Discernimento vocacional levado a sério

21 de janeiro de 2015

A meta é saber o projeto de Deus.

juvenistas-2Karen Bueno/Ir. Nilza P. da Silva – Desde o último final de semana, a Casa Ir. M. Emílie Engel, em Atibaia/SP, está novamente repleta de jovens alegres, que embarcam em uma nova experiência: elas deixam seus lares, a fim de viver uma experiência vocacional com as Irmãs de Maria. O Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt, da província Schoenstatt-Tabor, acolhe 11 candidatas.

No Ano da Vida Consagrada, as jovens querem conhecer de perto o dia-a-dia das Irmãs de Maria, tentado descobrir o plano de Deus para suas vidas. “É muito importante esse passo que damos, porque gera uma certeza da nossa vocação. Lá fora, no dia-a-dia, não tem como saber; ficando aqui talvez a gente descubra que este é nosso lugar”, diz Michele Cruz, de São Bernardo do Campo/SP.

Para Debora da Silva, de Itatiba/SP, a experiência é essencial: “É um período de descoberta e de tentar tirar a inquietação que temos no coração. Vindo para cá, buscamos discernir melhor qual é o caminho que Deus planejou para nós”.

Aluane Simões, de Atibaia/SP, é recém-formada em Matemática e trabalha há seis anos no Santuário de Atibaia/SP: “Eu já conhecia um pouco da vida das Irmãs, do cotidiano, e achava bonito. Então decidi vir para conhecer melhor e ver se realmente é o que Deus preparou para minha vida”.

Cada uma é bem vinda

É com alegria que as jovens são acolhidas na Casa Ir. M. Emilie Engel. As vocacionadas que já moram ali preparam a casa com cuidado: “Nós já estivemos como elas, tendo esse primeiro contato. Somos muito felizes aqui e desejamos que elas também se encontrem e sejam felizes nesta casa. Recebê-las é motivo de grande alegria para nós”, diz a veterana Fernanda Gomes.

Ir. Fabiana Maria Costa, responsável pelas vocações para o Instituto, expressa a alegria em acolher novas jovens: “No mundo de hoje vemos que cada vocação é um grande milagre e cada vocação para Schoenstatt nós vemos da mesma forma. Neste Ano da Vida Consagrada, Deus continua suscitando vocações, para que sejam uma resposta a toda realidade do mundo. É um presente muito grande para Igreja e para a Obra de Schoenstatt”.

No “juvenato”, as jovens que estão em processo de discernimento moram o tempo que for necessário para ter clareza sobre a sua vocação. As que ainda estudam continuam indo regularmente às aulas, que seja na faculdade, ensino médio ou outros cursos. Levam uma vida comunitária, ajudam na pastoral do Santuário, têm tempos de oração, de recreação, conhecem melhor a espiritualidade de Schoenstatt e recebem orientação para o auto conhecimento.

“Essas que estão aqui sentiram o chamado de Deus e estão aprofundando o conhecimento no carisma de Schoenstatt e sua aplicação em suas vidas. Todas já têm idade para iniciar uma candidatura e depois um postulado. Mas, este é um primeiro contato com mais proximidade. A importância desse período é o discernimento vocacional de cada uma”, explica Ir. Fabiana Maria.

Lírios do Pai, Tabor para o mundo!

Dessas jovens, cinco pertencem à Juventude Feminina de Schoenstatt (Jufem). Para elas, tornarem-se consagradas ainda não é uma certeza, porém, sabem que a vocação para Schoenstatt está gravada nos corações, seja em qual estado de vida for. “A Juventude Feminina me ajudou muito a dar esse passo de vir para o juvenato”, comenta Michele.

Uma decisão bastante ousada para uma jovem em tempos modernos. “Depois que você dá o ‘sim’, sente um alívio. Sei que futuramente não vou me arrepender de ter vindo”, afirma Michele Cruz. Nos rostos, a alegria de se entregar aos planos de Deus, colocando a plena confiança nas mãos dele.

As jovens que moram na Casa Ir. M. Emílie são:

Aluane Simões, Atibaia/SP
Carolina Montedori, Campinas/SP
Cícera Rezende, Paulínia/SP
Daniele Viana, São Paulo/SP
Debora da Silva, Itatiba/SP
Fernanda Gomes, Francisco Morato/SP
Gisleide Figueiredo, São Bernardo do Campo/SP
Liliane Andrade, Belo Horizonte/MG
Michele Cruz, São Bernardo do Campo/SP
Rebeka Makalski, Atibaia/SP
Thálita Siqueira, Louveira/SP

  • tatiane bienert

    ja fui juvenista gostaria de encontrar mihas cô-irmãs