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A oração de Jesus Padre Nicolás Schwizer |
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Circunstâncias. A oração de Jesus - igual a nossa - não era algo automático, que Ele colocava em marcha quando queria. Tinha que escolher bem o lugar: o deserto, a solidão de um monte. Tinha que escolher também o momento, as circunstâncias que inspiravam e favoreciam a oração Em sua existência tão cheia de ocupações - como é a nossa - era muitas vezes difícil encontrar o tempo necessário. Então tinha que levantar-se de madrugada, ou se retirava ao entardecer, ou velava durante a noite. Inclusive, às vezes, quando a presença de seus discípulos podia impedi-lo de rezar, Jesus os mandava subir no barco e os enviava para a outra margem do lago. Frequentemente, Jesus orava sozinho. Sua relação excepcional com o Pai explica este modo singular de orar, nesse momento nem sequer os mais íntimos discípulos tem acesso. Por que reza? Qual era essa oração que Jesus se empenhava tanto em proteger? O que tinha que pedir Ele, o filho de Deus, que graça ou que ajuda? Podemos pensar que Jesus rezava para nos dar bom exemplo! Um teólogo moderno diz acertadamente: “Se a oração de Cristo tem algum sentido para nós, se é um exemplo, então é porque acima de tudo tem um sentido para Ele mesmo.” Assim como nós, Jesus não teve sempre a mesma claridade de consciência, nem a mesma concentração de atenção. Ele foi vulnerável as impressões e sensível as influências. Teve necessidade de se recolher para pensar melhor o que pensava e para saber melhor o que sabia. Encontro com o Pai. Afastava-se com freqüência da multidão, cansado de sua incredulidade: “raça incrédula e perversa, até quando os suportarei?” Ou tinha pena pela dureza de seu coração, impaciente por sua obstinação e sua lentidão para compreender: “Tendes a mente fechada?”, pergunta-lhes em uma oportunidade. Então necessitava acalmar-se, conversar em seu interior com o Pai, para reencontrar o sentido verdadeiro de sua missão, sua indulgência para com os homens, sua fé em sua força de redenção. E logo voltava para os seus, renovado e sereno.A vontade do Pai. Jesus conheceu a tentação que lhe chegava com o sofrimento, com a solidão, com o medo. Necessitava expressar o que lhe subia espontaneamente aos lábios: “Pai, livra-me desta hora! Pai se é possível, afasta de mim este cálice!” Graças à oração, Cristo ia aprofundando, encontrando sua verdadeira natureza. Lembrava-se de onde vinha e aonde ia. Voltava a sentir-se FILHO e uma vez unido assim com seu Pai, já não tinha mais que uma só oração: “Pai, que se faça sua vontade!”. Era sua melhor oração, a culminancia de todas suas orações. E nós? Se quisermos saber o estado de nossa vida cristã, só necessitamos observar como rezamos. Talvez não saibamos rezar. Sabemos conversar com nossos amigos, nossos companheiros horas e horas. Mas não sabemos falar, conversar com Deus nem sequer uns poucos minutos por dia. Quanto mais simples e filial é nossa oração, tanto mais agrada a Deus. Deus busca o homem simples, que fala com Ele, como uma criança com seu pai. A atitude filial, atitude fundamental do ser humano diante de Deus, é também a atitude na oração diante de Deus. Queridos irmãos, o grande exemplo de Cristo, de Maria, e dos Santos quer nos desafiar e nos animar para uma vida de oração mais séria, mais intensa, mais profunda. Perguntas para a reflexão 1. Escolhemos bem o lugar e o momento da oração? Dedicamos tempo suficiente? 2. Consideramos a oração seriamente como o alimento e a respiração da alma? 3. Nossa oração é realmente uma conversa pessoal e espontânea com Deus? Se deseja inscrever-se, comentar o texto ou dar seu testemunho, escreva para: pn.reflexiones@gmail.com |