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Pe. Irineu Trevisan
Nos Evangelhos, aparece com evidência o apreço que Jesus
dispensou para com a família. Amou-a como a pupila dos seus olhos. Pois,
nela, na Família de Nazaré, passou trinta anos, a fim de torná-la com
Maria, sua Mãe querida e José, homem justo, o modelo de todas as famílias,
ou seja, a mais bela comunidade de amor, de paz e de alegria.
Ademais,
seu primeiro milagre foi em favor de uma família, revelando-se o Messias, o Filho do Altíssimo, o
Redentor do Mundo.A família de Betânia, cujos
filhos eram Marta, Maria e Lázaro, foi alvo de sua amizade, predileção e
carinho especiais. E, finalmente, elevou o matrimônio à sacramento,
tornando-o fonte de graças especiais, comunidadezinha sagrada, divina,
intocável. Pois, em realidade a família se constitui a célula-mãe da
sociedade civil e da Igreja, o Reino de Cristo na terra.
Com razão,
pois, João Paulo II, em sua visita ao Brasil, convidava os bispos a darem
prioridade à Pastoral Familiar. Assim ele falou no Brasil: “Por isto
mesmo, abrindo a conferência de Puebla, eu quis recomendar a Pastoral
Familiar como importante prioridade em todos os vossos Países. O Documento
de Puebla consagrou um importante capítulo à Família: Deus queira que a
atenção a outros temas e afirmações, sem dúvida importantes, mas não
exclusivos, desse documento não signifique, por um erro do qual teríamos
motivo de arrependimento no futuro, uma atenção menor à Pastoral
Familiar”. (Hom. `a Família, RJ., 01.07.1980).
“O futuro da
humanidade passa pela família” (FC.n) proclamava o mesmo Papa. Pois, a
civilização do amor – marca por excelência do terceiro milênio – deve ser
construída sobre a base insubstituível do lar.
Estas verdades estavam
gravadas profundas nos coração do Sr. João. Certa vez, ele me confidenciou
as duas razões que o moveram a se empenhar, através da Campanha da Mãe
Peregrina, de corpo e alma, em favor da família: primeiro porque sentiu os
dramas e sofrimentos dolorosos a infernizarem a vida das famílias, por
isto desejou socorrê-las. Em segundo lugar, as graças lindas e abundantes
que a Mãe Peregrina operava dentro dos lares que A
recebiam. Urgia, pois, que a Mãe de Deus continuasse a visitar as
famílias e peregrinar por elas, operando o que nas Bodas de Caná, na casa
de Isabel e em seu próprio Lar de Nazaré.
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