|
 |
 |
|
Juarez, a alegria que irradiou na terra, ilumina
agora a nossa certeza do céu
|
|
|
 |
|
|
Com sua esposa Tecla
e seus cinco filhos
|
|
|
Fonte:
www.tabor.maeperegrina.org |
 |
A
Família de Schoenstatt de Santa Maria perdeu, em 5 de janeiro de
2006, Juarez Martins Hoppe, da União das Famílias de Schoenstatt
Juarez nasceu em Passo Fundo/RS em 19 de julho de 1947 e
faleceu em Santa Maria no dia 5 de janeiro de 2006.
Ele é o terceiro dos oito filhos de Leopoldo e Ana Hoppe.
Há trinta anos era casado com a Tecla, de cujo casamento nasceram seus
cinco filhos: Juarez Filho, Harold, José Carlos, Maria e Ana Maria.
Um profissional capaz e realizado
Profissionalmente, Juarez era formado em Engenharia
Florestal e professor da Universidade Federal de Santa Maria desde 1975.
Fez seu Mestrado na Universidade Federal do Paraná e o Doutorado na
Universidade Federal de Santa Maria. Entre outros cargos foi Chefe do
Departamento de Ciências Florestais, Coordenador do Curso de Engenharia
Florestal e do Curso de Pós-Graduação em Educação Ambiental, além de
Presidente do Centro de Pesquisas Florestais e Coordenador de diversos
projetos de pesquisa, consultoria e assistência técnica direcionados a
empresas e instituições nas áreas florestal, do meio ambiente e da
educação ambiental. Dedicou-se de forma exemplar em todas as suas
atividades profissionais, sendo muito estimado especialmente pelos seus
alunos, frente aos quais desdobrava sua paternidade, orientando-os e
aconselhando-os.
Um esposo e pai dedicado
Todo o seu tempo disponível era dedicado à família, ao
Movimento de Schoenstatt e à Igreja, em particular à sua paróquia cuja
padroeira é Nossa Senhora da Glória.
Juntamente com a Tecla, como casal, começaram a
participar do Movimento em 1979 e fizeram sua Aliança de Amor como
Cooperadores da Liga das Famílias em 12 de setembro de 1980. Instituíram
o Santuário-Lar em 8 de novembro de 1984, cujo ideal é “Santuário-Lar da
eterna gratidão.” Foram Dirigentes Diocesanos da Liga das Famílias
durante 4 anos.
Em 1988 ingressaram no I Curso da União de Famílias no
Brasil. Foram dirigentes do Curso e, posteriormente, tornaram-se o
primeiro casal Dirigente da União na Região do Rio Grande do Sul.
Paroquiano e schoenstattiano exemplar
Em todos os ambientes Juarez se destacava pela alegria,
pela liderança positiva e transmitia sempre animação, entusiasmo e
empenho pela causa, pela missão que abraçava. Era sempre o animador do
Congresso de Outubro e de outros eventos do Movimento em Santa Maria.
No âmbito da paróquia Juarez foi presidente do Conselho
paroquial e, com a Tecla, uma liderança ativa nos seus diversos setores.
Conseguiram motivar o pároco a introduzir a Mãe e Rainha na Matriz,
construindo, em 1999, um Santuário paroquial, que se tornou centro de
atração dos fiéis, sendo que missa da Aliança, nos dias 18 de cada mês,
é a mais concorrida. Desenvolveram também a Liga das Famílias e criaram
um Curso de preparação para o Matrimônio na paróquia.
Participou na cruz de Cristo
Juarez foi surpreendido pela doença – uma leucemia – em
plena atividade nos vários campos em que atuava. Foram mais de 9 meses
de uma luta desdobrada em períodos alternados de hospital e em casa. Ao
chegar ao hospital pela primeira vez, em 29 de março de 2005, a situação
já era muito grave, de modo que os médicos não lhe davam mais que três
dias de vida. Iniciou-se em seguida uma intensa campanha de oração no
âmbito do Movimento, da União de Famílias e nas 22 Comunidades que
constituem a sua paróquia pedindo a sua cura. Os médicos ficaram
surpresos com a sua resistência, mas o plano de Deus era outro. Foi
submetido a sucessivas sessões de quimioterapia, com a duração 6, 7 ou 8
dias cada uma. Depois de cada uma delas seguia-se um período em que os
efeitos dolorosos se manifestavam, cada vez de maneira diversa,
atingindo ora uma parte do corpo ora outra. Mas eram sempre períodos de
muita dor, mal estar e sofrimento. Foi mesmo uma participação intensa no
sacrifício da cruz de Cristo.
Carregou tudo na Aliança de Amor
Entretanto, assim como a Aliança de Amor com a Mãe e
Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt deu ao Casal as graças e
forças para viver a sua aliança matrimonial e para crescer na sua vida
conjugal, para construir uma autêntica família cristã e para a educação
dos seus filhos, bem como, para desempenhar todas as suas atividades
profissionais e apostólicas, essa mesma Aliança deu ao Juarez as graças
e forças que o sustentaram durante o longo e doloroso período da doença.
Muitas vezes ele disse e repetiu que se não fosse a sua consagração, “se
não fosse a Inscriptio” não seria capaz de suportar com paciência,
conformidade e alegria todas as dores, desconfortos e sofrimentos do
Hospital e nas diversas fases da sua enfermidade. Importante salientar
que ele nunca se queixava, nem reclamava, muito menos se revoltava.
Sempre considerou que se tratava do plano de amor de Deus para ele. Por
isso, repetia: “Sim, Pai, com alegria!” A afirmação seguinte é bem
característica da atitude dele ao longo da doença e resume o seu estado
de espírito e a sua disposição permanente:
Entreguei-me totalmente à Mãe de Deus. Estou
inteiramente a sua disposição! Não peço nada à Mãe de Deus. Apenas lhe
digo: Tu tens que me sustentar porque sozinho não agüento!
Segundo a Tecla, Juarez era um filho dependente de Maria.
Essa era uma constante na vida dele e mostrou ser uma atitude constante
no tempo da doença até a morte. Ele afirmava: Sou 100% dependente dela!
Ela sabe o deve fazer comigo! Sou dela! E a Mãe realmente o conduziu,
lhe concedeu as graças e forças para que realizasse o plano de amor do
Pai na sua vida e pudesse passar, desta vida à eternidade, na mais
absoluta paz e tranqüilidade.
Neste momento cremos ser nosso dever manifestar nossa
gratidão ao bom Deus pela dádiva que nos concedeu na pessoa do Juarez,
pelo conjunto da sua vida, mas, principalmente, pelo seu testemunho
permanente de fé, pelo seu exemplo de esposo e de pai, pelo seu exemplo
de irmão e de amigo, pelo seu exemplo de apóstolo e instrumento da Mãe
de Deus na Família de Schoenstatt, na Igreja, no âmbito da sua profissão
e na sociedade.
Com a sua “volta à Casa do Pai”, Juarez entra, sem
dúvida, na galeria dos “heróis de Schoenstatt”, heróis formados pela
Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável, na escola do Santuário e
que viveram segundo os ensinamentos e o exemplo do Pai e Fundador da
Família de Schoenstatt.
|