“Eu tenho uma Mãe, que me carrega no colo”

16 de abril de 2015

Testemunho de um padre que experimentou o amor da Mãe e Rainha.

padre-regerioIr. M. Ana Paula Hipólito/Patricia Shima – Nos dias 11 e 12 de abril, famílias e missionários da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt das cidades de Porteirinha, Mato Verde e Riacho dos Machados, da Diocese de Janaúba, norte de Minas Gerais, participam da Romaria ao Santuário de Atibaia/SP.

Pe. Rogério Bispo, da paróquia Santo Antônio, cidade de Riacho dos Machados/MG, acompanha esta romaria e partilha o testemunho de uma graça que recebeu por intercessão da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt. Conheça essa história de amor e confiança na MTA:

Este Santuário representa muito para todos nós, aqui existe algo que nos faz vencer a distância, o cansaço, as horas de viagem.
Eu venho a Atibaia/SP uma vez por ano, é uma pena que não posso vir mais. Para mim, quando entro no Santuário, naquela Igreja tão pequenina, mas com uma energia tão grande, é como se ligasse a bateria da minha alma e ela pudesse ser recarregada, para eu voltar ao Norte de Minas levando essa mesma energia para aqueles que lá nos esperam.

No ano de 2013, Deus me livrou da morte por intercessão da Mãe e Rainha. Eu estava a caminho de Atibaia, e um caminhão bateu no carro em que eu estava, e Deus, por intercessão da Mãe e Rainha, nos protegeu, a mim e a todos os que estavam naquele carro, pois saímos sem nenhum arranhão.

Após sair daquele carro a única convicção que eu tinha é que agora, mais do que nunca, era preciso seguir viagem, porque a Mãe nos pegou no colo.

Vou à casa da Mãe buscar aquilo que vocês precisam

No ano passado, no altar do Santuário eu chorava clamando a Mãe para carregar a minha família no colo, pois minha cunhada de apenas 27 anos estava com uma enfermidade considerada sem cura para a medicina. Antes da viagem, meu irmão havia me telefonado e, chorando, me disse que não queria ver seu filho, de apenas oito meses crescer sem a presença da mãe, assim ele me pediu para que fosse para lá.
Eu lhe disse que não iria, pois para que pudesse ajudá-los eu precisava primeiro estar reabastecido de energia e de forças, por isso iria para Atibaia na romaria. Disse-lhe: “Vou à casa da Mãe buscar aquilo que vocês precisam!”.

Nessa mesma hora tremi interiormente, pois ele falava ao telefone: “Ela não vai aguentar, e quando você voltar, ela já não estará mais aqui!”. Afirmei que ela iria aguentar e, naquele momento que falava, meu coração tremia de medo, pois se ela não aguentasse, eu não conseguiria olhar com a cabeça erguida para meu irmão.

Cheguei ao Santuário e durante todos aqueles dias rezamos nesta intenção. Eu disse, diante do altar, o que havia dito para o meu irmão: “Temos agora duas alternativas: Vamos sofrer com Deus, chorar com Deus, ou vamos chorar sozinhos. Se escolhermos chorar sozinhos, nossa dor será insuportável, mas se escolhermos chorar com Deus o milagre pode acontecer”.

Não pude falar uma palavra

Ao retornar para minha cidade, cheguei numa segunda-feira de manhã, e já na terça-feira saí de madrugada numa viagem de 14 horas até a casa deles. Quando cheguei, meu irmão tinha assinado todos os papéis necessários para tirar sua esposa do hospital, para que ela pudesse passar os últimos momentos em casa com a família.

Cheguei à cidade quando ela estava saindo do hospital e assim fomos para a casa deles. Ao chegar lá, vi como ela chorava quando olhava para o filho. Ela me disse: “Eu não posso morrer, tenho que criar meu filho”. Não pude falar uma palavra, nada que dissesse podia acalmar o coração dela e do meu irmão, por isso apenas permaneci em silencio.

Depois entrei com eles no quarto e conversamos muito; perguntei se haviam rezado juntos, se pediram a Deus para intervir nessa dificuldade que estavam vivendo. Eles me disseram que juntos não haviam rezado, então lhes disse que por isso a graça não havia ainda acontecido, porque a partir do momento que eles se casaram, as dificuldades deveriam ser partilhadas e eles deveriam apresentar isso para Deus, porém juntos, não de forma individual.

Convidei-os para rezar e depois impus as mãos sobre ela e pedi a Deus que manifestasse sua glória na vida daquela família, na vida daquele casal.

O milagre começou acontecer

Logo no dia seguinte, o milagre já começou a acontecer. Existia uma chance de diminuir as dores dela naqueles últimos momentos, e isso seria por meio de um procedimento cirúrgico que custava 18 mil reais. Meu irmão me disse que venderia o carro para poder pagar essa cirurgia, eu, porém, lhe disse que não deveria fazê-lo, pois eles precisavam do veículo. Disse-lhe que devia pedir a Deus e à Mãe e que, no momento certo, a graça aconteceria.

No dia seguinte, eu estava com minha cunhada, na sala, assistindo o filme ‘Cartas para Deus’. Naquele momento tocou o telefone e era da Secretaria Estadual da Saúde, informando que eles haviam liberado o procedimento cirúrgico – se não tivessem liberado, eles teriam de aguardar pelo menos seis meses na fila de espera.

Emocionada, ela começou a chorar e gritar: “Meu Deus! Meu Deus!”. Neste momento acreditei que a graça estava começando a acontecer, pois eles ficaram mais tranquilos e a paz voltou aos seus corações. Com esta certeza voltei para minha cidade.

“Mãe, a Senhora precisa ir lá”

Chegado o momento da cirurgia, entrei na capelinha da casa paroquial e disse: “Mãe, a Senhora precisa ir lá e pegar aquele povo no colo, eles precisam acreditar que tu existes e que podes realizar algo muito grande na nossa vida!”. Depois, deixei a capelinha e fui para a escola cuidar dos meus alunos.

Mais tarde minha mãe ligou chorando, então pensei: “a graça aconteceu de uma forma ou de outra!”. Então ela me disse que, no momento em que minha cunhada foi ser operada, os médicos constataram que ela não tinha mais nada, que todo o problema que estava lhe afetando e até oferecendo risco de vida e que até então, para eles, parecia não ter nenhuma chance de ser revertido, havia desaparecido!

Meu irmão me perguntou por que eu havia falado com tanta convicção que tudo aquilo podia mudar, eu lhe respondi: “Porque eu tenho uma Mãe, que me carrega no colo. Ela nunca deixou de ouvir nenhum dos meus pedidos. Nunca duvide do poder que ela pode exercer na sua vida!”.

Por tudo isso, hoje mais do que nunca, este altar do Santuário é para mim o altar da misericórdia. É essa energia, essa força que venho buscar todos os anos no Santuário, para que abastecido por ela, possa conseguir conduzir o coração das ovelhas que Deus, um dia, me confiou.

Fonte: santuariodeatibaia.org.br

  • Joana D’Arc, Santos – S/P

    Obrigada Pe. Rogério por partilhar conosco esse testemunho tão lindo de graças recebido pela Intercessão da nossa querida Mãe Rainha. São testemunhos como o do Senhor que nos faz fortalecer na Fé e acreditar que a Mãe cuida com carinho das ovelhinhas de Seu Filho Jesus.

  • Dna Cida

    Que partilha maravilhosa!!! Aumenta nossa fé e nos leva amar mais essa MÃE que não nos abandona, nunca…