Com Pozzobon: viver a misericórdia!

30 de junho de 2016

Celebração do aniversário de seu falecimento

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Cada ano, em Santa Maria/RS, o dia do falecimento de João Luiz Pozzobon, iniciador da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt, é preparado com um tríduo. Neste ano, essa celebração estava sob o lema: ‘Como João Pozzobon, viver a misericórdia’. Durante o tríduo e na Santa Missa no dia de sua morte, 27 de junho, alguns dos símbolos que recordava a prática da misericórdia desse servo de Deus eram as canecas com as quais servia chá para os pobres e a teca com que levava a eucaristia aos doentes. Isso remetia a lembrança de sua vida plena de obras de misericórdia, digna de ser imitada.

Pontualmente às 6 horas, enfrentando uma neblina densa e fria, dezenas de pessoas encontraram-se diante da Casa Museu João Luiz Pozzobon e seguiram em peregrinação ao Santuário Tabor, levando uma Imagem Peregrina Auxiliar. Não faltou a tradicional reflexão no local que marca o acidente que vitimou João Pozzobon, desta vez, feita pelo seu neto João Luiz Pozzobon – ele nasceu no mesmo dia que seu avô – 12 de dezembro –  e ano de seu falecimento.

A Santa Missa festiva, na capela Tabor, foi presidida pelo Pe. Alexsandro Miola, vigário da Paróquia Nossa Senhora das Dores, e concelebrada pelo postulador da causa de canonização de João Pozzobon, Pe. Argemiro Ferracioli, e mais três sacerdotes palotinos: Pe. João Quaini, Pe. Arnaldo Juliane e Pe. Erno Aloísio Schlindwein. Na procissão de entrada, filhos e neto do Servo de Deus levaram a Imagem Peregrina Auxiliar e os símbolos da celebração. No final, todos uniram-se na oração pedindo a beatificação de João Pozzobon, na esperança que – muito em breve – possamos ver seu nome na honra dos altares.

neto_1No lugar em que Pozzobon foi atropela, seu neto, João Luiz Pozzobon testemunha sobre o avô que não chegou a conhecer em vida, mas, que o acompanha cada dia:

“Hoje recordamos os 31 anos de morte do Diácono João Luiz Pozzobon, o vovô João. Para este dia me pediram para falar algumas poucas palavras, tentar descrever o que ele era para mim, o que ele representa na minha vida.

Não cheguei a conhecê-lo pois nasci em dezembro do mesmo ano de seu falecimento, porém ele está presente todos os dias da minha vida e me ensinou e ensina muito. Através dele pude entender e conhecer o amor que devemos ter por Deus e pela nossa Mãe Rainha. Com ele também aprendi que devemos amar e respeitar muito nossa família, pois sem ela não somos nada. Seus ensinamentos fizeram eu entender que sempre que realizamos algo com amor tudo dará certo, pois como sempre dizia “o amor supera tudo”.

A sua fé e sua oração me fizeram aprender que rezar é um presente, que rezar nos faz estar mais perto de Deus, e que devemos fazer isso todos os dias e com muito amor. Também aprendi que o sofrimento, as angústias e os problemas fazem parte da vida de todos, mas que com fé, oração e perseverança tudo se resolve.

Mas muitos podem me perguntar, como aprendeu tudo isso com ele se não chegou a conhecê-lo? Isso é verdade, não o conheci, mas com certeza ele me conhece, e melhor do que ninguém. Conhece minhas angústias, meus medos, minhas alegrias e minhas tristezas. Cada vez que rezo, sinto que estou mais perto dele, sinto que ele, junto com a Mãe Rainha me escutam, e sempre me dão a certeza e a segurança de que não estou sozinho.

Seu testemunho de vida nos ensina muito, nos ensina a sermos pessoas melhores, cristão melhores. Nos ensina a termos misericórdia. Misericórdia das pessoas que amamos, daqueles que as vezes não conhecemos, ou até mesmo daquele que conhecemos e não temos uma boa relação.

Então, alguém pode me perguntar o que ele representa para mim? Ele representa tudo. Representa a pessoa que eu sou, representa a família que tenho. Representa o amor que sinto por ele, por Deus e pela nossa Mãe Rainha. Com ele aprendi tudo isso e muito mais. É uma honra e uma grande alegria poder chamá-lo de meu vô. Que seu exemplo de vida como filho, pai, e avô possa ser conhecido por mais e mais pessoas, para que assim possamos um dia ter um mundo melhor, com mais fé e com mais misericórdia entre todos”. 

Fonte: Tabormta