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Ideal Pessoal:
"Guarda Nobre do Santuário - Sagrada
Primavera"
Desde menino, João Pozzobon distinguiu-se por sua piedade e disposição
para servir.
Esteve 10 meses no Seminário e, devido a problemas de visão e necessidades
de seus pais, voltou para casa. Assim, Deus o preparou para a grande
missão que ele deveria realizar: iniciar a Campanha da Mãe Peregrina
de Schoenstatt.
Em 1947 conheceu a pedagogia de Schoenstatt
e a espiritualidade do Santuário da Mãe Três Vezes Admirável de Schoenstatt.
Quando o Pe. Kentenich chegou ao Brasil, estabeleceu-se entre ambos
um profundo vínculo. |
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Orientado pelo Padre Celestino Trevisan,
participou de reuniões um grupo de homens. Para celebrar mais fervorosamente
o Ano Santo de 1950, quando a Igreja se preparava para a proclamação
do dogma da Assunção de Maria, decidiu-se rezar o terço nas famílias
da Paróquia Nossa Senhora das Dores, de Santa Maria (RS), onde se encontra
o Santuário.
Certo dia, convidado a acompanhar Ir.
Teresinha Gobo, na reza do terço em uma família, esta lhe entrega a
imagem e pede que cuide que ela peregrine todos os dias. O senhor João
Pozzobon assumiu com serenidade este compromisso.
Terminado o ano de 1950, por própria iniciativa, continuou com a reza
do terço, realizando também um trabalho catequético e pastoral junto
às famílias visitadas.
Com o tempo, a "Campanha do Terço", como ele a chamou de início, foi
se ampliando, exigindo uma autêntica fidelidade, como o demonstram os
140.000 km percorridos com a Imagem Peregrina. Visitou escolas, hospitais,
etc.
A pedido de algumas famílias, que desejavam receber com mais freqüência
a Mãe Peregrina, entregou-lhes uma imagem menor que deveria fazer uma
mensal a cada lar. Com o tempo, mais imagens foram solicitadas, estando
atualmente, presentes em mais de 90 países.
O Sr. Pozzobon foi ordenado diácono permanente, a 30 de dezembro de
1972, em Santa Maria/RS. Toda a sua vida e atividades, foram impulsionadas
pela Aliança de Amor: amor à Mãe Três Vezes Admirável, a "Mãe e Rainha",
como ternamente ele a chamava; amor e vinculação ao Santuário, de onde
recebia, como ele mesmo confessava, todas as forças e graças para o
desempenho de sua missão; amor e fidelidade ao Pe. José Kentenich, Fundador
e Pai da Família de Schoenstatt, de quem o Sr. João Pozzobon se considerava
um "aluninho".
A vida de oração, que ele tanto incentivava, era levada muito a sério
por ele próprio. Chegou a rezar até quinze rosários por dia. Em 1979,
viaja à Europa com a Mãe Peregrina.
Em 27 de junho de 1985, é atropelado por um caminhão, à caminho para
a santa missa no Santuário, e veio a falecer. Seu processo de beatificação
foi aberto em 1994, na diocese de Santa Maria/RS.
Biografia: "Herói hoje, não amanhã" - Esteban Uriburu
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