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Pai e Sacerdote Ir. M. Iracema Betoni |
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Ele foi pai e sacerdote. Sacerdote é aquele que oferece a vítima sagrada, no altar e torna-se desta maneira o mediador entre Deus e os homens. Ser sacerdote é revestir-se do poder divino, tornar-se ponte entre o natural e o sobrenatural – entre as pessoas e a Deus. Foi pai, pois gerou vida ajudando milhares de pessoas a superar seus limites e dificuldades que as impediam de subir até Deus. Ele as ajudou a se sentirem aceitas, amadas e realizadas na família e na comunidade e com um coração livre, colocarem-se a serviço de Deus e de Maria. Depoimentos de sacerdotes que experimentaram a sua atuação de pai e pastor confirmam estas virtudes. O Bispo Tenhumberg, de Münster, escreveu em seu testamento: “Com relação à minha vida espiritual e atuação sacerdotal, devo a maior gratidão ao Pe. Kentenich. Sem ele e o auxílio da fé, que encontrei na Família de Schoenstatt, provavelmente não me teria tornado sacerdote. Ao Pe. Kentenich devo a orientação segura teológico-espiritual e pastoral de minha vida...” Neste sentido um sacerdote testemunha "A minha mais profunda impressão foi estar diante de um homem que vive inteiramente em Deus, no mundo sobrenatural. Eu nunca tinha ouvido falar de Deus como ele o fez. O Deus vivo era para ele, uma realidade tão próxima e tão real que a gente sentia, através de sua pessoa, o impacto da presença real de Deus, num homem". Um outro sacerdote diz: "Para o Pe. Kentenich a dedicação a Deus se manifesta na total dedicação e fidelidade à própria vocação. Ele era rigoroso ao dizer: ‘Quem não vive sua filiação divina para com o Pai celestial - é órfão. “Para este tudo é difícil, a castidade será muito dura, quase impossível’”. Pe. Kentenich estava plenamente convicto: “Quem quer educar homens religiosos deve estar arraigado no mundo religioso.” A este respeito ele disse: "Queremos irradiar Deus. O grande e infinito Deus que, hoje, é rejeitado, novamente, deve ser vivenciado junto de nós, através de nosso ser. Por isso, pessoalmente, eu devo cuidar de viver constantemente na proximidade de Deus. Porque o mundo destrona o bom Deus, eu devo procurar de modo mais profundo, elevá-lo ao trono do meu coração." A vinculação do Pe. Kentenich com o divino, com o sobrenatural, era tão forte e permanente, que todos os que dele se aproximavam sentiam a presença de Deus. Esta vinculação fez do Pe. Kentenich um Sacerdote mediador do divino. Sua maior alegria era presentear Deus às pessoas e as pessoas a Deus. Sua maior preocupação Sacerdotal sempre foi cuidar que Deus se tornasse o ponto central da vida de seus educandos e de todos os que a ele se dirigiam para pedir orientações. Ele tornou-se o mediador do divino, porque sabia adaptar-se à situação das pessoas que o procuravam. Ele entendia a todos; ele aceitava a todos como eram; ele amava a todos e os respeitava em sua originalidade. O coração de Deus era o seu lar. Em todas as situações da vida, sentia-se abrigado em Deus. Por isso ele pôde presentear abrigo aos outros; transmitir-lhes a beleza de Deus, a riqueza da paternidade de Deus e tornar-se cada vez mais transparente e instrumento do Deus eterno e misericordioso; pôde tornar-se o Fundador de uma Obra divina; Fundador de uma nova irrupção de vida na Igreja, caracterizada e fortalecida pela Aliança de Amor |