Crescer na Vinculação ao Pai

9 de agosto de 2015

O Fundador ensina três passos.

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Pe. Nicolás Schwizer – Há uma proposta do Pe. Kentenich, fundador do Movimento Apostólico de Schoenstatt, para crescer em nossa proximidade e vinculação ao Pai. Ele a chama: andar na presença de Deus. Consiste em três atos simples: “olhar frequentemente a Deus, com olhos de fé; conversar com frequência com Deus; com amor filial; oferecer com frequência sacrifícios à Deus”.

E acrescenta: Se querem saber por que não chegam a uma vinculação mais profunda com Deus, só tem que se perguntar: Qual ou quais destes três elementos não estou vivendo?

1. Olhar frequentemente ao Pai, com olhos de fé. Como posso fazê-lo, apesar das minhas atividades? Lembremos o tempo de nosso noivado. É evidente, quando dois se querem bem, têm saudades e se comunicam mutuamente. Dessa experiência, tenho que aprender para cultivar o meu amor a Deus. O que fiz naquele tempo de modo espontâneo, agora tenho que aprender a fazer por meio de exercícios. Devo treinar olhando para o Pai várias vezes ao dia. Sem esse esforço, nunca chegarei a um relacionamento mais pessoal com Ele.

Concretamente, deveria aproveitar melhor o meus momentos de oração, de leitura espiritual e de meditação para que sejam realmente encontros pessoal com Deus.

2. Conversar com frequencia com o Pai, com amor filial. Como posso conversar com frequencia com o Pai? Para muitos, ainda é difícil rezar, entrar em diálogo profundo e pessoal com Ele. Entretanto, a oração é absolutamente necessária, porque é a respiração da alma. Sem a oração não podemos sobreviver.

Cada momento de oração deve acrescentar em nós o amor a Deus, a entrega amorosa a Deus Pai. Tenho que aprender a dialogar com Deus Pai sobre as coisas diárias de minha vida. Pe. Kentenich é da opinião que seríamos mais serenos interiormente e mais sadios psiquicamente, se levássemos a Deus os nossos problemas diários, conversáramos com Ele, se refletíssemos sobre eles nos encontros diários com Deus.

Creio que devemos buscar um tratamento mais íntimo, mais espontâneo, mais simples e mais filial com Deus Pai.

O ideal ao qual devemos aspirar é rezar não somente com frequência, mas rezar sempre. São Paulo também diz: “Orem sem cessar” (1 Tes. 5 17). O que se entende por isso? É a disponibilidade do coração de nunca negar algo para Deus: uma abertura permanente para seus desejos, uma atitude de Lhe responder sempre sim, uma disposição interior de adorar a vontade do Pai em cada circunstância.

É a experiência misteriosa de que nunca estou só, porque Deus está sempre comigo e em mim. Esse contato permanente com o Pai supõe que minha alma está abrigada em Deus até o subconsciente. Isso só é possível se o Espírito Santo nos presenteia os seus dons.

3. Oferecer com frequência sacrifícios ao Pai.

Se quero aprender a viver na presença de Deus, então é evidente que devo também lhe oferecer sacrifícios. Com minha natureza humana, tão frágil e limitada, não posso esperar chegar a uma vinculação plena de amor sem um espírito de mortificação heróica. Sob a ordem do pecado e da cruz, não existe o amor sem o sacrifício.

O que poderia lhe oferecer? Coisas da vida diária. Por exemplo: os sacrifícios que garantam a educação de meu temperamento ou caráter; o sacrifício que significa para muitos de nós, nosso trabalho profissional exemplar; nossa luta por levar adiante, com dignidade, o matrimônio e a família…

Perguntas para a reflexão

1. Tenho momentos de encontro com Deus?
2. Conto-Lhe minhas alegrias e sofrimentos?
3. É difícil para eu fazer sacrifícios e oferecê-los a Deus?

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