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A pessoa humilde não é nervosa Pe. Nikolás Schwisser |
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Uma atitude que nos ajuda a superar os limites e as debilidades de nossa vida é a humildade. O que é a humildade? Diz o Padre Kentenich, fundador do Movimento de Schoenstatt: “Humildade é a virtude moral pela qual o homem se experimenta totalmente fraco, quando está separado de Deus, e totalmente forte quando está submerso em Deus”. Humildade é algo muito diferente de sentimentos ou complexos de inferioridade: essas são expressões de desanimo ou de depressão. Em nosso tempo, muitos sofrem desses complexos e sentimentos, sobretudo pessoas com o temperamento melancólico. A
humildade como pequenez e grandeza Humildade como grandeza é, então, saber-me aceito, valorizado e querido pelo Pai. É o repouso em um tu que me dá segurança. É essa experiência que tranqüiliza o meu coração e me permite aceitar a pequenez e as limitações sem angústia. E posso sentir-me querido e, por isso, grande e importante aos olhos de Deus. Humildade como pequenez é aceitar-me como criatura limitada e pecadora frente a Deus perfeito e santo. Por isso, Santa Teresa diz que humildade é verdade. O homem autêntico se encontra bem quando é veraz: é a espontaneidade daquele que não tem nada que esconder é a espontaneidade da criança. Humildade, por isso, não é esconder os talentos. O ideal bíblico da mansidão não é o mesmo que falta de personalidade; a paciência não é covardia e passividade; a pequenez e simplicidade não é mediocridade. Quando Jesus fala dos “aflitos e fatigados" não se refere a uma melancolia doentia. Se isso não acontece nunca nos tornaremos livres. Ao contrário, facilmente se manifesta em problemas psicológicos e inclusive fisiológicos. Os nervos Nesse sentido, a pequenez é para o Pe. Kentenich “não dar-me importância a mim mesmo”. Nem minha pessoa é importante, nem minha saúde, nem minha honra, nem meu trabalho, nem meu amor, nem minha miséria. Tudo o que se refere a mim, não importa. Sou só um instrumento. Então, quem é importante? Só Deus Pai, unicamente a Ele devemos dar importância. Ele é a pessoa mais transcendental de nosso mundo. Só dou importância à obra de Deus, ao Reino do Pai. Ele faz tudo, eu só o ajudo um pouquinho. A honra pelo que estou fazendo, não é minha, mas é para Deus. Não eu, mas Deus. “Eu devo diminuir e Ele deve crescer” (Jo 3, 30), dizia São João Batista. Se assim, não dou importância a mim mesmo, mas, somente a Deus Pai e a sua obra, então Ele me dá importância. Quanto menos importância dou a mim, tanto mais importo a Ele. É o mistério da autêntica filiação: porque sou pequeno, agrado a Deus Pai; porque sou pequeno, por isso sou grande. E aqui entendemos essa outra palavra do Padre Kentenich: “És tu quem faz as obras maiores só nos pequeninos e por meio dos pequeninos”. Perguntas para a reflexão 1. Considero-me uma pessoa nervosa? Se deseja inscrever-se, comentar o texto ou dar seu testemunho, escreva para: pn.reflexiones@gmail.com |