Homens elegantes

Pe. Irineu Trevisan

A pessoa humana aparece como a primeira e mais visada vítima desta situação dolorosa. É incontável o número das pessoas avariadas. Tremendamente violadas em sua dignidade e grandeza, tratadas como mero número e peça de máquina, sumidas na massa humana. Endeusando o prazer, o dinheiro, o poder, as honrarias humanas e coisas congêneres.

Vamos aceitar este panorama? Será insuperável? Não cremos. É viável e possível o surgimento de personalidades nobres, ideais. Não vítimas, mas donas da situação, resistentes e dominadora da avalanche do tempo e da hora.

Personalidades elegantes!
Não me refiro a elegância do corpo, da estatura, da beleza física. Mas falo da elegância do coração, do interior. Personalidades de brio e valentia, nobres e equilibradas, exemplares e simpáticas, atraentes e desafiadoras. Graças à sua elegância, aos seus valores éticos, morais, espirituais, religiosos. Definidas e bem sucedidas em seus ideais de vida, em suas realizações e comportamento, em suas virtudes e decisões. A pairarem sobranceiras, vitoriosas e ilesas ante a tempestade da hora. Realizadora de projetos sublimes, bem sucedidos até em nível internacional.

O presente escrito, propõe-se a apontar uma dessas personalidades.
Sua aparência, à primeira vista, parece simples, humilde, despretensiosa, sem expressão e dotes vistosos.

Trata-se do senhor João Luiz Pozzobon.
Simples? Pequeno? Sim, da pequenez louvada por São Paulo: “Deus escolheu os humildes e desprezados para confundir os grandes e poderosos”. Nossa Senhora igualmente professou: “ Deus olhou para a pequenez de sua serva e fez nela grandes coisas”. O senhor João, de igual forma, experimentou sua fragilidade e indignidade e expressou-as através desta comparação: “Sou como o burrinho que leva Jesus e Maria para o Egito”. Imitava assim São João ao confessar: importa que Ele cresça e eu diminua ( Jo 3,30 ).

Demais fraquezas, dificuldades expressa em sua Oração: Ela cuidou de mim (Herói Hoje, pág. 124seg.)

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