Dois jubileus de vida consagrada

16 de junho de 2016

O Santuário Tabor no brilho jubilar

DSC_1884Ir. M. Rosequiel Favero – A manhã fria de inverno teve um aspecto especial de Tabor, neste 15 de junho, em Santa Maria/RS. Não só pelo sol que amanheceu radiante, mas pelo ‘brilho’ de um duplo jubileu’ que irradiou-se do Santuário.

Na Santa Missa, presidida pelo Diretor Geral das Irmãs de Maria, Pe. Bernd Biberger, em visita ao Brasil, dois cursos de Irmãs comemoraram jubileus de prata e de diamante de consagração a Deus, pelas mãos da Mães Três Vezes Admirável de Schoenstatt.

Ir. M. Angela Zam, Ir. M. Inês Sonda e Ir. M. Edivania Balzan tiveram a alegria de celebrar seus 25 anos de entrega a Deus e à Obra de Schoenstatt como Irmãs de Maria. Já as Irmãs M. Reinilde Erpen e M. Íria Milanese estavam radiantes pois 60 anos de fidelidade à vocação não é algo que se vê todos os dias.

Que sentimento tem alguém que celebra seis décadas de consagração a Deus?

Ir M Reinilde responde: “Só gratidão! Muita gratidão a Deus, à Mãe de Deus, ao nosso Pai e Fundador, Padre José Kentenich, que me conduziu nestes 60 anos. Fidelidade é dom. A gente precisa fazer a nossa parte. Mas, é presente de Deus”. Ela dedicou quase toda a sua vida como Irmã de Maria à enfermagem, especialmente aos recém nascidos, nas Santas Casas de Londrina e Ribeirão Claro e na maternidade de Rio Negro, todas no Paraná. Trabalhou também na enfermagem do Hospital Pompéia, em Caxias/RS, e auxiliando as Irmãs na Casa Provincial, em Santa Maria/RS.

Em 1996, realizou o desejo de ser Irmã Adoradora e, três anos mais tarde, fez parte do primeiro grupo de Irmãs Adoradoras junto ao Santuário Original, em Schoenstatt/Alemanha. Retornando ao Brasil, foi transferida para Salvador/BA, onde dedicou-se à pastoral do Santuário. Sua predileção pelas crianças se expressou nas muitas consagrações de bebês no Santuário da capital baiana. “Foram mais de mil crianças que pude conduzir à Mãe de Deus, em Salvador”, diz ‘com santo orgulho’. Desde que retornou à Santa Maria, por causa de sua saúde debilitada, dedica seu tempo especialmente à oração e a pequenos serviços para as coirmãs.

Como é bom viver tantos anos feliz!

Ir. M. Íria é só alegria com o jubileu de diamante que está celebrando. “Eu queria que as pessoas soubessem como é bom viver tantos anos feliz! Não é assim que não tenhamos dores e dificuldades, mas elas são mais fáceis de serem vencidas, quando a gente está com Deus! Aí não tem rosto triste, pessimismo… Não! Com Deus é alegria e otimismo!” Ela conheceu Schoenstatt, já na sua terra natal, São João do Polêsine/RS, onde havia um oratório da Mãe e Rainha. Ela conta: “Todos os domingos, visitávamos oratório. Tínhamos as celebrações do Dia da Aliança, admirávamos muito as Irmãs de Maria que trabalhavam na escola e no hospital. Acho que foi naquele tempo que a Mãe me presenteou o desejo de trabalhar por Ela”.

Ir. M. Íria teve a grande alegria de conhecer pessoalmente o Pe. Kentenich. “Logo quando cheguei a Santa Maria, em 11 de abril 1951, o Pai e Fundador estava aqui. A Irmã que cuidava das juvenistas (vocacionadas) me apresentou a ele, dizendo de onde eu vinha. Então, nosso Pai pegou minhas mãos e disse feliz: ‘Ó, Polêsine’! Pois ele conhecia nossa cidade, o seminário, o oratório. E eu fiquei muito feliz com a sua alegria”!

Ir. M. Íria e Ir. M. Reinilde estão unidas às Irmãs M. Dilecta Rubim e M. Celeste Krysczum, que estão em Atibaia/SP e em Londrina/PR. Formam o mesmo curso, que celebra seu jubileu de diamante. Devido as limitações da idade e de saúde, não podem celebrar juntas. “Mas na Aliança de Amor e no Santuário estamos sempre juntas”, diz Ir. M. Íria, com um largo sorriso.

As cinco Irmãs jubilares agradeceram muito a todos os que as acompanharam nesses anos com sua ajuda e oração. E prometeram suas orações no Santuário Tabor pelos que ali se confiam à Mãe de Deus, mas especialmente pelos jovens, para que abram o coração ao chamado de Deus. Como mensagem deste dia de festa, Ir M Ângela falou pelas suas coirmãs jubilares: “Não canso de dizer às famílias, aos jovens, também às Irmãs jovens: vale a pena viver a vocação que Deus nos presenteou! Vale a pena consumir a vida por esta vocação”!