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Pe. Irineu Trevisan
Impelidos pelas razões citadas no artigo anterior
e seu ardente amor a família, durante 35 anos, diariamente, sem falhar
nenhum dia (1950 01985), o Sr. João prestou o seu serviço e amparo, seu
conforto e aconselhamento, a milhares de famílias. Nem a chuva forte, nem
os frios intensos com geadas do Rio Grande do Sul, nem o cansaço profissional, nem as
doenças e os sofrimentos, enfim nenhum tipo de empecilho impediam-no de
visitar os lares. Normalmente fazia esses percursos de família em família,
a pé. Perfez a pé em todos esses anos, um total de 140 mil Km.
Dominado
pelo cansaço ao retornar, noite à dentro, para a sua casa, muitas vezes
devia descansar, por algum tempo, à beira das estradas, não raro ameaçado
e importunado por cachorros, por formigas daninhas, por mosquitos
impertinentes.
Por que, o sr. João, este seu esforço incansável,
valente? Pelo bem e dedicação a essas comunidadezinhas, que tanto amavas
como a pupila dos seus olhos. Deseja transformá-las em berço de amor de
paz, de alegria.
Desejava que os pais, à tardinha, ao regressarem
abatidos, suados pelo lufa-lufa do dia-a-dia, ao penetrarem nos umbrais do
próprio lar, pudessem exclamar: como é gostoso, bonito, confortante pisar
neste meu chão e recolher-me dentro destas quatro paredes!
Desejava,
Sr. João, que os filhos pequenos, adolescentes, jovens encontrassem, em
seus lares, um ninho revitalizante, abrigador, seguro, querido, para
superar os revezes da vida, os ataques, as ameaças e seduções do
mundo.
Deveras, nossos arquivos registraram inúmeras graças em favor de
jovens que abandonaram a bebida, as drogas, outras em favor de lares
divididos e que, com a visita da Mãe Peregrina, recuperam a paz, o bom
convívio. Pais retornam a praticar a religião, encaminham seus casamentos
religiosos.
Assim o Sr. João, por seu apostolado persistente, cheio de
ardor, de convicção, de piedade e hábil, conseguiu que milhares de
famílias pudessem professar e sentir: como é bonito viver em nosso lar!
Ele é nosso ninho, nosso doce abrigo!
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