Campanha da Mãe Peregrina: uma história atual

10 de setembro de 2015

Presença viva em nosso dia a dia.

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Karen Bueno – Os primeiros passos da história foram dados há exatos 65 anos. Pela primeira vez a Mãe Peregrina de Schoenstatt saía do Santuário levada pelo Diác. João Luiz Pozzobon e ganhava o mundo, ganhava incontáveis vidas que se consagraram a ela. De lá para cá muita coisa aconteceu, e com o tempo a Campanha ganhou dimensão internacional, alcançando milhões de corações. Apesar de todos esses anos corridos, o envio da Mãe Peregrina Original não é um fato histórico isolado, que aconteceu no passado e pode ser “esquecido na gaveta”. Esse envio se repete dia a dia e traz consequências incríveis para o mundo de hoje.

“Hoje nós colhemos os frutos do dia 10 de setembro de 1950. Essa data é o início de algo que não sabíamos até que ponto ia florescer, e hoje vemos uma árvore frondosa, dando muitos frutos de conversão, de renovação das famílias, de graças na vida das pessoas”, diz Ir. M. Doralice de Souza, assessora da Campanha no regional Sudeste.

É difícil imaginar o mundo sem a presença da Mãe e Rainha nos lares, nas escolas, nos hospitais, nos presídios. Como seria a vida sem essa presença materna que transforma corações e realiza grandes obras? Seria, no mínimo, incompleta.

E tudo isso só foi possível por meio de um ‘sim’ muito especial: “A Mãe foi aceita pelo Sr. João Pozzobon, podemos dizer. Foi o ponto culminante de tudo que surgiu depois. Ele acolheu a iniciativa do nosso Pai e Fundador e da Ir. M. Teresinha Gobbo, a iniciativa do Espírito Santo, e deu um sim à Mãe, realizando o que o Papa Francisco nos pede hoje, de sair ao encontro”, afirma Ir. M. Denise Mendes Ternes, assessora regional da Campanha no Sul.

Hoje somos nós os herois

Quando uma pessoa aceita tornar-se missionária, coordenadora, ou mesmo receber a Mãe Peregrina em sua casa, se repete o mesmo envio que aconteceu há 65 anos. Aqueles que levam essa missão nos dias atuais são os “novos Pozzobons” da Mãe Três Vezes Admirável.

“Somos Schoenstatt em saída com a Mãe Peregrina quando assumimos a tarefa de missionários, como João Pozzobon assumiu. A Peregrina é a face de Schoenstatt no mundo atual, o Movimento é muito conhecido por meio dela, a repercussão da Obra é cada vez maior por seu atuar”, diz Ir. M. Denise.

Ser missionária da Mãe Peregrina no dia a dia, atualmente, é uma tarefa trabalhosa, porém muito gratificante, segundo Isabel Spananella, de Santa Bárbara d’Oeste/SP: “Com sua visita, a Mãe consegue ir aos lares aonde ninguém consegue ir, e criam-se muitos elos de amizade, as pessoas voltam a participar da Igreja. Vemos que muitos, por meio da Mãe Peregrina, vão em busca da Eucaristia, dos sacramentos que não estão em ordem, é muito bonito”.

“O começo da Campanha foi muito singelo, muito simples, como tudo no Movimento. Um momento que representa muito bem a religiosidade do nosso povo, quando um pai de família, participando de uma celebração no Santuário, é chamado para essa missão. O Diác. João Luiz Pozzobon disse ‘sim’ a esse chamado, ao qual permaneceu fiel durante 35 anos levando a Mãe de casa em casa. É um apostolado com jeito de Maria, silencioso, singelo, simples, mas essencial, é a Mãe que entra na casa do povo para apresentar seu Filho Jesus”, coloca Ir. M. Doralice.

Assumimos a missão

Hoje muitos frutos dos 65 anos da CMPS podem ser contemplados e vividos. Ir. M. Denise ressalta alguns: “Primeiro a divulgação do Movimento; por meio de toda repercussão que a Mãe Peregrina causa, vão surgindo mais Santuários de Schoenstatt no mundo. Em vários países o Movimento se iniciou por meio da Campanha. Uma dádiva enorme é a presença da Mãe nas famílias, nas repartições públicas, em lugares importantes para a cultura, o turismo, a política. E a Mãe vai atuando, vai criando espaços de mudança entre as pessoas, nos presídios, nos hospitais, a repercussão é enorme, as dádivas são muitas”.

Nesse dia especial, de gratidão a Deus por esse apostolado tão fecundo, fica o exemplo de amor e perseverança do heroi de todos os dias, o Sr. João Pozzobon, que como pequeno instrumento, um “burrinho” da Mãe de Deus, realizou muitas coisas e ainda realiza por meio de cada pessoa que toma parte em sua esforçada Campanha.

“Espero que com toda festa nessa celebração jubilar, a Campanha possa dar ainda mais frutos. Que as famílias possam compreender a importância de Nossa Senhora dentro da Igreja, compreender que todo aquele que busca a Mãe, chega até o Filho. Espero que desperte o desejo de ser um testemunho vivo do amor da Mãe, para que muitos possam também recebe-la, que possam ser novos missionários, como o Sr. João”, diz Isabel.