, composto por dois eventos, considero único, pois os dois
eventos estão íntimamente relacionados e influiram sobre o restante
da vida dele: a descoberta da leucemia e a entrada no Movimento de Schoenstatt.
Primeiro:
Francisco era um rapaz alto, forte,
lider natural. Pensou em estudar medicina e lia tudo que lhe caía nas mãos,
sobre
o assunto.
Gostava de cantar. Tinha bela voz de tenor. Gostava de ouvir os cantores da época,
especialmente Francisco Alves, o "Rei da Voz" e os tenores italianos.
Gostava de futebol. Gostava de jogar futebol e acompanhava o Campeonato Paulista
pelo radio e lendo a Gazeta Esportiva.
Sonhava em fazer carreira no radio.
Participou de um programa de calouros
na Radio Londrina como cantor.
Passou a atuar na emissora, mas mudou para as novelas e programas humorísticos.
Escrevia e dirigia um programa humorístico de auditório chamado
'Escolinha da Dona Miloca', onde fazia humor limpo. Era muito engraçado.
Gostava da carreira de radialista. Era muito alegre e gostava de contar piadas.
Gostava
de cinema.
Conheceu Zeila, namoraram, noivaram
e casaram. Na felicidade do casamento, a gravidez e a espectativa
do primeiro
filho(a). Nasceu
Francisco, filho.
Não me recordo, se antes ou depois do nascimento, descobriu a leucemia.
Pouco tempo depois, entraram para a 'Obra das Famílias' do
Movimento Apostólico de Schoenstatt.
O depois:
A gravidade da leucemia, que êle conhecia bem, e as
incertezas sobre o futuro, o risco da morte e a preocupação
com a família passaram
a pesar sobre êle. Gradativamente sentia o enfraquecimento do corpo.
No Movimento encontrou um novo sentido para a vida.
Melhor que uma narrativa minha, é a leitura dos trechos
do diário
do Francisco, nas duas edições que foram publicadas. O progresso da leucemia e o crescimento espiritual andaram lado a lado. O
Santuário, a Mãe Três Vezes Admirável, o Pai e Fundador,
a amizade dos casais do grupo, a atenção da Irmã foram o grande apoio que ele teve, além do carinho da família.
Passou a dirigir todas as energias e todo o entusiasmo que
tinha pela carreira de radialista, para Schoenstatt. O corpo
se enfraquecia, mas o espírito se fortificava. Foi muito dolorosa
esta transformação."
Esse depoimento do irmão, quase 50 anos após o falecimento de Francisco
Ziober, impressiona! Aguarde que seu depoimento continuará em breve!
Agradecemos ao Sr Osvaldo pela confiança e por compartilhar conosco suas
vivências agraciadas!