O Diretor Geral das Irmãs, visita o Brasil

18 de junho de 2016

Entrevista com o Pe. Bern Biberger

jun_pebibergerIr. M. Nilza P. da Silva – De 14 de maio a 16 de junho, o Diretor Geral do Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt visitou pela segunda vez a comunidade no Brasil. Desta vez, ele pode conhecer as filiais e alguns centros de Schoenstatt, em vários estados, assessorados pelas Irmãs da Província Schoenstatt-Tabor, com a sede em Atibaia/SP.

Pe. Biberger, ordenado em 1993, pertence ao Instituto Secular dos Sacerdotes Diocesanos de Schoenstatt, na Diocese de Rottenburg-Stuttgart. Antes de assumir a tarefa de Diretor Geral, atuava como Docente Universitário e realizava o seu pós-doutorado. Atualmente, dedica-se exclusivamente ao Instituto das Irmãs de Maria – aproximadamente 1.900 Irmãs nos cinco continentes. Segue a primeira parte da entrevista com ele:

Por que o senhor deixou a carreira ascendente acadêmica para ser Diretor Geral?

Quando as Irmãs de Maria me perguntaram se eu estava pronto para assumir a missão como diretor geral do Instituto, procurei ver o que Deus queria. Se ele queria que eu continuasse a carreira universitária ou se ele queria que eu o servisse na Família das Irmãs de Maria. Como eu mesmo sou membro de um Instituto Secular de Schoenstatt, tinha muita clareza sobre o significado desta tarefa e por isso me coloquei ao dispor para assumi-la.

Qual a tarefa do Diretor Geral das Irmãs de Maria?

O Instituto das Irmãs de Maria, segundo o desejo do Fundador, é constituído como Família e tem na direção geral, o Diretor Geral, com a tarefa de pai, e a Superiora Geral, com a tarefa de mãe. Na prática, isso significa que o Diretor Geral cuida das Irmãs. Ele assume tarefas de direção, de inspiração, de educação e também a tarefa sacerdotal.

O senhor já visitou todas as filiais das Irmãs de Maria em todo o Brasil, com isso, tem uma visão sobre as Irmãs em nosso país e também entrou um pouco em contato com a Igreja – visitou também alguns bispos – e com algumas pessoas do Movimento de Schoenstatt. Qual a sua visão sobre a Igreja e o Movimento no Brasil?

Experimentei aqui no Brasil uma Igreja muito viva. Por exemplo, as celebrações vão ao encontro da realidade das pessoas. As pessoas tem uma piedade natural, uma grande vinculação e amor a Mãe de Deus. Experimentei os centros de Schoenstatt como lugares importantes, para onde acorrem muitas pessoas. Pela Campanha da Mãe Peregrina, a Mãe de Deus encontra muitas pessoas. É admirável o número de pessoas que ela visita. Isso faz com que também o Movimento de Schoenstatt cresça sempre mais.

Vivenciei também como o Movimento vive da herança deixada pelo Pai e Fundador em suas visitas ao Brasil. As pessoas aceitam com muita alegria o Ideal Tabor.

O que o senhor leva dessa visita para a Alemanha?

Retorno para Schoenstatt com uma grande gratidão pelo que a comunidade das Irmãs de Maria realiza no Movimento de Schoenstatt e na Igreja no Brasil. Tenho muita alegria com a grande fé e o entusiasmo das Irmãs. Impressiona-me, principalmente, como elas vivem a Filialidade Heroica. Isso é uma grande motivação para que eu também viva esse grande ideal.