Diocese de Campo Limpo, na casa da Mãe

19 de abril de 2016

“As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem” (Jo 10, 27).

igreja bispoKaren Bueno/Ir. M. Nilza P. da Silva – No domingo do Bom Pastor, muitas “ovelhas” vão ao seu encontro no Santuário da Mãe e Rainha em Atibaia/SP, a maioria vinda da Diocese de Campo Limpo, em São Paulo/SP. No Ano Jubilar da Misericórdia, a grande alegria dos mais de 5.000 peregrinos é atravessar a Porta Santa e receber a graça da indulgência plenária como um grande presente de amor do Pai, sob o cuidado e a intercessão da Mãe Três Vezes Admirável.

Um dia de misericórdia

A programação ajuda a vivenciar a misericórdia de Deus. Com uma caminhada penitencial, são convidados a dar o primeiro passo para se despir do homem velho e abrir o coração para que a graça possa atuar. Na Tenda dos Peregrinos, acompanham uma vivência da misericórdia, que convida a olhar para a vida passada e descobrir o atuar de Deus nas circunstâncias diversas. Cada um pode se colocar no lugar do filho pródigo, como na parábola bíblica, e voltar arrependido para a casa do Pai.

A festa do amor continua com a adoração eucarística: todos reunidos ao redor do Bom Pastor. Diante de Jesus, colocam as vidas e histórias, marcadas, desde sempre, pela misericórdia divina.

Efigênia Lidia Oliveira, de São Paulo/SP, tem sua vida marcada pelo amor de Deus que vivencia neste lugar de graças. Ela expressa sua alegria: “Aqui é tudo muito lindo! Quando eu venho, recebo muitas bênçãos, muitas graças. Tudo que eu pedi aqui no santuário, eu consegui. Então, toda vez que tem romaria para cá, não deixo de vir. Agradeço a Mãe e Rainha por tudo o que tem me dado nessa vida, ela sabe todos os meus pedidos”.

Uma porta santa que acolhe e envia

Após a bênção do santíssimo, todos seguem para a passagem pela Porta Santa, marcada por profundo sentimento de emoção e gratidão. A multidão se reúne nos arredores do pequeno Santuário e aos poucos vão entrando neste lugar de encontro com a Mãe de Misericórdia. Maria Félix da Cruz compartilha: “Vou levar desse dia um coração limpo e bastante ‘milagres’ para os meus filhos”. A Sra. Luzia Rodrigues Gomes revela: “levo muita alegria e muita paz no coração para minha família inteira”.

Para o coordenador diocesano da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt em Campo Limpo, Sr. Antônio José da Silva, essa peregrinação fortalece cada vez mais a missionariedade na Campanha: “A Porta Santa trouxe como riqueza o encontro mais próximo com Jesus, aquele amor que só Jesus tem por nós. A peregrinação é uma forma de demonstrar esse amor que nós também temos por ele”. O Ano da Misericórdia, para o coordenador, é uma oportunidade de conhecer a grande mensagem do Fundador de Schoenstatt depois do exílio: “Quando o Papa proclamou o Ano da Misericórdia, ele veio ao encontro de tudo aquilo que nós queríamos. A gente vê que o Pe. Kentenich sempre conduziu para a misericórdia, como nesse Ano Santo. Em nossa Diocese, estamos sentido as pessoas se engajando mais, demonstrando mais amor.”.

Chamados pelo amor de Jesus

À tarde, a Santa Missa é presidida pelo Bispo Diocesano de Campo Limpo, Dom Luís Antônio Guedes. Ele afirma que escutar a voz do Pastor, de Jesus, é “a nossa vocação”. Quando o evangelho diz “eu as conheço”, significa que o Senhor nos ama: “Somos chamados a escutar a voz de Jesus, conscientes de que somos amados por ele, e seguir o que ele nos diz”. O Bispo questiona: “Será que escutamos a voz do Pastor verdadeiro que é Jesus? Ou escutamos outras vozes? Somos convidados a prestar atenção na voz de Jesus, a ouvi-la”.

Na Eucaristia, cada um pode se unir filialmente ao Bom Pastor, escutar sua voz e revelar a prontidão em segui-lo. Na consagração à Mãe de Deus, no final da Missa, entregam tudo à Maria, a mãe Misericordiosa do rebanho do Senhor.

Para a Sra. Luzia Aparecida Casimiro Silva, esse é um dia especial de graças: “Aqui a gente esquece tudo. Vou levar muita bênção, muita libertação para os meus filhos, muita paz, muita união na família”. E, como muitos na multidão, ela se despede com esperança de retornar: “Se Deus quiser, eu vou voltar!”.