Enviados para serem famílias santas

18 de julho de 2016

E formarem Nazaré na terra.

casalKaren Bueno – Já com acenos de saudade começa a Santa Missa de encerramento do Congresso da Obra das Famílias de Schoenstatt, sobre a Beleza da Vocação Matrimonial, nesse domingo, 17 de julho. Casais das três fileiras de Schoenstatt – Liga, União e Instituto – se reúnem numa só família para concluir esse encontro que trouxe tão belas vivencias para a coluna familiar.

Pe. Marcel Mouras, chileno e assistente internacional do Instituto de Famílias de Schoenstatt, preside a Eucaristia. Concelebram o Pe. Vandemir Meister, Pe. Ivan Simicic e Pe. Ottomar Schneider. Representantes de toda a Obra Familiar tomam parte da liturgia e juntos vão conduzindo a celebração, com diferentes sotaques, nacionais e internacionais.

Na homilia, Pe. Mouras condensa vários pontos que foram tratados durante os três dias de Congresso. “Que esse encontro possa deixar o sentimento de que o nosso coração cresceu um pouco mais”.

Sobre a liturgia, ele reflete: “Deus está sempre onde está a família. No evangelho vemos que Jesus visita uma família. O tema principal fala da profundidade dos vínculos, fala que o Senhor amava com um coração tão dele e, ao mesmo tempo, tão nosso, tão igual a nós. O Senhor tem alegria ao encontrar seus amigos, ao visitá-los. Eles, por sua vez, fazem tudo para que o Senhor se sinta bem acolhido. Nós também somos visitados pelo Senhor”.

Deus ama o outro através de mim

Pe. Mouras fala também sobre o tema do Congresso: “Deus toma tão a sério a união de um casal, que se faz presente, mas ele quer ainda mais, ele faz do matrimônio um sacramento, e sacramento é um sinal visível do amor de Deus”.

Ele aponta: “Deus ama o outro através de mim e me ama por meio do outro, de maneira tão misteriosa. Por isso nossa vocação é sacramento, onde a presença de Deus é muito sensível. Cada esposo é um Cristo vivo, é Cristo para o outro. Deus nos criou para sermos felizes e esse deve ser o nosso testemunho, a felicidade de viver o matrimônio”.

Ainda sobre o translado dos restos mortais da Sra. Helene Kühr para junto do marido, Pe. Mouras diz: “É um gesto simples, mas cheio de conteúdo: eles permanecem juntos para sempre. Poderíamos olhar sua vida e dizer: ‘Que triste história!’, mas vemos grande beleza no amor e na fidelidade. Também podemos nos identificar com eles em suas dores. Com essa história de dor encontramos o viver solidariamente”.

Chegou o tempo da missão

Sobre o conteúdo das palestras, o sacerdote recorda: “O documento do Papa (a exortação Amoris Laetitia) deve ser a nossa vida. Ele coincide muito com o que o nosso Pai e Fundador queria. É um novo impulso para viver a vocação”. Pe. Mouras anima: “Hoje nosso Fundador quer nos dizer: Meu amigo, meus amigos, chegou o tempo da missão!”

Um momento tocante é a renovação da vocação matrimonial, que vem em seguida. Maridos e esposas se viram um para o outro e dizem espontaneamente algumas palavras mutuamente. Os sorrisos indicam a alegria e a cumplicidade por esse gesto tão singelo e tão importante, que palavras não podem descrever.

Ainda na celebração, as crianças vão à frente para rezar o Pai Nosso junto com os sacerdotes, ressaltando a vivência familiar. Com grande alegria, no fim da Santa Missa, todos são enviados para ser – segundo a definição do Pai e Fundador – “uma família que se esforça e consegue viver, de forma atual, como família de Nazaré, em virtude da perfeita Aliança de Amor com a Mater Ter Admirabilis de Schoenstatt”.