Famílias missionárias da misericórdia por um Brasil Tabor

20 de maio de 2016

Primeiras Missões Familiares no regional Sudeste.

missoes familiares 2Karen Bueno – Homens, mulheres, crianças, jovens… Em 2016, com o lema “Família da misericórdia, Tabor do novo tempo!”, 105 missionários chegam para evangelizar a cidade de Mairiporã/SP. São as famílias missionárias que partem – com a Mãe Peregrina nas mãos – levando todo amor e misericórdia de Cristo para compartilhar com o mundo. De 21 a 24 de abril acontecem as primeiras Missões Familiares do regional Sudeste.

A dinâmica deste projeto reúne os esposos e seus filhos, mais outras pessoas, que juntos formam uma família missionária. Assim, em família, eles saem de casa em casa falando do amor de Deus e da conversão, convidado aqueles que encontram a participar da vida da comunidade. “As Missões Familiares têm um pouco de nós, famílias. É o que precisamos viver na comunidade do lar, distribuindo tarefas e retornando com os frutos do nosso trabalho. Nas missões tudo é muito intenso, pois são poucos dias, mas a família que se forma gera vínculo de amor e união”, explica o casal missionário Sueli Vilarinho e Antonio Carlos Vicente, de São Paulo/SP.

Em Mairiporã, o grupo fica dividido em duas comunidades, uma no bairro Capoavinha e outra no bairro Santo Antônio. Os missionários se deparam com situações adversas ali, pois pouco tempo antes, alguns desses locais foram atingidos por fortes chuvas e deslizamentos, com a morte de algumas pessoas e residências destruídas. “Na experiência de visitar as casas, nos confrontamos com nossas dificuldades pessoais, vemos no outro a angustia, o medo e a esperança. Muitas famílias visitadas vivem na esperança de ter o que comer e parecem sedentos de nossa visita, de nossa atenção. Muitos nos ensinam que a fé é a maior riqueza que têm, pois os bens materiais, nesse lugar visitado, são bem poucos”, diz Sueli.

Família de famílias

missoes

A rotina missionária inclui a peregrinação diária às casas dos moradores, também oficinas de formação com crianças, jovens e adultos, separadamente, e o Terço e a Santa Missa com a comunidade, todos os dias. “Marcou muito, para nós, a receptividade das famílias, a alegria em receber os missionários da Mãe e Rainha, a participação das pessoas em nossas oficinas; também conhecer um pouco o modo de vida dessas famílias visitadas, pois, às vezes, reclamamos do que temos e lá conhecemos pessoas que são felizes com todos os problemas que têm”, compartilham os reitores das Missões, Regina e Flávio dos Santos.

Participam dessas Missões Familiares representantes do Instituto dos Padres de Schoenstatt, Instituto das Irmãs de Maria, Instituto das Senhoras de Schoenstatt, Instituto de Famílias, Liga de Famílias, Juventudes Feminina (Jufem) e Masculina (Jumas) de Schoenstatt.

Natalia Madeira, da Jufem de São Bernardo do Campo/SP, testemunha: “Eu nunca tinha participado antes de uma missão familiar e superou as minhas expectativas. Eu achava que por serem só quatro dias ia ser tudo muito rápido e não ia dar tempo de formar o espírito de família, mas foi o contrário, é uma experiência muito intensa e os vínculos se formam muito rapidamente e de forma natural”. Ela leva boas recordações para casa: “O que mais marcou foi, sem dúvida, o espírito familiar, que nos fez pensar, como jovens, qual o nosso papel em nossa casa e que tipo de família nós queremos construir. As missões mostraram como Schoenstatt nos acolhe em todos os momentos de nossa vida e como o estar a serviço da Igreja, ser Schoenstatt em saída, não é só para os jovens, mas para todos”.

Corações missionários

Como Família de Schoenstatt, os missionários levam a riqueza de seu Santuário Coração para transmitir aos irmãos. “Ao missionar nos deparamos com uma pergunta: O que posso fazer por meu irmão? Mas a resposta vem clara e certa quando vamos com a Mãe Peregrina à frente, ela abre os caminhos e nos pede para irmos ao encontro, ouvi-los e convidá-los para a santa Missa, anunciar a alegria da vida cristã e dizer que, juntos, a Igreja se faz mais forte e nos torna uma grande família cristã”, dizem Sueli e Antonio Carlos.

Vinícius de Sousa Mendes, do Jumas de São Bernardo do Campo/SP, já participou de várias experiências missionárias, mas é a primeira vez que missiona em família: “Pude experimentar algo que nunca havia vivido antes: o partir em missão com minha família espiritual, poder tratar e chamar cada um de irmão, pai, mãe, tio e por aí vai… É uma experiência que nos recorda a missão da família de Nazaré, um encontro com Cristo em cada morador de Mairiporã, que traz a percepção de como Schoenstatt se apoia fielmente e amorosamente no conceito e vivência de família missionária”. Além disso: “O que me marcou muito foi perceber que Schoenstatt está em saída e permanecerá sempre assim enquanto a Mãe de Deus precisar de famílias que possam entregar seu coração a ela como garantia de luta por um mundo novo”.