Em saída, levando a misericórdia aos vizinhos

15 de fevereiro de 2016

Missões da Família de Schoenstatt de Mairiporã.

missoes mairiporaKaren Bueno – O Carnaval tem traços de missão e misericórdia em Mairiporã/SP; pela primeira vez a Família de Schoenstatt se organiza e sai às ruas compartilhando a imensa alegria de pertencer a Cristo e a Maria. É tempo de missão no começo do novo século de Schoenstatt, por isso todos os ramos, comunidades e peregrinos da Obra se colocam em saída, como instrumentos, para transmitir a genuína felicidade que os contagia.

Em Mairiporã a Família de Schoenstatt se deixa incendiar, criativamente, pelo fogo do Espírito Santo: “Surgiu a ideia de fazer Missões, para convidar mais pessoas para o Movimento e, quem sabe, futuramente, formar novos grupos da Liga, União e Instituto, esse foi nosso ideal”. As palavras são de Roberto Cardoso da Silva Bueno, reitor da primeira Missão realizada na cidade, explicando a intenção do projeto. De 6 a 8 de fevereiro, 54 pessoas, entre crianças, jovens e casais da região, dedicam o período do feriado como missionários na Paróquia Nossa Senhora de Lurdes. “Essas Missões uniram todos os ramos da Família de Schoenstatt”.

Os dias de apostolado começam com um retiro, preparando os missionários para a jornada. Na Santa Missa de abertura o pároco, Pe. Chako Joseph Kizhakkeveliyil, acolhe: “A missão é tarefa profética do Batismo, nossa tarefa profética é anunciar a boa notícia, transmitir a alegria e convicção”. Ele incentiva os missionários, como São Pedro, a lançar as redes atendendo ao convite de Jesus.

Missões EM e PARA a comunidade

Mesmo hospedados em casas separadas, os schoenstattianos conseguem ter uma vivência de comunidade ao se encontrarem. Todo o suporte é dado por voluntários da comunidade, como a Sra. Rosemary Aparecida Saito, que colabora coordenando a equipe da cozinha: “Os jovens encantaram todos de tal forma que se emocionaram. Mesmo na cozinha nós também tivemos uma experiência de missão, uma experiência única e maravilhosa para todos nós”.

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A Missa do domingo é toda configurada pelos missionários e presidida por Pe. Vandemir Meister, Padre de Schoenstatt. Na homilia ele afirma que evangelizar é estar ao lado do outro, assim como Deus está conosco e caminha conosco. “Evangelização é testemunho de vida. Nesses dias os missionários estão evangelizando, não só com o testemunho de vida, mas também com a palavra de Deus. Quem participa das missões sai com ‘as baterias recarregadas de forças’, porque se aprende muito ao visitar cada família, assim, quem mais aprende é o missionário”. E diz ainda que é preciso “vivenciar a fé no dia a dia, colocando-a em prática, no respeito ao próximo, na oração; essa é a melhor forma de evangelizar”.

Na segunda-feira, além das oficinas com crianças, jovens e adultos, os missionários visitam um centro feminino de reabilitação de dependentes químicos, como obra de misericórdia. Após a Santa Missa acontece uma festa de Carnaval, com a presença de uma banda católica da cidade. O encerramento da noite alegre tem seu auge diante do Santíssimo Sacramento, com uma adoração e bênção eucarística.

A paroquia, durante esses dias, celebra a novena da Padroeira, Nossa Senhora de Lurdes. O pároco acompanha, entusiasmado, os missionários, sempre presente todos os dias, acolhendo-os e participando dos momentos de oração e de partilha.

Impressões

Feliphe Botassio, da Juventude Masculina de Schoenstatt do Jaraguá, em São Paulo/SP, confessa que estava inquieto para sua primeira missão: “Não ‘colocava muita fé’, achava que não teria muito progresso. Com o decorrer da missão fui percebendo que o espírito de todos fez a missão ser espetacular. Não tenho palavras, tudo o que vivi nesses dias foi muito intenso, muitas experiências, conheci grandes pessoas e muitos testemunhos de vida”.

O projeto é um desafio também para aqueles que moram na cidade. Monique Vaz, da Juventude Feminina, conta: “Essas missões foram muito importantes para mim, porque com a rotina e o cansaço, realmente eu queria ficar em casa descansando, mas Deus tocou meu coração, disse que eu tinha que participar e foi uma vivencia muito legal. Enxerguei como Deus é misericordioso. Ver cada um perseverando, com idades diferentes, lutando por uma mesma causa, foi incrível. Vou guardar essa experiência, cada palavra, cada testemunho. Eu levei um pouco de Deus na minha própria cidade, a princípio fiquei assustada, porque conheço as pessoas, mas depois vi que as pessoas que conheço são as que mais precisam”.

As Missões se realizam de família para família: “Lidar com o ser humano é uma troca de amor, uma troca de carisma e foi isso que me marcou bastante, porque estamos no Ano da Misericórdia e vemos o quanto podemos fazer um pelo outro no pequeno, o quanto as pessoas mais simples podem também nos ensinar muito”, diz Andreia Brilha Galrão, da Liga de Famílias de Schoenstatt. Para seu esposo, Paulo Sergio Brilha Galrão, o católico tem necessidade de receber a visita do seu irmão na fé cristã: “O que me marcou foi esse acolhimento das pessoas, fomos acolher e acabamos sendo acolhidos, fomos ensinar e acabamos aprendendo muito mais e tudo isso devemos à graça de Nossa Senhora”.

O reitor, Roberto, ressalta: “Ao encerrar esses dias de missão todos sentem algo dentro de si que confirma como foi bom estarmos aqui, sentimos a presença de Deus. Foi muito importante quando, ao entrarmos nas casas, víamos lágrimas nos olhos das pessoas, dizendo: ‘Nossa, vocês são católicos? Nunca vi católicos fazerem isso!’. A partir do momento em que conhecemos Jesus e sabemos que ele é nossa fonte de vida, nós queremos levá-lo às pessoas”.