Apóstolo ardoroso

Pe. Irineu Trevisan

Vivemos num tempo de desafios, dinâmico, de corre-corre, eletrizante. Hoje, para vencer a vida, ter sucesso na profissão, sustentar a família, acompanhar o progresso, competir com o concorrente – faz-se mister, urge correr, correr...

A própria Igreja Católica de estática, encerrada na sacristia, a aguardar simplesmente e pacatamente seus fiéis – agora avança para o meio do mundo, sai em busca das ovelhas, lança as redes, desentoca-se. Quer e necessita ser dinâmica, ardorosa, ousada, apostólica. E cobra de seus membros esse zelo apostólico, educa-os e treina-os para serem missionários. Envia-os para a conquista do mundo, dos ambientes profissionais, das ciências, dos pobres. Procura viver o chamado de Jesus: É tempo de despertar do sono (Mc 13,41). “Ide e incendiai o mundo”.

Por isto, o Papa Paulo VI proferiu esta frase: Quem hoje não é apóstolo é apóstata.
Esta situação mexeu com o Sr. João, moveu seu coração, despertou-o para o apostolado incansável, em favor das famílias, das escolas, dos presídios e das favelas, dos doentes e dos pobres e afastados da Igreja. Esteve empenhado, nessa ação evangelizadora, de corpo e alma, de dia e de noite, anos a fio, quase minuto por minuto.
Seguia a norma de São Vicente Pallotti: “no céu descansarei!” Cansaço, críticas, sofrimentos, incompreensões, doença, problemas outros, insucessos e nenhum outro tipo de dificuldade o intimidaram.

Motivados por falsas informações, seu bispo (1956), sacerdotes e leigos tentaram demovê-lo do seu trabalho apostólico. Tentaram mostrar-lhe e convencê-lo de que se tratava de fanatismo, pietismo e beatice, perda de tempo. Sugeriam-lhe ficar descansando em casa, porque assim teria proveito, não se desgastaria e nem estaria malbaratando seu tempo, seus dias, sua saúde.
Em vão!
João persistia irresistivelmente.
Continuava a exercer seu apostolado com habilidade, com convicção e ardor, com paciência e simpatia, com santa esperteza e fé viva, ardente, impressionante.
Inspirava-se nesta convicção: “fui chamado, recebi esta missão. A ela quero ser fiel”. Urge levar Cristo e Maria aos lares e demais ambientes pelo mundo a fora. Urgia implantar o Reino de Cristo e Maria. E assim devolver, ao coração do homem agitado de nossos dias, a paz; cumpria ensinar-lhes a descobrir e viver o bonito da vida. Era urgente salvar a família e torná-la um doce recanto de amor, de alegria, de convívio agradável, de diálogo aprazível, de luta e ajuda mútua.

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