Encontro Nacional reúne a Liga Feminina

13 de janeiro de 2016

Tempo de planejar.

liga femininaKaren Bueno – A caminho do centenário, movidas por grande impulso, a Liga Apostólica Feminina de Schoenstatt (Lafs) se reúne em um encontro nacional para pensar e planejar a vida do ramo. De 6 a 8 de fevereiro a cidade de Londrina/PR recebe representantes de vários estados num fórum de discussões e planejamentos para os próximos anos. A grande meta é já se preparar para o centenário da Liga Feminina, celebrado em 2020.

Serão cerca de cinco representantes, em média, por estado neste encontro, além das assessoras. Os locais já confirmados são Rio de Janeiro, Brasília/DF, Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Bahia.

“É um encontro nacional para rever a caminhada do ramo e, sobretudo, uma busca pela unidade”, explica Ir. M. Jacinta Donati, assessora da Lafs no Paraná e no Sudeste. A intenção é ainda mais audaciosa, elas querem, a partir dali, se vincular mais intimamente às liguistas dos países vizinhos. “Também queremos buscar uma unidade latino-americana. No ano passado houve um intercâmbio muito bom com o Paraguai. 18 paraguaias estiveram no Brasil, no encontro do regional Paraná e seis vieram para Curitiba”.

Esse passo é muito importante para a celebração do centenário, pois em 2020 a intenção é fazer uma grande festa internacional e, até lá, a Lafs quer estar profundamente unida em nível continental.

Ir. M. Jacinta adianta que a preparação para o centenário no Brasil acontecerá por meio de um triênio, que é uma celebração jubilar estendida por três anos – 2017/2018/2019.

Pioneiras

A Liga Apostólica Feminina de Schoenstatt foi a primeira fundação feminina no Movimento de Schoenstatt. Durante a I Guerra Mundial, algumas mulheres que trabalhavam nos hospitais, como enfermeiras, conheceram Schoenstatt por meio da chamada Organização Externa. Uma delas era a Condessa Gertraud von Bullion.

O grande desejo de pertencer a Schoenstatt e tomar parte na Aliança de Amor fez essas mulheres tornarem-se pioneiras na Coluna Feminina da Obra. Pe. Kentenich assim se expressou na época: “Se de Schoenstatt deve partir uma grande renovação do mundo, também o mundo feminino deve receber nele um lugar, de modo semelhante como na Obra da Redenção”.

A história conta que Gertraud von Bullion, ao entrar em contato com o Fundador, soube por ele que poderia ser aceita na Liga Apostólica e, assim, ingressar em Schoenstatt. Desta forma, ela torna-se a primeira mulher admitida na Liga, na primavera de 1920. Pouco tempo depois ela passa à União Feminina, sendo também a primeira unionista de Schoenstatt.

Com gratidão pela história e ousadia das primeiras mulheres, que assumiram e viveram a Aliança de Amor num cenário caótico, devastado pela Guerra, a Lafs do segundo século de Schoenstatt caminha com gratidão e fidelidade ao novo tempo, com a mesma força e coragem das primeiras.