Diocese de Jundiaí abre o jubileu de ouro no Santuário

15 de fevereiro de 2016

Numa grande festa de misericórdia.

santuarioKaren Bueno – A Diocese de Jundiaí/SP abre as comemorações do jubileu de ouro neste domingo, 14 de fevereiro, no Santuário Tabor da Permanente Presença do Pai, em Atibaia/SP. Junto com 6.000 pessoas, aproximadamente, o Bispo Diocesano coloca sob o olhar da Mãe e Rainha a gratidão e as preces por esse ciclo que se encerra e recomeça, rumo aos próximos 50 anos.

Desde o começo da celebração todos já sabem: esse é um dia de festa! A comemoração se torna ainda mais solene ao recordar os 30 anos da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt (CMPS) na Diocese de Jundiaí. Desde 1986 as imagens peregrinam entre as famílias, levando as graças do Santuário. Na entrada da Tenda há uma exposição de cartazes com fotos e frases contando como a Campanha se desenvolveu em cada paróquia.

“Como família, estamos reunidos pedindo e, principalmente, agradecendo a Mãe pelas graças que ela nos dá no dia a dia quando visita a nossa casa e quando caminha conosco em nossa Diocese”, aponta o coordenador diocesano da CMPS, Evangelista Pinheiro.

De filho pródigo a homem novo

A abertura da festa começa com uma caminhada de reconciliação, refletindo sobre a miséria e debilidade que o pecado gera. Cada um é convidado a reconhecer suas culpas e sua pequenez para participar da infinita festa da misericórdia do Pai. Na tenda dos Peregrinos, a catequese aponta que, por maior que seja o pecado, o amor de Deus é incomparavelmente maior e toca a todos. A misericórdia é a grande mensagem dessa manhã.

A vivência leva todos a se colocarem no papel do filho pródigo, que abandona o lar paterno, mas depois retorna arrependido, pronto a ser um homem novo. Com música, perguntas e reflexões a festa da misericórdia se desenrola e é impactante como alcança a todos, apesar do grande número de pessoas.

Já reconciliados com o Pai, com “roupa nova, sandália e anel”, chega o momento de colocar-se diante do Senhor em adoração eucarística. A expressão de amor ao Pai se vê nos olhos e gestos da multidão. Caminhado com o Senhor, vão ao encontro da Mãe, que tem um grande presente para cada um.

Na Porta Santa está a marca da misericórdia

jesus porta da misericordia

Nesse Ano Santo a Diocese de Jundiaí tem o privilégio de levar a primeira romaria organizada a passar pela Porta Santa da Misericórdia e alcançar a graça da indulgência plenária das penas dos pecados. O domingo é de sol e calor intenso, com temperatura alta durante todo o dia. Mesmo assim, a fila para atravessar a Porta Santa não diminui, todos querem “tocar” e sentir o amor do Pai.

Como a maioria dos peregrinos, Fátima Lucia de Castro, de Várzea Paulista/SP, enfrenta a grande fila para visitar o Santuário e permanece animada, grata por estar ali com o marido e as três filhas: “Estou um pouco ansiosa para passar pela Porta Santa. Eu recebi uma graça muito grande, por isso estou feliz de estar aqui e agradecer. Hoje levo meu coração para a Mãe, que está cheio de alegria para ela”.

A expressão daqueles que saem do Santuário é diferente, contagiados pela transformação da misericórdia. “A fé se renova. É possível sentir a misericórdia do Pai, você se sente mais leve, mais limpo, parece que sua alma se renovou também”, diz Bianca Souza Almeida, de Jundiaí.

Ser fiel, como Jesus

Depois do almoço os peregrinos se reúnem novamente para a oração do Terço. A concentração vai recebendo cada vez mais pessoas e logo a Tenda fica completamente tomada. No início da Missa todos acolhem as imagens da Mãe Peregrina Auxiliar dos setores da Diocese e em seguida recebem os sacerdotes, o Bispo e toda equipe litúrgica.

Logo de início Dom Vicente Costa chama à frente os coordenadores diocesanos da CMPS, que apresentam os números estimados da Campanha na Diocese:

– Das 66 paróquias, a Campanha da Mãe Peregrina está presente em 61 delas;
– São 250 coordenadores de grupo;
– 1.890 imagens peregrinas;
– 60 mil famílias que recebem a Mãe e Rainha regularmente.

bispo mae

O sorriso nos lábios do Bispo comprova sua satisfação pelo esforço dos missionários.

Na homilia Dom Vicente pontua que Maria nunca faltou e nunca faltará na história da Diocese de Jundiaí. Sobre o evangelho ele cita as três tentações sofridas por Jesus como um desafio atual para cada cristão: Primeira tentação, a fome. “É a tentação do homem moderno, cada vez mais temos fome de bens materiais, riqueza, prazer, porém não sentimos fome de Deus”. Segunda tentação, o poder. “Como o poder sobe à nossa cabeça?! O povo se vende ao dinheiro pelo poder, mas Jesus mostra que veio para servir. A sede de poder é o motivo pelo qual recordamos o tema da Campanha da Fraternidade deste ano, é pelo poder que o homem destrói nossa casa comum”. Terceira tentação, o desejo de milagres visível para crer. “Isso leva a uma religião superficial, que somente atenda às nossas necessidades e não ao desejo de Deus”.

O centro da mensagem de Dom Vicente diz que cada um deve permanecer fiel ao amor do Pai, como Jesus: “Todos nós – padres, bispos, casados, solteiros – somos tentados. Jesus podia, como homem, cair na tentação, mas ele permaneceu fiel e essa lição vale também para nós”.

Rumo a novos tempos

Depois dos momentos tocantes da comunhão vêm os agradecimentos e despedida com a bênção, também o envio da imagem Peregrina Auxiliar para um setor da Diocese, sempre com o sorriso e incentivo do Bispo.

Para a primeira missionária da CMPS na Diocese, Rita Aparecida Fonte Basso, de Jundiaí, essa é uma ocasião de graças. “Estou há 30 anos nessa Campanha e ainda sou maravilhada com tudo que vivo. O começo foi assim: Uma amiga me falou: ‘Organiza as 30 casas que eu vou trazer uma imagem da Mãe e Rainha para você’. No dia 26 de junho de 1986 ela trouxe essa imagem. Eu nem conhecia o Santuário, o Movimento, mas adorei entrar e com o tempo fomos conquistando o apoio do pároco e conseguimos enviar mais 18 imagens. Eu aprendi muito nesse tempo, a amar Maria, amar a natureza, o ser humano”.

Na despedida ainda dá tempo de alguns darem uma “passadinha” rápida no Santuário para falar com a Mãe. Para todos, este é só o começo de um ano inteiro de festa que terá seu auge no dia 6 de janeiro de 2017, quando a Diocese enfim completa 50 anos de missão.