Conheça a nova Cruz da Basílica da Medianeira

3 de setembro de 2015

Um trabalho das Irmãs de Maria de Schoenstatt.

cruz

Ir. M. Nanci Meister – O trabalho de arte sacra realizado no atelier ”Metalarte JK”, das Irmãs de Maria de Schoenstatt, com sede em Santa Maria/RS, foi inaugurado no dia 30 de agosto de 2015.

Dom Hélio Adelar Rubert, Arcebispo de Santa Maria, oficializou a solene bênção do “Cristo Mediador”, idealizado por Ir. M. Senira Biscaro e Tecla Hoppe. O projeto foi executado pelas duas artistas plásticas com a valiosa colaboração de Ir. M. Roseli Romanzini, especializada na Alemanha em trabalhos de ourivesaria.

A obra foi realizada em tempo recorde. Ir. M. Roseli explicou que, graças ao apoio e à colaboração espiritual da comunidade, foi possível completá-la em apenas três meses: “Foi um trabalho em conjunto. Enquanto trabalhávamos, as Irmãs e pessoas amigas nos acompanhavam com suas orações, pedindo pelo bom andamento do mesmo. A expectativa de vê-lo concluído era muito grande, porém, maior ainda era o desejo de que, por meio desta representação do ‘Cristo Mediador’, muitos devotos da Mãe Medianeira possam chegar mais perto de Deus”.

É a terceira vez que a Metalarte JK foi solicitada para dar seu valioso contributo de arte sacra, na Basílica de Nossa Senhora Medianeira. A primeira foi a idealização e execução do trono da Mãe Medianeira, a segunda foi a configuração da Capela do Santíssimo. Com a inauguração da grande cruz, no centro do presbitério, completa-se o embelezamento da Basílica. As Três obras de arte formam um conjunto harmonioso, em que a luz joga um papel fundamental. “Cristo Mediador”, a grande LUZ do mundo, quis associar a si sua Mãe, como Medianeira entre nós e o Redentor. A tarefa de Maria é apontar Cristo: “fazei o que ele vos disser!”.

No dia da inauguração, os muitos devotos da Mãe Medianeira ali presentes expressaram a alegria de ter finalmente uma cruz digna de tão importante basílica. “Parece que Jesus vem ao nosso encontro, de braços abertos”, diziam muitos. Que Jesus possa abraçar-nos em todos os momentos de nossa vida, sejam eles de alegria, dor, sofrimentos ou angústias. Mesmo as pessoas que, indiferentes, o contemplem possam sentir que Ele os acolhe assim como são. Em Jesus, somos todos filhos de Deus, Pai de misericórdia.

Significado das diversas partes da Obra:

Na trindade, Jesus é o Mediador!

1. A Santíssima Trindade – Pai e Filho e Espírito Santo – é o primeiro e maior mistério da nossa fé cristã. Desse mistério provém a auto comunicação do Deus Amor que dignou-se falar com o ser humano. Nesta arte sagrada, o Espírito Santo e a Mão de Deus Pai são feitos de forma mais “estilizada”, pois são simbólicos, mas a imagem de Jesus possui forma próxima à humana, porque Ele se tornou humano para chegar até nós. É a ação conjunta da Trindade Santa; onde um age, agem todos os outros.

2. A mão de Deus Pai é a mão do Pai rico em amor e misericórdia, mão criadora, mão que se movimenta como que acariciando e distribuindo graças ao longo da história. A Mão que derrama com o Espírito Santo todo o bem que Deus oferece a humanidade. Recorda-nos o atuar da Divina Providência, que guia e conduz nossas vidas.

3. O Espírito Santo, representado no símbolo da pomba, quer transmitir a relação de amor entre o Pai e o Filho. Por isso a mão de Deus Pai segura o Espírito Santo que se derrama sobre o Filho, e nele chega até nós. Mas a figura extrapola os limites da mão e da Cruz, simbolizando que a graça generosa e infinita de Deus transborda infitamente.

4. A Cruz é o sinal eficaz da nossa redenção. Em estilo “cônico”, suas hastes nos conduzem ao infinito. É o maior símbolo desta arte, por ser também o grandioso madeiro, trono sagrado do corpo de Deus feito homem. A cor da madeira reflete a árvore bruta, mas árvore nobre do lenho sagrado.

5. Ao fundo está o sol dourado. O sol foi cantado por Zacarias: “Sol nascente que nos veio visitar”. Assim encerrou-se o Antigo Testamento e em Cristo – Sol Nascente, nasce o Novo Testamento.

6. Jesus Mediador é o centro desta arte sagrada. É o Crucificado-Ressuscitado. Glorioso com os braços abertos, Ele acolhe e abraça cada um que entra neste santuário. Nele, duas vestes: a veste branca representa a humanidade que ele assumiu e a veste vermelha é a sua divindade que revestiu nossa frágil humanidade. A imagem traz em si um movimento, Ele permanece conosco, mas ao mesmo tempo sobe ao céu. Ele não está morto, mas vive! Por isso é o Mediador entre o Pai e nós. É o Filho da Medianeira. Ele e Ela neste santuário sagrado esperam, amam e abençoam cada um de nós que daqui se aproxima.

Fonte: tabormta.org