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Pe.
Irineu Trevisan
Analistas e observadores concordam que no mundo de hoje dominam a confusão,
o descontentamento generalizado, a insegurança. A humanidade parece rumar
em direção do caos. Anda à beira do abismo.
O Pe. Jose Kentenich, grande observador da história, ilustra esta situação
com várias imagens. O mundo – explica ele – assemelha-se a um bêbado perambulo
pela platibanda de um edifício de 20 andares. A qualquer momento poderá
pisar em falso e rolar para o abismo. Ou assemelha-se a uma carruagem
puxada por cavalos em demandado desfiladeiro a baixo, sobre, a qual o
cocheiro perdeu o domínio. Que há de suceder? Que vem pela frente: uma
curva drástica? Um abismo? Um rio caudaloso? Ou um descampado plano, amplo
suave?
À semelhança da sociedade atual, o homem, a vida humana parece, de igual
forma ter descarrilhado, perdido o rumo, seu objetivo e sentido. Por isto,
populam as pessoas a se queixarem do vazio e a mergulharem na solidão,
na angustia, na neurose(nóogena), no alcoolismo, nas drogas.
Que se há de esperar e fazer? O Concílio Vaticano II (1960/1963), na voz
dos bispos do mundo inteiro, tenta inspirar esperança. Por isto anuncia
vivermos num tempo de tristezas e alegrias, de angústia e esperanças(GS,
n4). O Pe. Kentenich cita o espirituoso Demester que diz: Se Deus passa
o apagador pelo quadro do mundo, é para escrever algo de novo e belo.
E conclui: “Se parece que Deus apaga hoje resolutamente a escrita
do quadro do tempo, é para escrever algo de extraordinário. Ou seja, Deus
quer desapegar os homens da margem antiga e conduzi-los à uma nova margem”.
Como “aluninho” dócil , fiel do Pe. Kentenich, este era o sonho que o
senhor João Pozzobon trazia, alimentava em seu coração. E a serviço desse
objetivo iniciou, conduziu sua obra gigantesca: A CAMPANHA DA MÃE PEREGRINA
DE SCHOENSTATT.
Sentiu-se confirmado pela afirmação do seu bispo, D. Luiz Victor Sartori,
que, às vésperas de sua morte(1969), assim referiu-se à Campanha:
“Esta Campanha há de salvar o mundo!” (Herói hoje...pág. 53 – Estevan
J. Uribaser).
De fato, como veremos nos artigos posteriores, os fatos parecem confirmar
esta afirmação.
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