Há 60 anos ela é a Rainha das famílias

10 de setembro de 2015

Jubileu de coroação da Peregrina Original.

Peregrina Original 2Karen Bueno – 10 de setembro poderia ser mais um dia corriqueiro como qualquer outro, uma data comum no calendário, mas não era para ser assim. 10 de setembro é o dia escolhido por Deus para chamar à vida um grande trabalho apostólico, que transformou e transforma muitas vidas, que realiza uma grande missão.

Nesse dia celebramos 65 anos de história da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt (CMPS), momento de alegria e gratidão ao Diácono João Luiz Pozzobon, que aceitou ser um pequeno instrumento nas mãos da Mãe para realizar grandes coisas. Uma história rica e fecunda, que merece ser recordada por ser parte de nossa vida atual.

A Campanha surgiu no ano de 1965, e foram tantas as graças que acompanharam seu atuar, que cinco anos depois, que em 1955, o Sr. Pozzobon decide oferecer um presente para a Mãe.

“Ele quis coroar a Mãe Peregrina Original por esses anos de caminhada, em gratidão por todas as graças que ela derramou nos lugares onde ele pode levá-la”, diz Ir. M. Doralice de Souza, assessora da CMPS no regional Sudeste.

Foi assim, com a ajuda das crianças

Em maio de 1954, João Pozzobon estava caminhado com a Mãe Peregrina quando passou diante da Escola Humberto de Campos, em Santa Maria/RS. Uma professora o viu passar e convidou-o a visitar a escola, o que não era costume para ele até então. A professora pediu que a imagem ficasse ali por um mês, mas o Sr. Pozzobon lhe respondeu que a Peregrina não poderia parar, mas, se assim o desejasse, ele conseguiria outra imagem para ficar na escola por algum tempo. Desse dia em diante o Diác. Pozzobon começou a visitar também as escolas.

Um ano depois, em 1955, o Sr. João retorna à escola Humberto de Campos. Como pensava em oferecer um presente à Mãe e Rainha pelos cinco anos de peregrinação, ele pergunta às crianças:

“O que vamos presentear à Mãe de Deus, à Mãe e Rainha, por tantos benefícios que nos deu?”

O amor grato merece ser traduzido em um símbolo concreto, por isso oferecer um sinal desse amor à MTA.

Vamos oferecer uma coroa?

coroa

Ele sugere às crianças que coroem a Mãe de Deus, e os meninos lhe perguntam: “O que significa coroar?”. A resposta do amor é criativa, além da coroa, ele inclui alguns detalhes:

“Coroar – respondeu o Sr. João – é colocar um símbolo, uma coroa. Vamos colocar na coroa de Nossa Senhora cinco pedrinhas, que simbolizem os cinco anos de romaria: cinco anos de orações e sacrifícios”

Os pequenos ficam animados com a proposta, eles querem conquistar a coroa da Rainha de Schoenstatt. “Se temos que comprar essas pedrinhas – dizem os meninos – vamos fazer uma campanha para reunir o dinheiro”.

As crianças cumprem a promessa. Assim, no dia 10 de setembro de 1955, ao completar-se o quinto aniversário da Campanha, todos se reúnem no Santuário para coroar a Mãe de Deus.

Deixemos que o próprio Pozzobon conte como foi essa coroação:

“Partiu a imagem, em romaria, da escola Humberto de Campos, guiada pela bandeira do Santuário, transportada pelas Irmãs de Maria, para receber a coroa de honra, acompanhada pelo povo e pelos alunos, até o Santuário. Por sua vez, a coroa partiu em romaria, da Paróquia, com o povo e um sacerdote que representava o pároco. O encontro ocorreu diante do Santuário. Todos entraram juntos. Houve a Missa da Primavera. O celebrante, Pe. Dorvalino Rubin, benzeu a coroa e as cinco pedrinhas”.

Dessa ocasião em diante, no dia 10 de setembro de cada ano, o Sr. João coroava a Peregrina no Santuário, oferecendo à Mãe de Deus o trabalho realizado durante os doze meses passados. Ele também criava, a cada ano, um lema de impulso para o novo período, conforme a sua inspiração, e o apresentava à Mãe no dia da coroação.

Ser pequeno para coroar

Um beijo para a Mãezinha

Humildade e simplicidade são grandes marcas de João Luiz Pozzobon. Era ele quem caminhava com a imagem da Mãe nos ombros dia-a-dia e, por isso, tinha a liberdade de pensar no símbolo que queria oferecer a ela sem ouvir a opinião dos demais. Mas ele procura justamente as crianças para discutir qual o grande presente que deve ofertar para a Rainha nesses cinco anos de graças. Pozzobon sabe que para coroar é preciso ser pequeno. Na singeleza das crianças está o espirito filial perfeito, que reconhece a grandeza da Mãe, confiando-se aos seus cuidados.

Nos 60 anos desse fato, somos convidados a repensar e a renovar essa coroação. Uma coroação que se renova na confiança e filialidade diante da Mãe, na ousadia de nomeá-la Rainha de nossa vida. Uma coroação que se renova no sorriso ao abrir a porta para acolhê-la, na visita diária ao Santuário, ainda que espiritualmente, para dar-lhe um simples “olá” ou contar-lhe os anseios que existem no coração. Uma coroação que se renova no serviço aos demais, à exemplo do que ela mesma ensinou, nas provas concretas de amor à Maria. Uma coroação que se renova no amor ilimitado a Jesus e na filialidade diante do Bom Deus. Uma coroação que se renova no esforço constante em se assemelhar à Maria.

Como presente para o centenário da Aliança em 2014, os missionários dos regionais Sul e Nordeste conquistaram novamente a coroa para a Mãe. Em 2015, todos os missionários da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt vinculados ao Secretariado de Atibaia/SP são convidados a renovar o brilho da coroa da Mãe Peregrina. Que esse espírito de pequenez filial de João Luiz Pozzobon possa ser a marca de todos os filhos do Brasil, reconhecendo a grandeza da Mãe e Educadora e colocando-a, novamente, como Rainha das Famílias.

Informações históricas retiradas do livro “Heroi hoje, não amanhã”, do Pe. Esteban J. Uriburu, pág. 61.

  • leda maria ferreira colen

    Sim, precisamos coroá-la sempre, pois sem a sua graça temos dificuldade de seguir adiante a tantos problemas e dificuldades na vida.