Colaborando na missão da Mãe e Rainha

26 de janeiro de 2015

Somos tuas mãos, teus pés e tua voz.

angelicaKaren Bueno – Para que os Santuários de Schoenstatt funcionem e a Mãe possa cumprir sua missão de acolher, transformar e enviar os filhos, são necessárias mãos serviçais que se colocam a serviço da Rainha. Um apostolado silencioso, porém essencial, é o trabalho na contabilidade em Atibaia/SP. Há quase 15 anos Maria Angélica Nóbrega Luz colabora no setor. Casada, mãe de dois filhos, comenta que é uma alegria trabalhar ali.

Quem experimenta a calmaria e o ambiente acolhedor do Santuário não imagina todo trabalho e infraestrutura que existe ao redor para manter funcionando esse ‘pedaço de céu’. No setor da contabilidade em Atibaia – onde fica a sede da Província Schoenstatt-Tabor das Irmãs de Maria – não é diferente, ali são administradas 15 filiais dos regionais Sudeste e Paraná.

Trabalhando no Tabor

“A primeira coisa que eu aprendi trabalhando no Santuário foi a paciência. Eu era muito ansiosa, queria fazer um monte de coisa ao mesmo tempo. Vendo essa característica no dia-a-dia das Irmãs, dos funcionários, fui aprendendo, e hoje consigo pensar melhor antes de agir”, diz Angélica.

Para ela, a principal diferença entre trabalhar numa empresa e trabalhar numa instituição religiosa é a compreensão. “As Irmãs acrescentam a parte espiritual ao trabalho, o que ajuda muito. No dia-a-dia aprendemos com os exemplos – a paciência, a tolerância – são coisas que não vemos aí fora”. Tal confiança gera responsabilidade: “Aqui a cobrança não é tão grande como nas outras empresas, mas nem por isso deixamos de fazer bem feito nosso trabalho, de se aplicar, o que vai da consciência de cada um”.

O ambiente direciona para o divino, diz Angélica. “De uma maneira ou de outra você acaba sentindo esse ar de calmaria. Aqui você escuta os pássaros, a paz, tudo é muito tranquilo. Sempre fui à Igreja, mas o Santuário é um lugar especial, algo que não dá para explicar, onde sentimos que é bom estar”.

Missionária a partir do Santuário

Aqueles que estão em contato diário com o Santuário se tornam, automaticamente, um canal das graças de Maria. “Como as pessoas sabem onde eu trabalho, vêm pedir oração, pedir para levar o nome no Santuário. Os parentes e amigos sempre querem saber mais e eu sempre convido para irem”.

Esse contato também desperta o espírito missionário. “Quando vejo que uma pessoa não está muito bem, a primeira coisa que me vem à cabeça é perguntar se ela tem uma imagem da Mãe e Rainha em casa; várias vezes já presenteei as pessoas com uma imagem da Mãe”.

A pedagogia de Schoenstatt chama a atenção de Angélica. Ela selou a Aliança de Amor, que faz parte de sua vida, e dela destaca dois aspectos: a filialidade mariana e fazer tudo com amor, da melhor forma possível. “Eu procuro ser sempre melhor com a família e com todos. O ambiente em que você vive te influencia. Se você trabalha num local com pessoas boas, que te direcionam e te motivam, que te levam a Deus, você começa a se moldar”.

Na escola de Maria

Os quase 15 anos de trabalho são um período de aprendizado. “Eu não vejo isso como uma acomodação, é o que quero para minha vida. Um trabalho onde você faz o que gosta e está perto de Deus, quem consegue isso hoje em dia?”

Muitos números já passaram pelas mãos de Angélica, mas trabalhar para o Movimento Apostólico de Schoenstatt é muito mais que somar números, é uma missão, pois são essas mãos serviçais que colaboram na concretização do reino da Rainha de Schoenstatt.

  • Lúcia M Muniz

    Belo depoimento.