É uma experiência única e transformadora

8 de agosto de 2016

Uma peregrina da Jufem na JMJ.

jornadaKaren Bueno – Foram duas as brasileiras que representaram a Juventude Feminina de Schoenstatt do Brasil na Jornada Mundial da Juventude em Cracóvia. Elas venderam doces, promoveram eventos, cuidaram de crianças, enfim, ‘arregaçaram as mangas’ para participar da JMJ.

As meninas de Curitiba/PR trazem muitas recordações e vivências da Polônia e, sobretudo, a gratidão ao Bom Deus, à MTA e às muitas pessoas que lhes ajudaram. Para retribuir toda colaboração, elas contam um pouco de como foi essa experiência e compartilham suas inesquecíveis recordações. A primeira a falar é Lareane Machado, que conta:

lareane“Há situações que nos podem parecer distantes, até o momento em que, de alguma forma, as tocamos. Há realidades que não entendemos, porque vemos apenas através dum monitor – do celular ou do computador. Mas, quando tomamos contato com a vida, com as vidas concretas e já não pela mediação dos monitores, então algo mexe conosco: todos nos sentimos convidados a envolver-nos”.

Este pequeno trecho da fala do Papa Francisco no sábado, 30 de julho, a respeito dos relatos dos jovens, ilustra muito da missão de reduzir em um texto – a ser lido num monitor – toda a complexidade e maravilha de uma Jornada Mundial da Juventude.

É uma experiência única e transformadora. Exige muito fisicamente. O sol intenso de cada dia, as longas filas para tudo, a lotação de todos os lugares nos levaram a pôr constantemente em prática a misericórdia da qual tanto ouvimos falar. Porém, todo o sofrimento físico é compensado pelo fortalecimento espiritual. Quando você acha que já não consegue mais dar um passo, seus pés queimando e o corpo pedindo um descanso, olhar para o lado e ver outros peregrinos cantando e dançando te reanima, contagia e você continua, feliz.

A oportunidade de conversar e compartilhar com gente do mundo todo é o grande ponto da Jornada para mim. Superar as diferenças e limitações. A gentileza e clima de amizade e companheirismo são indescritíveis. Assim como o Nicolau destacou em seu depoimento, a acolhida do povo polonês foi maravilhosa, eles sempre muito prestativos e educados, transbordando de felicidade por tudo que estava ocorrendo.

Além disso, para mim, o depoimento da menina síria, Rand Mittri (clique para ler), foi extremamente tocante. Eu confesso que tenho uma fé muito vacilante e ouvir a sua certeza, dada a realidade de morte e dor que a cerca, me fez refletir e chorar muito.

Por fim, eu e a Ana [Gabriela Faustino], apesar de estarmos representando a Juventude Feminina de Schoenstatt, viajamos com um grupo da Obra de Maria. Então, a despeito de não termos companhia ao entoar nossas músicas ou orações e do desejo de ter nossos irmãos de ramo conosco, pudemos divulgar e falar muito sobre o Movimento Apostólico de Schoenstatt. Ao mesmo tempo, conhecemos outros grupos e pensamentos. Fizemos muitas amizades com pessoas (maravilhosas) de todo o Brasil, que pretendemos levar para a vida toda, o que, se estivéssemos num grupo maior de conhecidos, talvez não tivesse acontecido.

Mais uma vez, gostaria de agradecer a todos que nos ajudaram a tornar esse sonho possível, comprando nossos brigadeiros, rifas, bolachas de Natal, café colonial ou pediram nossos serviços de recreacionista (cursos da União e grupos da Liga de Famílias). Esperamos transmitir em nossas palavras e, sobretudo no agir, tudo o que vivemos nesses dias.