Confederação Apostólica: cem anos de unidade e missão!

5 de maio de 2016

“O reino dos céus é comparado ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha e que faz fermentar toda a massa” (Mt 13, 33).

roma-igreja-maeKaren Bueno – Com o intuito de ser fermento para a Igreja e unir todas as forças apostólicas, Pe. José Kentenich se aprofunda numa ideia originária de São Vicente Pallotti para determinar um dos três objetivos apostólicos da Obra de Schoenstatt.

Ele chama de “Confederação Apostólica Universal” (CAU) o propósito de promover a união das forças apostólicas – a nível paroquial, diocesano, nacional e internacional – em todos os campos sociais, para enfrentar, em comum, o desafio e a tarefa evangelizadora que a realidade atual apresenta para a Igreja.

Na prática, isso significa que cada pessoa, comunidade ou ramo do Movimento Apostólico de Schoenstatt deve contribuir, com suas características próprias, para gerar a unidade na pluralidade. A Confederação Apostólica Universal implica a superação do espírito de divisão, das rivalidades e do individualismo, que muitas vezes marcou as comunidades nos séculos passados e que pode ameaçar a unidade da Igreja.

Como Schoenstatt vive isso?

A gente pode se perguntar: Como podemos realizar isso hoje? O diretor nacional do Movimento, Pe. Alexandre Awi Mello, orienta: “Nós devemos motivar sempre mais para que a Igreja trabalhe em conjunto, reunindo os diferentes organismos eclesiais, inclusive os movimentos. Por exemplo, participar dos encontros de movimentos, os eventos que reúnem os carismas”.

Vejamos alguns casos práticos de como a Família de Schoenstatt, em vários locais, concretiza isso atualmente:

– Juventude Apostólica: em várias cidades a juventude de Schoenstatt participa do Setor Juventude da Diocese, dos eventos nacionais – como a Romaria Nacional, que ocorreu recentemente, do projeto Rota 300 de Aparecida – nas diversas atividades da paróquia, etc.

– Terço dos Homens Mãe Rainha: reúne cada vez mais homens para rezar o Terço e, consequentemente, se envolvem na vida da comunidade; são abertos para todos os que querem rezar e realizam diversas ações sociais ao longo do ano.

– Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt: une as famílias em uma grande rede de graças; integra outras forças apostólicas e carismas, também aqueles que estão afastados da Igreja e trabalha em conjunto com as demais pastorais.

– Irmãs de Maria de Schoenstatt: assessoram o Movimento e também estão inseridas na vida da Diocese a qual pertencem, liderando e animando ações apostólicas e respondendo ao Bispo como pastor; integram os órgãos da CNBB que coordenam os Institutos Seculares e comunidades religiosas e consagradas.

Pe. Alexandre cita outros exemplos: “Nós temos a graça de ter um representante da Juventude Masculina justamente num órgão que coordena, em nível nacional, as diferentes forças apostólicas que trabalham com jovens. Em todos os encontros nacionais de jovens nós temos participado”. Contudo, é necessário avançar nessa tarefa, acentua o diretor nacional: “Poderíamos ajudar mais, por exemplo, na Pastoral Familiar. Houve um tempo em que uma Irmã de Maria era secretária nacional da Pastoral Familiar na CNBB e ajudou a articular as forças dessa pastoral, esse é mais um exercício da missão”.

Como eu posso contribuir com a CAU?

Na vida diária há muitas maneiras de promover a unidade na diversidade, começando pela família, que deveria ser o exemplo primeiro de unidade. Nela todos os integrantes – pai, mãe, filhos, avós, tios, etc. – se complementam mutuamente sem perder a originalidade pessoal. É possível ser fermento em minha família me atentando para a vivência da unidade: os pais saberem da vida dos filhos e vice-versa; ter um tempo produtivo juntos; diálogo; oração e muitas outras atividades. Isso prepara o coração para a aceitação dos diversos carismas e apostolados em suas diferenças.

O trabalho na Igreja, seja em nível paroquial, diocesano, qual for, é um excelente campo para colaborar com a CAU. Por exemplo, estar sempre unido aos diversos grupos e pastorais da paróquia, trabalhando em conjunto para gerar bons frutos para o todo; participando das reuniões e eventos da comunidade, realizando trabalhos em parceria com outras pastorais, estando próximo dos irmãos de comunidade e do pároco. Se pertenço a algum ramo ou comunidade de Schoenstatt, representá-lo na vida da comunidade e colocar-me a serviço da Igreja.

No trabalho, na escola, na universidade, nas várias atividades também é possível colaborar com a CAU, gerando um ambiente de unidade. Por exemplo: evitando intrigas e fofocas, estando unido às pessoas de outros setores, promovendo encontros para integração, colaborando mutuamente com as necessidades do próximo, etc. O mais importante é estarmos unidos por um bem comum.

“A Família de Schoenstatt deve estar especialmente interessada nisso, pois isso é parte da nossa missão. E não só estarmos interessados, mas ajudar para que isso aconteça, participar da organização”, acentua Pe. Alexandre. Pe. Kentenich sonhava Schoenstatt como o Movimento que é coração da Igreja; realizar a missão da CAU é ser, de fato, esse coração pulsante: “Que significa ‘coração’? Significa ser a força de amor mais profunda possível e por ninguém ultrapassável. O poder de amor que conquista toda a Igreja e a preenche totalmente de heroísmo. A força do amor – tal é nossa missão” (Conferências de Roma, 1965-66).

Fonte de pesquisa

ANDRACA, Pe. Rafael Fernandez. 150 preguntas sobre Schoenstatt. Instituto Secular Padres de Schoenstatt. 1ª Edição, São Paulo/SP: 2011.

NIEHAUS, Pe. Jonathan. Herois de Fogo. Instituto Secular dos Padres de Schoenstatt. 2ª Edição, 2004.