Ele chama com misericórdia… elas dizem sim!

31 de janeiro de 2016

Sete jovens iniciam o postulado!

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Caroline Montedori da Silva, Cicera Cristina Rezende, Rosa Maria dos Santos, Fernanda Rocha Gomes, Rebeka Makalski Lourenço, Michele Cruz de Oliveira e Aluane Cristina Simões.

Ir. M. Nilza P. da Silva – Na noite do dia 30 de janeiro, a capela da Casa Provincial das Irmãs de Maria, em Atibaia/SP, vive um encontro singular entre o céu e a terra: sete jovens respondem ao chamado de Deus e iniciam a preparação para a consagração total a ele, a serviço da Obra de Schoenstatt, como Irmãs de Maria.

Como os fatos que transformaram o mundo, essa notícia não será manchete nos grandes jornais, pois Deus atua no silêncio e  faz as suas obras por meio de pequenos acontecimentos. Mas, a resposta dessas jovens e a consagração da vida delas pode transformar a sociedade, pois cada sim  para a  graça  divina, como onda no mar, tem irradiação em toda a sociedade.

Subir no barco com Cristo…

A santa missa, presidida  pelo Pe. José Antonio Boareto, reuniu dirigentes da Juventude Feminina de Schoenstatt, de todo o Brasil, familiares e amigos das novas postulantes. Em sua homilia, Pe. Boareto medita o evangelho do dia, sobre Jesus que acalma a tempestade no mar. “Jesus hoje as convida para subir ao barco e ir com ele para outra margem… Quem se lança no mar com Cristo não pergunta o que há pela frente e vai sem medo, porque Cristo está junto, Maria está junto. A felicidade está em fazer a vontade do Pai e seguir a Cristo, sem medo, assim como Maria… Todo aquele que vive em comunhão com Jesus, seguindo-o, experimenta a paz, mesmo em meio a tempestades, quando parece que a barca parece que vai virar. Consagrar-se a Deus é testemunhar a sua misericórdia.”

Essa paz de quem tem certeza de seguir a Cristo é o que Thiago Saturnino  da Silva diz que vê em sua cunhada Cícera Cristina Rezende, a nova postulante:  “Fico muito feliz porque ela está no caminho certo.  Nunca pensei que ela seria consagrada, mas, ela está muito feliz. Isso ela demonstra em  seus gestos, fisionomia e conversa. A gente vê que o coração dela está feliz e, por isso, a família dela também está feliz.”

Uma bênção para a família

É a alegria das filhas que dá alento aos pais, que acompanham suas filhas nessa entrega. Eles também as oferecem a Deus, embora isso muitas vezes não seja fácil, pois significa também um desprendimento de tê-las sempre ao lado. Celina Montedori da Silva é mãe da postulante Carolina e essa entrega de hoje é fruto de muitas orações e reflexões. Ela conta de onde vem o segredo dessa doação: “A força para entregar a minha filha vem de Deus, porque eu nunca pensei em ter uma filha consagrada.” Celina lembra que durante um encontro na Liga das Mães, ela consagrou os seus filhos para a Mãe e Rainha e escreveu o nome da Carolina em um papel, colocando-o na base de uma Custódia: “Eu a consagrei para a Mãe e Rainha!” Mas, quando a sua filha revelou que Deus a chama para uma consagração em reservas de sua vida, a mãe se surpreende: “Isso nunca passou pela minha cabeça.” Vem então a luta consigo mesma e a oração. Hoje, o sim da mãe e do pai acompanham o sim da filha, pois, como conclui Celina: “É Deus quem a escolhe e isso é uma bênção para a nossa família.”

Por confiar em um mundo melhor

rebekaRebeka Makalski Lourenço chega a uma etapa abençoada de sua caminhada vocacional, que começou quando a sua família hospedou as jovens que vieram para o  Encontro Cor Unun, em 2013. Este foi o seu primeiro contato com Schoenstatt e hoje ela transborda de alegrias missionárias: “Estar aqui a caminho de ser Irmã de Maria me faz muito feliz e me completa. Sinto algo muito forte, aqui dentro, que me dá a certeza que devo começar o postulado. É mais um sim para o caminho que Deus escolheu para mim. Não fui eu que me escolhi. Fiz as férias em casa e eu estava feliz, mas, é aqui que me completo. Sinto a necessidade de estar sempre no Santuário, não para fugir do mundo. Mas, meu desejo  é ser Irmã de Maria para poder ajudar ainda mais o mundo. É possível um mundo melhor do que esse que nós vivemos. Posso fazer a diferença e ajudar para que ele seja melhor.”

Como ela, também cada uma das outras jovens não abandonam o mundo, elas confiam que a misericórdia divina é maior do que tudo e Deus está presente e atuante no progresso da humanidade. O postulado é um afastar-se um pouco, para poder penetrar com mais profundidade na Aliança com Deus, a fim de retornar ao mundo, como Maria, como portadoras de Cristo, missionárias da Aliança de Amor.