Congresso Internacional: Uma família de famílias

15 de julho de 2016

Começa o encontro da Coluna Familiar.

familiaKaren Bueno – Abraços, saudações, sorrisos, familiaridade marcam a abertura do Congresso Internacional da Obra das Famílias de Schoenstatt, sobre a Beleza da Vocação Matrimonial. É um encontro que reúne diversos sobrenomes, mas somente uma identidade que define a todos: a Aliança de Amor – são todos parte da única e grande Família de Schoenstatt.

O encontro começa nesta noite, 15 de julho, em Londrina/PR, reunindo 232 participantes, entre casais e filhos, Padres e Irmãs de Maria de Schoenstatt. São representantes da Liga e da União Apostólica e do Instituto de Famílias de Schoenstatt, vindos da Alemanha, Argentina, do Paraguai e do Chile, além do Brasil.

Um tesouro

A proposta de se aprofundar na beleza da vocação matrimonial tem como pano de fundo o exemplo do casal Helene e Fritz Kühr, que foram os primeiros a assumir a missão de Schoenstatt em sua vocação de esposos. À frente da sala de encontros, chama a atenção uma singela urna de madeira: “Talvez seja esse o grande motivo que nos fez estarmos aqui, muitas vezes movendo montanhas para acompanhar esse momento”, comentam o casal Gislaine e Marcelo Mafra, introduzindo a noite.

O conteúdo tão valioso da urna são os restos mortais da Sra. Helene Kühr, que serão sepultados neste sábado junto ao túmulo do seu esposo, ao lado do Santuário de Londrina. “É um momento de grande emoção e júbilo, pois Deus une novamente aquilo que a natureza humana separa. Que seja uma ocasião de muitas graças para toda a Obra das Famílias de Schoenstatt”, acrescentam os Mafra.

Sementes e semeadores

O casal superior do Instituto de Famílias de Schoenstatt no Brasil, José Roberto e Bernadete Nassif, abre o Congresso com a parábola bíblica do semeador. As sementes lançadas no solo fecundo da Obra familiar, dizem eles, são as palestras, vivências, convivências, toda a alegria gerada pelo Congresso, distribuídas por todos aqueles que prepararam esse evento internacional – os atuais semeadores. “Que essas sementes levem frutos para a Obra das Famílias, para a Obra de Schoenstatt, para a Igreja e o mundo”, dizem eles.

Para acender a vela que acompanhará os dias de encontro, são convidados os casais da geração de 1974, que acompanharam o translado dos restos mortais do Dr. Kühr para o Santuário, também os assessores das famílias na época.

Terezinha e Nivaldo Abram acompanharam essa corrente de vida em 1974, também participaram do sepultamento da Sra. Kühr anos depois. Terezinha afirma: “Assim como o Dr. Kühr marcou muito a nossa vida como casal, se olhar para a vida de Helene, também temos momentos fortes. São momentos e sinais da Providência a que somos muito gratos, pois ajudamos a construir essa história. Posso dizer que participar desse translado é um momento histórico e inédito, onde colocaremos um casal que viveu intensamente o amor matrimonial através do sacrifício e que agora repousarão juntos à sombra do Santuário”.

Ainda tem mais…

Uma vivência preparada pelos noviços do Instituto de Famílias recorda a vida do casal Kühr com um vídeo e convida a espalhar sua luz, seu exemplo, pelo mundo. A vivência culmina com a adoração eucarística, colocando toda a Obra das Famílias, em especial os participantes do Congresso, diante do Senhor.

A noite é curta para tantas experiências e a expectativa só aumenta, pois a ocasião histórica está apenas começando, em breve virão mais momentos profundos e repletos de simbologia, que certamente marcarão a história da Coluna Familiar da Obra de Schoenstatt.