Como descobrir minha vocação?

17 de abril de 2016

Dicas para um momento muito importante.

seminaristasKaren Bueno – A Igreja oferece infinitas possibilidades de caminhos vocacionais a seguir – a pessoa pode se casar, pode se consagrar, ser celibatária, tudo isso estando ligada a uma das muitas comunidades, congregações ou movimentos religiosos. Contudo, somente um único caminho é sonhado por Deus para a vida de cada um, o grande desafio é descobrir qual é esse plano de amor que o Pai sonhou.

O discernimento vocacional não é fácil, está permeado de muitas dúvidas e incertezas, mas quando inspirado pelo Espírito Santo, leva á realização de uma felicidade sincera e nobre. “A vocação se revela na medida em que nos deixamos penetrar profundamente por Deus. Começa com um desejo ardente de querer algo mais, um sentimento de mudança de vida, o mundo já não nos satisfaz. Indecisões, perguntas, medo de equivocar-se, sensação de nunca conseguir tomar uma decisão fazem parte deste processo interior de busca pela verdadeira felicidade querida por Deus”, comenta a Srª Ana Christina Melquiades, do Instituto Nossa Senhora de Schoenstatt.

O que fazer então?

A vocação humana é um caminho pessoal de descoberta, mas algumas dicas podem ser úteis àqueles que buscam reconhecer o plano de Deus para sua vida.

Pe. Afonso Wosny, do Instituto Secular dos Padres de Schoenstatt, aponta três coisas que considera importante no processo de discernimento vocacional: “Uma vida de oração intensa, de diálogo com Deus, porque a vocação nasce do amor a Deus, a vocação é uma história e um caminho de amor, ela é fruto de uma relação pessoal com Deus e com o mundo de Deus. Outra coisa é um acompanhamento espiritual, de preferência com um sacerdote, uma pessoa com quem você possa se abrir sem nenhuma pressão, que juntos procurem a vontade de Deus. A terceira coisa é algo que nosso Fundador sempre dizia, ficar bem atento às vozes de Deus no coração, às vozes da alma – o que eu sinto dentro se mim, no meu coração, na minha consciência, que está muito forte?”

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A Srª Ana Christina concorda e acrescenta: “Para tomar uma decisão é preciso dialogar com Deus, pois é a sua vontade que desejamos realizar. Manter uma intensa vida espiritual, rezar ao Espírito Santo, manter o vínculo com o Santuário e principalmente dar tempo para que Ele fale e atue, estando atentos aos acontecimentos diários – Deus fala por meio das circunstâncias”.

O Ir. Douglas Moreira, do Instituto Secular dos Irmãos de Maria de Schoenstatt, optou por uma vida leiga consagrada em comunidade, e revela: “O segredo para descobrir a vocação, sobretudo, é saber que somos chamados a sermos instrumentos nas mãos da Mãe, e que Deus nos chama primeiro, Ele tem um plano específico para cada um de nós”.

Toda vocação exige desprendimento, de si mesmo, da casa paterna, de uma vida confortável: “Chega uma época na vida em que a gente se pergunta: ‘para que eu nasci? Para onde vou?’. Tanto na vida consagrada como na vida matrimonial, esse momento pede um salto no escuro, você não sabe o que te espera, então é preciso confiar que Deus sabe o que é melhor para nós”, diz Ir. M. Bruna Sturba de Renzo, do Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt.

Como ter clareza do plano de Deus para minha vida?

Para Pe. Afonso, é muito difícil uma pessoas ter certeza absoluta da vocação antes de dar um primeiro passo: “Vamos descobrir se esse é realmente o nosso caminho examinando a própria consciência, o próprio coração constantemente, e observando algumas coisas que são frutos do Espírito Santo, por exemplo, a paz, a alegria que sentimos. Quando seguimos a vocação que Deus planejou para nossa vida, mesmo que ela exija algo difícil, isso não tira a força e vontade de viver, pelo contrário, dá alegria, essas renúncias nos fazem crescer. Mas somente depois de se lançar, pelos frutos, que você vai ter a certeza”.

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Quando se está no caminho certo, o coração vai revelando pouco a pouco: “Nós nos lançamos nos braços de Deus e, como consequência, encontramos a paz interior, a alegria de servir, de entregar-se, de sacrificar-se, porque acima de tudo é o plano de Deus que se realiza em nós. Acreditar no plano de Deus, ter fé e desprender-se de si mesmo, é fundamental para o salto da decisão”, afirma a Srª. Ana Christina.

Ao descobrir qual é seu caminho, “você tem que ter uma firmeza muito grande e uma base muito forte, ter a certeza de que Deus te escolheu e que você foi chamado para aquilo”, ressalta Joelma Melo, da União Apostólica Feminina de Schoenstatt.

Alegria é a palavra chave para ter clareza vocacional. “Nossa história pessoal é uma história de aliança, ter certeza dos planos de Deus para nossa vida, primeiro nos remete a fazer uma larga avaliação do que Deus quer nos dizer por meio da nossa história de vida, e também usar da Fé Prática na Divina Providência. Assim conseguimos captar o plano de Deus para nossa vida. E, sobretudo, quando se faz com alegria, estamos no caminho certo”, diz Ir. Douglas.

Liberdade e confiança

Pe. Afonso diz que o vocacionado deve ter muita liberdade interior para decidir e confiança de que Deus vai cuidar: “Temos que ter fé que ele vai mostrando. Se foi ele quem colocou a pergunta vocacional no coração do jovem, ele vai falando, mostrando, confirmando. E a alegria e realização que surgem no coração quando damos um ‘sim’, surgem dele”.

O Catecismo da Igreja Católica afirma que, antes de qualquer coisa, “Deus criou o homem por amor, também o chamou para o amor, vocação fundamental e inata de todo ser humano. Pois o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, que é amor” (1604).

“A vocação é um presente de Deus, uma graça que recebemos de sua infinita misericórdia, é querer assumir livremente a missão que Deus entrega a cada um de nós, seja no caminho da vida matrimonial ou no caminho da vida consagrada”, ressalta Srª Ana Christina Melquiades.

  • Rozi Toledo

    Hoje em uma das reuniões da Mãe Peregrina, ouvindo um testemunho de uma das mais antigas coordenadoras, contando como foi sua trajetória, senti a voz da Mãe, me mandando dar um recado para aquela senhora que eu nunca tinha visto. Apenas senti sua vibração, senti o quanto fora especial o trabalho que ela desenvolveu. Meu peito queimava e uma voz no meu interior, me mandava tranquiliza-la sobre uma certa situação. A voz também me dizia que para ser missionária não era para qualquer uma, tinha que ser convidada, e esse convite, viria de Nossa Senhora, ela escolhia. Meu peito continuava queimando ao sentir tudo isso.
    Bom acabou nossa reunião, me aproximei da senhorinha que eu deveria dar o recado do que eu avia sentido e falei tudo.
    Ela ficou muito emocionada, disse que a Santa havia me feito um convite para ser missionária, que ela havia falado comigo.
    Fiquei feliz mas assustada. Por esse motivo resolvi, ler este artigo sobre a Mãe Peregrina, o que me ajudou muito.