Ele amou a Maria

Pe.Irineu Trevisan

A piedade e vida religiosa do Sr. João tiveram um forte colorido mariano.
O amor a Maria SSma., ele herdou do berço. Foi uma devoção característica dos imigrantes italianos do norte da Itália, região de Veneza, donde procederam os antepassados do Sr. João.

Ademais, como membro do Movimento Apostólico de Schoenstatt – Ramo dos homens – esse seu amor filial a Nossa Senhora ancorou-se em fundamentos sólidos, claros, convincentes, atualizados. Inspirados na Bíblia, na Mariologia dos santos, dos teólogos e nos ensinamentos dos últimos dez Papas.

Por isso, logo, o Sr. João compreendeu a missão urgente e importante de Maria SSma. para a solução dos grandes problemas atuais e a construção de um novo tempo e milênio para Cristo.

Ela é a Mãe do Belo Amor, a Rainha da Paz em verdade e não como em meros títulos honoríficos. Como a Débora dos tempos modernos (Jz 4,4-10; 5,12-15), cumpria Nossa Senhora rechaçar os inimigos da fé, da Igreja, e transformar o caos de hoje num novo tempo de paz, amor, justiça.

Maria SSma. – entendeu o Sr. João – é o caminho mais fácil, seguro, fecundo e belo para acelerar o triunfo de Cristo e do seu Reino. E assim construir uma sociedade a viver das mensagens que caracterizam o Reino de Cristo: o amor e a paz, a alegria e a esperança, a justiça, a verdade e a liberdade, glória e ressurreição. Embora entre virtudes e mensagens tão atraentes, Cristo também tenha incluído a cruz e o sofrimento (Mt 16, 24; 10,38). Porém, não como símbolos de angústia, desespero, infelicidade. Mas cruzes que possam gerar cristãos valentes, e até se transformarem em fonte de bem estar e alegria (Pe. Kentenich: Viver com alegria, I), o testemunho forte para isto, encontra-se na vida do próprio João. Ele afirmou: “Comecei a ser feliz, quando descobri que a cruz e sofrimento são fontes de alegria”. É surpreendente, belo e real.

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